CIT apresenta moção em apoio a MP 1.153/2022 na conferência geral em Nova Iorque 

CIT apresenta moção em apoio a MP 1.153/2022 na conferência geral em Nova Iorque 

Em reunião realizada no último dia 20/04/2023, em Nova Iorque, na sede da ONU – Organização das Nações Unidas, a Câmara Internacional da Indústria de Transportes – CIT, com a presença de 19 países membros, foi aprovada moção de apoio à aprovação e conversão em lei pelo Congresso Nacional do Brasil de norma estabelecendo a contratação de seguro para cobertura da responsabilidade por danos à carga, durante a operação de transporte, com exclusividade ao transportador.

Confira aqui a íntegra do documento

Sua empresa faz parte do TRC. Faça parte também de quem trabalha para fortalecê-lo

Sua empresa faz parte do TRC. Faça parte também de quem trabalha para fortalecê-lo

Seja associado à NTC&Logística e esteja conectado à maior entidade representativa do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

Todos os dias, empresas do Transporte Rodoviário de Cargas enfrentam decisões que envolvem custos, legislação, relações trabalhistas, segurança, tecnologia, operação e mudanças regulatórias. Estar bem informado e, principalmente, próximo dos ambientes onde esses assuntos são discutidos, pode fazer diferença para quem atua no setor.

É nesse cenário que a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) desenvolve seu trabalho. Há mais de 60 anos, a entidade representa o TRC e reúne Federações, Sindicatos, Associações, empresas e parceiros, mantendo atuação técnica, política e institucional em defesa dos interesses do transporte de cargas brasileiro.

Ao se associar à NTC&Logística, a empresa passa a integrar um ambiente nacional de informação, relacionamento e representatividade, com oportunidades de participar de Câmaras Técnicas, Comissões, Comitês e Grupos de Trabalho. Esses espaços aproximam empresários e profissionais para discutir questões do cotidiano das operações, compartilhar experiências e contribuir para a construção de posicionamentos e propostas para o setor.

Essa conexão vai além das empresas transportadoras. A atuação da NTC&Logística promove o relacionamento com entidades, parceiros comerciais e institucionais, fornecedores e diferentes integrantes da cadeia produtiva, além de manter diálogo com órgãos públicos e instituições diretamente relacionados às pautas do transporte e da logística.

O associado também conta com uma estrutura especializada e acesso a informações estratégicas. Entre os benefícios, estão assessorias em economia; custos; assuntos jurídicos; legislação; transporte internacional; produtos perigosos e segurança; pesquisas de mercado; estudos sobre custos operacionais e preços de insumos; indicadores do setor; Simulador de Frete, além de condições especiais para participação nas iniciativas promovidas pela entidade.

Ao longo do ano, uma ampla agenda de eventos, encontros técnicos, reuniões e debates institucionais amplia essas oportunidades, aproximando o associado de lideranças, especialistas, autoridades e profissionais que participam das transformações do Transporte Rodoviário de Cargas.

Ser associado é estar mais perto da informação, das discussões e das conexões que movimentam o setor. É participar de uma rede que trabalha todos os dias pelo fortalecimento do TRC brasileiro.

Seja associado à NTC&Logística!

Quer conhecer as possibilidades e os benefícios de fazer parte da entidade?
E-mail: comercial@ntc.org.br
Site: portalntc.org.br
Telefone/WhatsApp: (11) 2632-1500

Da quilometragem ao carbono: os novos indicadores que entram na gestão das transportadoras

Da quilometragem ao carbono: os novos indicadores que entram na gestão das transportadoras

Sustentabilidade começa com dados e pode avançar para eficiência e novas oportunidades

Combustível, pneus, manutenção, pedágios, quilômetros percorridos, produtividade e custo por viagem. Administrar uma transportadora exige acompanhar diariamente uma série de indicadores que ajudam a entender o desempenho da operação. Agora, uma nova informação começa a ganhar espaço nesse conjunto: quanto a empresa emite de gases de efeito estufa e o que pode fazer a partir desse dado.

