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Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Codesp revisa para baixo previsão para Santos

Tue, 26 de April de 2011
Fonte: Valor Econômico

No primeiro trimestre, os embarques das cargas caíram 20,8% (para 2.780.212 de toneladas) e 25,2% (2.047.833 de toneladas), respectivamente
O atraso na safra agrícola levou a Companhia Docas de São Paulo (Codesp) rever para baixo a projeção do porto de Santos para este ano.

 

Originalmente estimada em 101,5 milhões de toneladas, a movimentação deve ficar agora em 100,3 milhões de toneladas. Segundo a gerente de mercados, estudos e estatísticas da estatal que administra o porto, Marcia Rubino Pereira, a falta de chuva no início do ano atrasou a plantação principalmente da soja e da cana-de-açúcar, os dois carros-chefes em volumes escoados pelo cais santista.

 

No primeiro trimestre, os embarques das cargas caíram 20,8% (para 2.780.212 de toneladas) e 25,2% (2.047.833 de toneladas), respectivamente. "Não acredito que haverá recuperação dos volumes nos próximos meses, o que não foi colhido não tem mais jeito", diz Marcia.

 


Consequentemente, os granéis sólidos perderam espaço na comparação com cargas de outra natureza. No primeiro trimestre de 2011, os sólidos somaram 8.641.614 de toneladas ante 9.248.954 de toneladas do mesmo intervalo de 2010. Paralelamente, a carga conteinerizada aumentou 12,3% (chegando a 6.811.830 de toneladas) e os granéis líquidos tiveram uma leva queda de 0,2% (ficando em 3.635.024 de toneladas).

 


Para o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, a diminuição dos embarques de açúcar é natural nos primeiros meses do ano. "Estamos em plena entressafra, os picos de exportação acontecem em julho, agosto e setembro". Mas ele admite que, em relação a outros anos, o intervalo entre as colheitas está maior. Por enquanto, avalia, a demanda mundial por açúcar está sendo coberta por demais países.

 

A expectativa para este ano está mantida, diz Rodrigues. A região Centro-Sul deverá produzir 24 milhões de toneladas da commodity, sendo que mais de 80% disso é escoada pelo porto de Santos. Também para a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a queda na movimentação do granel sólido é mais conjuntural. "Não se trata de uma tendência, não", diz o vice-presidente, José Augusto de Castro.

 


No acumulado do ano até março, a movimentação global do porto cresceu apenas 0,2%, fechando em 20.241.501 de toneladas. As importações aumentaram 14,3% (para 7.838.330 de toneladas) e as exportações caíram 7,1% (para 12.403.171 de toneladas) no período.