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Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Concessão

Concessões da ERS-122 e da RS-453 não estão nos planos do governo do Estado para 2018

Wed, 25 de April de 2018
Fonte: Pioneiro
As concessões da ERS-122 e RS-453, duas das principais rodovias da Serra, não estão nos planos imediatos do governo do Estado. Embora estejam entre as estradas que mais demandem investimentos para aumento da capacidade, elas não estão incluídas nos estudos do programa de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). As únicas rodovias em análise são a RS-324, entre Nova Prata e Passo Fundo, a RS-020, entre a Rota do Sol e Cachoeirinha, e a RS-287, na região central do Estado.
 
De acordo com Rafael Ramos, coordenador da unidade de concessões e PPPs da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, as rodovias prioritárias foram definidas com base no Plano Estadual de Logística e Transportes (Pelt), lançado neste ano. Para que a RS-122 e a RS-453 possam receber investimento privado, é preciso analisar a viabilidade econômica, ou seja, se valor arrecadado com pedágio, por exemplo, seria suficiente para cobrir os investimentos. Uma das questões que precisam ser levadas em conta é se há pontos que possam possibilitar fuga das praças de pedágio, o que poderia prejudicar a arrecadação.
 
Atualmente, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) administra dois trechos da RS-122, entre Portão e São Vendelino e entre Caxias do Sul e Antônio Prado. De acordo com o diretor técnico da estatal, Milton Cypel, um dos principais motivos que dificulta a concessão da rodovia é justamente o alto custo dos investimentos, já que ela passa por terrenos acidentados.
 
— Para ser vantajoso, seria preciso conceder toda a RS-122, mas atualmente as grandes empreiteiras não têm crédito devido à Lava Jato. Já as pequenas não conseguem investir tantos recursos— explica.
 
Para tentar agilizar trâmites burocráticos para futuros investimentos, a EGR contratou estudos para implantação de 4ª faixa entre Farroupilha e São Vendelino e construção de um viaduto na Curva da Morte. A responsabilidade do investimento, porém, não está definida e tampouco há previsão para as obras.