Conhecer as emissões da operação é um dos primeiros passos para que uma empresa consiga estruturar sua estratégia ambiental. A partir da mensuração, é possível identificar onde estão concentradas as emissões, estabelecer indicadores, acompanhar a evolução dos resultados e desenvolver ações de redução e compensação.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), essa discussão ganha importância adicional. O setor está presente nas cadeias produtivas de praticamente todos os segmentos da economia e, por isso, as informações relacionadas ao transporte também fazem parte dos dados ambientais considerados por clientes e embarcadores.

Grandes empresas já vêm ampliando esse olhar sobre suas cadeias de fornecedores. Em seu Relatório de Sustentabilidade 2025, por exemplo, a Klabin informou que seu Programa de Responsabilidade Socioambiental da Cadeia de Fornecimento alcançava 91% dos fornecedores classificados como críticos, com meta de atingir 100% até 2030.

A Vale também informou ter avançado, em 2025, na integração de critérios ESG à gestão de compras e fornecedores. Dos 5.268 fornecedores com contratos ativos no Brasil, 1.389 estavam classificados em categorias de alto ou muito alto risco ESG e integravam a estrutura de acompanhamento da companhia.

Esses movimentos ajudam a dimensionar uma transformação que vai além da imagem corporativa. Para uma transportadora, ter informações organizadas sobre emissões e sustentabilidade pode contribuir para responder às demandas dos clientes, participar de processos de contratação, fortalecer relacionamentos comerciais e identificar oportunidades de eficiência dentro da própria operação.

O carbono também entra na agenda regulatória

Paralelamente às mudanças empresariais, o Brasil avança na regulamentação de seu mercado de carbono.

A Lei nº 15.042/2024 instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e estabeleceu uma estrutura para o mercado regulado de carbono no país.

A legislação prevê diferentes obrigações conforme o volume anual de emissões e as atividades que vierem a ser abrangidas pela regulamentação. Para instalações ou fontes que emitam acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por ano, estão previstos, entre outros instrumentos, plano de monitoramento e relato de emissões e remoções. Para aquelas com emissões acima de 25 mil tCO₂e anuais, também está prevista a conciliação periódica de obrigações.

A implementação do sistema ocorre de forma gradual e depende da regulamentação, da definição das atividades abrangidas e das metodologias de mensuração, relato e verificação previstas no SBCE.

O próprio setor de transportes começa a avançar nessa direção. Em 2026, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) retomou o processo de participação social relacionado ao Selo ESG Cargas, iniciativa destinada ao reconhecimento de transportadores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança.

Nesse contexto, conhecer os próprios indicadores deixa a transportadora mais preparada para compreender sua realidade e tomar decisões com base em dados.

NTC&Logística e Domani Global apoiam empresas nessa jornada

Para aproximar essa nova dimensão da gestão da realidade das empresas do setor, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) mantém parceria com a Domani Global, especializada em soluções ESG, sustentabilidade e gestão de emissões.

A iniciativa permite que empresas associadas tenham acesso a ferramentas e suporte especializado para iniciar ou avançar em sua jornada ESG, considerando o porte, a estrutura e o nível de maturidade de cada organização.

Entre as soluções disponibilizadas pela parceria estão:

  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com mensuração nos escopos 1, 2 e 3;
  • Domani SaaS – Sustainability as a Service, plataforma para gestão ESG, acompanhamento de emissões e geração de relatórios;
  • Diagnóstico ESG e Matriz de Materialidade, para identificação de prioridades e oportunidades;
  • Plano de Descarbonização, com estratégias direcionadas à redução e compensação de emissões;
  • Treinamentos e capacitações corporativas, voltados às diferentes áreas das empresas;
  • Selo Carbono Neutro, destinado às empresas que realizarem a compensação de suas emissões;
  • Suporte técnico especializado, considerando as particularidades do Transporte Rodoviário de Cargas.

Os serviços foram estruturados para atender micro, pequenas, médias e grandes empresas, permitindo que cada transportadora avance de acordo com sua realidade e capacidade de investimento.

