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Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Tecnologia

Homens e robôs aumentam eficiência das cabines Volvo

Mon, 27 de November de 2017
Fonte: futuretransport.com.br

Homens e robôs aumentam eficiência das cabines Volvo 

 
Robotizada e com alto grau de confiabilidade, a linha de produção de cabines da Volvo é uma das mais eficientes da indústria automobilística em todo o mundo. Localizada no complexo industrial da montadora em Curitiba (PR), a unidade completa 20 anos com 250 mil cabines produzidas para o mercado nacional e internacional.
Com a decisão de incorporar a produção de cabines antes fabricadas por um fornecedor local, duas décadas atrás a Volvo dava um grande passo para produzir caminhões no Brasil em compasso com o que existia os mercados mais exigentes do mundo em termos de produtos voltados para logística e transporte de cargas.
“Foi uma verdadeira transformação tecnológica”, lembra Ângelo Prodossimo, gerente de produção de cabines no Brasil. Até aquela época, a Volvo apenas preparava e pintava as cabines que eram compradas de fornecedor externo. A partir de então a empresa implantou também uma área de solda e começou a manufaturar as cabines.
O ano era 1997. A partir dali a Volvo deixava sua antiga linha NL. Com a nova estrutura, a empresa passou a produzir e exportar os modelos FH, NH e FM. A fábrica do Brasil tornava-se elo importante na cadeia industrial global do grupo, inclusive produzindo cabines para mercados como a Austrália e até mesmo para a matriz na Suécia.
Ao longo do tempo, a operação local recebeu uma série de atualizações industriais e técnicas. Em 2013, houve uma mudança completa na linha de pintura, que passou a ser totalmente automatizada, feita por 16 robôs. Em 2015, com a introdução do novo caminhão mundial, foi ampliada a área de solda, com 36 robôs adicionais.
Altamente automatizada, a fábrica tem hoje cerca de 70 robôs trabalhando na solda e na pintura, os dois principais processos. “Temos nível tecnológico e qualificação técnica do pessoal que coloca nossa fábrica entre as melhores do setor automotivo”, observa Jorge Marquesini, vice-presidente industrial do Grupo Volvo América Latina.
Embora seja fortemente automatizada, a unidade emprega em torno de 300 pessoas. São funcionários altamente qualificados. A fábrica tem, inclusive, um setor de treinamento interno permanente, que prepara e atualiza os empregados e técnicos.
Mesmo na fase dos primeiros estudos de implantação de uma fábrica de cabines no País, em 1992, já se projetava uma indústria de ponta. Engenheiros, técnicos e operários brasileiros foram enviados várias vezes para treinar na matriz na Suécia e em outros países da Europa, assim como funcionários da matriz passaram longas jornadas no Brasil para afinar os trabalhos com as equipes locais.
“A fábrica brasileira de cabines já nasceu global”, recorda Cyro Martins, diretor de operações de manufatura da Volvo no Brasil, ao informar que a nova cabine chegou justamente para equipar o famoso Globetrotter, o caminhão global da marca.
A fábrica também surgiu com vocação para grandes capacidades. No início, durante o período em que a antiga e a nova linha de caminhões conviveram, a unidade produzia 5 cabines por semana. Mas em 2013, período de maior grande procura por caminhões em toda a história do mercado brasileiro, a fábrica chegou a produzir 130 caminhões por dia, um total de mais de 25 mil caminhões num único ano.
Além da qualidade superior, o processo industrial é ambientalmente mais limpo. A pintura é feita à base de água e não utiliza solventes. A tecnologia para pintura de baixa cura reduz a temperatura das estufas de secagem de 140°C para 80°C. Isto diminui o consumo de gás natural, o que resulta numa redução de cerca de 30% na liberação de gás carbônico.
Na última atualização tecnológica feita na área de pintura foi implementado um processo conhecido como RTO, que queima os gases com solventes evaporados na pintura e os transforma em gases limpos.
A temperatura usada na queima é posteriormente reaproveitada na manutenção da temperatura da estufa e no aquecimento da água utilizada na limpeza de peças plásticas. “Respeito ao meio ambiente é um dos valores da Volvo. Estamos sempre investindo em nossos processos industriais para reduzir o impacto ambiental da produção de veículos”, finaliza Martins.
A Volvo tem cinco fábricas de cabine espalhadas pelo mundo: Suécia (onde está a matriz da empresa), Brasil, Estados Unidos, Rússia e Tailândia.