Associados da NTC&Logística contam ainda com condições diferenciadas na contratação dos produtos e serviços da Domani Global.

Assim como conhecer custos, produtividade e desempenho da frota é fundamental para administrar uma transportadora, conhecer as emissões da operação começa a fazer parte de uma gestão empresarial cada vez mais orientada por dados. E transformar essa informação em estratégia pode representar eficiência, preparação e novas possibilidades para o negócio.

Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402
Site: www.domani.global
Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais
Código de desconto exclusivo para associados da NTC&Logística: NTC15

Conexão Legal: Quando a realidade do transporte encontra a construção do direito

Conexão Legal: Quando a realidade do transporte encontra a construção do direito

Segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade das interpretações foram temas-chave do Conexão Legal

A transformação das formas de trabalho exige do direito mais do que novas respostas: exige capacidade de compreender corretamente os fenômenos que pretende regular. Essa foi uma das reflexões que permearam a segunda edição nacional do Conexão Legal, iniciativa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), realizada em parceria com o Instituto Iter e com patrocínio da Rumo, que reuniu empresários, CEOs, diretores jurídicos, representantes sindicais e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho) para discutir problemas jurídicos com repercussão direta no setor de transporte.

Segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade das interpretações produzem consequências concretas na tomada de decisão empresarial. O propósito foi enaltecido pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, logo na abertura do evento. Ao explicar a importância da aproximação entre empresários e autoridades do meio jurídico, destacou que conhecer a legislação e, principalmente, a forma como ela vem sendo interpretada proporciona maior segurança para a adoção de boas práticas e para a realização de investimentos. Como sintetizou: “conhecendo a legislação brasileira, conhecendo como essa legislação está sendo interpretada, dá mais segurança para podermos promover o investimento”.

As transformações do mundo do trabalho tornam insuficiente a análise fragmentada dos fenômenos econômicos e sociais. Essa foi uma das reflexões trazidas pelo Ministro Gilmar Mendes, relator do Tema 1.389 da repercussão geral, referente à contratação de trabalhador autônomo ou de pessoa jurídica para a prestação de serviços. Ao contextualizar a evolução das relações de trabalho, o Ministro advertiu que “não se pode olhar apenas um pedaço, é preciso olhar o todo”, destacando a necessidade de o Supremo analisar as novas formas de organização do trabalho com a “serenidade e a racionalidade que a matéria exige”.

A busca pela segurança jurídica também pressupõe compatibilizar os valores sociais do trabalho com a livre iniciativa. A seu turno, o Ministro André Mendonça partiu do art. 1º, inciso IV, da Constituição Federal para observar que ambos foram colocados lado a lado pelo constituinte, ressaltando que “a livre iniciativa é um valor social”, porquanto produz trabalho, renda e desenvolvimento. A partir da doutrina de Lon Fuller, abordou elementos essenciais à segurança jurídica, dentre os quais: generalidade, transparência, cautela quanto à retroatividade, inteligibilidade, coerência, estabilidade e congruência entre o que se prescreve e o que efetivamente se aplica.

Do problema empresarial à problematização jurídica

O Conexão Legal parte da premissa de que problemas jurídicos relevantes para o transporte devem ser formulados a partir da realidade empresarial antes de serem discutidos a partir da dogmática jurídica. A escolha dos temas, portanto, não decorre exclusivamente da existência de processos relevantes nos Tribunais Superiores. O caminho é anterior: identificam-se problemas empiricamente vivenciados pelas empresas do transporte, analisam-se suas repercussões jurídicas e, posteriormente, estruturam-se questões capazes de provocar uma reflexão que ultrapasse a realidade individual de cada organização.

A problematização empírica permite que empresários, CEOs, diretores jurídicos e representantes sindicais enxerguem seus próprios problemas para além dos muros da empresa. Ao escutar como uma dificuldade operacional é juridicamente compreendida por quem interpreta e aplica o direito, o empresário agrega novas perspectivas à análise de risco, compreende os fundamentos que podem orientar determinada decisão e passa a dispor de elementos adicionais para adequar suas condutas.

O diálogo, contudo, ocorre em duas direções: ao conhecer a interpretação jurídica, a empresa compreende melhor seu risco; ao conhecer a realidade empresarial, o julgador amplia os elementos disponíveis para sua reflexão. Por isso, o evento é visto como uma conexão. Questões que, nos autos, podem parecer essencialmente dogmáticas têm, no ambiente empresarial, consequências para contratos, custos, modelos de remuneração, investimentos, concorrência e organização produtiva. Apresentar essas consequências não significa pretender direcionar a interpretação judicial, mas sim contribuir para que o problema seja compreendido em sua integralidade.

Segurança jurídica não pressupõe uniformidade absoluta de pensamento. Pressupõe capacidade de compreender as diferentes racionalidades jurídicas que pensam a solução de um mesmo problema. Por tal razão, a diversidade das exposições constitui uma característica relevante do Conexão Legal. O Poder Judiciário não é composto por um pensamento uniforme. Diferentes construções dogmáticas e métodos interpretativos podem, a partir do mesmo texto normativo, conferir pesos distintos aos princípios em conflito. Conhecer essas racionalidades permite ao setor compreender não apenas os resultados dos julgamentos, mas outrossim os fundamentos que podem conduzir à formação da jurisprudência.

FETRANSPAR destaca tecnologia como aliada da logística verde no transporte

FETRANSPAR destaca tecnologia como aliada da logística verde no transporte

Programa DESPOLUIR FETRANSPAR reforça seu compromisso com um transporte mais sustentável

A busca por operações mais sustentáveis tem levado empresas do transporte a investir em tecnologias que reduzem custos, aumentam a produtividade e minimizam os impactos ambientais. Nesse cenário, a logística verde aliada à roteirização inteligente tem se consolidado como uma importante ferramenta para diminuir as emissões de poluentes e o consumo de combustível.

A estratégia está alinhada aos objetivos do Programa DESPOLUIR FETRANSPAR, que incentiva práticas sustentáveis e a preservação ambiental no setor. Com sistemas de gerenciamento de transporte, as empresas conseguem planejar rotas de forma estratégica, evitando deslocamentos desnecessários, reduzindo o tempo em congestionamentos e melhorando a eficiência operacional.

Na Rodomax Transportes, de Cascavel, a tecnologia faz parte da rotina. Segundo o gerente de Operações e Comercial, Eduardo Manini, a empresa utiliza um sistema que acompanha toda a operação, da origem ao destino da carga. “Contamos com um controle logístico robusto e tecnologia embarcada em toda a frota. Utilizamos roteirização, cercas eletrônicas, telemetria, rastreamento e indicadores de desempenho dos motoristas. Também empregamos câmeras e recursos que identificam situações como fadiga, uso do celular e do cinto de segurança, permitindo ações preventivas e treinamentos contínuos. Esse conjunto de ferramentas aumenta a segurança, reduz riscos operacionais e torna a gestão da frota mais eficiente e sustentável”, conta.

Para o coordenador do Programa Despoluir no Paraná, Adriano Jacomel, a integração de ferramentas de monitoramento e navegação em tempo real amplia esses benefícios. “A tecnologia identifica congestionamentos e sugere rotas alternativas, evitando longos períodos com o motor ligado. Além da economia de combustível, isso reduz as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e de outros poluentes”, explica.

Os sistemas também calculam a melhor sequência de entregas, considerando distâncias, restrições de circulação, horários de carga e descarga, e janelas de atendimento aos clientes. O resultado são viagens mais rápidas, econômicas e eficientes.

Segundo Jacomel, a combinação entre tecnologia e sustentabilidade é um caminho sem volta para o transporte. “Ao incentivar a adoção de tecnologias que promovam a eficiência energética e a redução das emissões, o Programa Despoluir reforça seu compromisso com um transporte mais sustentável, mostrando que inovação e preservação ambiental caminham juntas na construção de um setor mais limpo, eficiente e competitivo”, conclui.

Leilão de rodovias do sul do Rio Grande do Sul é antecipado para dezembro

Leilão de rodovias do sul do Rio Grande do Sul é antecipado para dezembro

O leilão para a concessão da BR-116 e a BR-392 no sul do Estado, que inicialmente estava previsto para 2027, foi antecipado para dezembro deste ano

A chamada Rota Portuária Sul possui 459,6 quilômetros e compreende a BR-116 de Camaquã até a fronteira com o Uruguai, na Ponte Barão de Mauá, em Jaguarão, e a BR-392 de Santana da Boa Vista a Rio Grande.

Segundo o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o edital para o leilão deve ser lançado em setembro. A concessão terá duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 6 bilhões em investimentos.

O projeto contempla mais de 83 quilômetros de duplicações; 38,58 quilômetros de vias marginais; seis correções de traçado; 34 passarelas; 132 acessos; 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.

A proposta também estima R$ 5,7 bilhões em custos operacionais durante o período da concessão e a geração de mais de 88 mil empregos, considerando vagas diretas, indiretas e o chamado efeito-renda.

Os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental já foram concluídos pela Infra S.A., e audiências públicas foram realizadas em março.

O trecho é de suma relevância para o escoamento de carga para o Porto de Rio Grande. Diariamente, cerca de 12.020 caminhões trafegam no sentido Pelotas – Rio Grande com destino ao terminal portuário.

Leilão visa escolher menor tarifa de pedágio

Segundo o governo federal, o critério de julgamento do leilão será a combinação entre a menor tarifa de pedágio e uma curva de aporte.

Ao todo, serão 14 pedágios com cobrança automática – os chamados free flow.

Na BR-116, entre Camaquã e Jaguarão, serão oito pontos: um em Cristal; dois em São Lourenço do Sul; dois em Pelotas; um em Capão do Leão; um em Arroio Grande e um em Jaguarão.

Já na BR-392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista, estão previstos seis pórticos: dois em Rio Grande, um em Pelotas, dois em Canguçu e um em Piratini, próximo ao acesso a Santana da Boa Vista.

Contrato com Ecovias encerrou em março

Até março deste ano, parte do sistema rodoviário era administrada pela empresa Ecovias Sul, com uma tarifa de pedágio no valor de R$ 19,60, sendo considerada uma das mais caras do país.

Com o encerramento do contrato de concessão, a responsabilidade pelos trechos passou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que permanecerá à frente da administração até a conclusão do novo processo e a transferência das rodovias para a futura concessionária.

Indicadores Setoriais e Macroeconômicos | JULHO/26

Indicadores Setoriais e Macroeconômicos | JULHO/26

Os indicadores setoriais e macroeconômicos permitem aos empresários, principalmente, os de transporte, o acompanhamento da evolução da inflação no setor do transporte rodoviário de cargas, e, sobretudo, dos principais indicadores macroeconômicos para a tomada de decisão. 

Esse trabalho acompanha a evolução dos mais diversos indicadores, tanto setoriais, quanto macroeconômicos, com o objetivo de servir de ferramenta na tomada de decisão no que diz respeito a reajustes de contratos de transporte e outros de uma maneira geral, bem como, ações indenizatórias, reajustes de salários, entre outros.

Arquivo completo, abaixo:

NTC&Logística reforça participação na Pesquisa Mulheres nas Entidades do TRC 2026

NTC&Logística reforça participação na Pesquisa Mulheres nas Entidades do TRC 2026

A NTC&Logística reforça o convite para participação na Pesquisa Mulheres nas Entidades do TRC 2026, iniciativa do Movimento Vez & Voz que busca expandir o conhecimento sobre a atuação e presença das mulheres nas entidades representativas do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o Brasil.

Signatária do Movimento Vez & Voz, a NTC&Logística apoia a iniciativa e destaca a importância da produção de informações que permitam compreender o atual cenário da participação feminina no ambiente institucional do setor. Os dados levantados poderão contribuir para o desenvolvimento de ações e iniciativas voltadas à equidade de gênero e à ampliação da participação das mulheres no TRC.

A pesquisa leva apenas alguns minutos para ser respondida e estará disponível para participação até o dia 11 de setembro de 2026. A contribuição das participantes é fundamental para ampliar a representatividade dos dados e construir um panorama mais abrangente da realidade das mulheres nas entidades do setor.

Participe da Pesquisa Mulheres nas Entidades do TRC 2026: https://forms.gle/YBn3oi5j9dCVARRA9

Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM será realizado no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP). Inscrições abertas

Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM será realizado no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP). Inscrições abertas

O tradicional encontro do Transporte Rodoviário de Cargas reunirá empresários, executivos e lideranças de todo o Brasil

A NTC&Logística abriu as inscrições para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística), um especial encontro de aprendizado e expansão de conhecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro. A edição deste ano será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2026, no Mavsa Resort Convention SPA, em Cesário Lange (SP).

Promovido anualmente pela NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, o Congresso consolidou-se como um importante ambiente de integração, desenvolvimento profissional, networking e fortalecimento do associativismo. Durante os quatro dias de evento, empresários, executivos, sucessores, lideranças sindicais e representantes do setor de todo o país terão a oportunidade de compartilhar experiências, ampliar relacionamentos e debater os desafios e as oportunidades que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação será voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos, reunindo conteúdos relevantes para a gestão das empresas, inovação, sucessão empresarial e temas estratégicos para o setor. Além das atividades técnicas, os participantes poderão desfrutar da estrutura do Mavsa Resort Convention SPA, reconhecido pela excelência em hospedagem, lazer e infraestrutura para eventos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Congresso representa um momento significativo do calendário institucional da entidade.

“O Congresso NTC 2026 e o Encontro Nacional COMJOVEM representam a força da renovação do nosso setor e a importância de prepararmos as lideranças que darão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas. É um ambiente de aprendizado, integração e construção de ideias, onde empresários de todas as regiões do país se encontram para fortalecer o associativismo e contribuir para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Tenho a convicção de que esta será mais uma edição de grande sucesso.”

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, destaca que o encontro é uma oportunidade única para fortalecer conexões e incentivar o protagonismo dos jovens empresários.

“Este evento é o momento em que conseguimos reunir lideranças de todas as regiões do Brasil para compartilhar experiências, ampliar conhecimentos e fortalecer os laços que unem o nosso setor. É um ambiente de muito aprendizado, relacionamento e inspiração para quem acredita no futuro do transporte de cargas. Convido todos os integrantes da COMJOVEM e empresários do TRC a estarem conosco nesta edição, que está sendo preparada com muito cuidado para proporcionar uma experiência inesquecível.”

As reservas de hospedagem poderão ser realizadas até o dia 25 de outubro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes no cartão de crédito. Após essa data, as novas reservas estarão sujeitas à disponibilidade e deverão ser pagas integralmente no ato da confirmação.

Para realizar a reserva, basta informar o nome do evento e entrar em contato diretamente com o Mavsa Resort Convention SPA pelos seguintes canais:

l  WhatsApp: (15) 99103-0899

l  E-mail: comercial@mavsaresort.com.br

A NTC&Logística convida empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil a participarem de mais uma edição do Congresso NTC – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo portal da entidade, clicando aqui.

Patrocínio

I FENATRAN

I GEOTAB

I MERCEDES-BENZ

I TGID

I TRANSPOCRED

I TRUCKPAG

Apoios Institucionais

l  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l  Braspress

ANTT aprova reajuste nas rodovias do Sul com impacto menor que a inflação

ANTT aprova reajuste nas rodovias do Sul com impacto menor que a inflação

Agência usou mecanismos contratuais para conter alta e reverteu verbas não utilizadas à modicidade tarifária; tarifa para carro de passeio vai a R$ 6,90 a partir de agosto

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a 7ª Revisão Ordinária do contrato da Concessionária Motiva ViaSul, que reajusta as tarifas de pedágio das rodovias BR-101, BR-290, BR-386 e BR-448, no Rio Grande do Sul, a partir da segunda quinzena de agosto. O impacto médio para o motorista ficou em 4,55%, abaixo da inflação acumulada de 4,64% medida pelo IPCA no mesmo período.

Para os veículos de passeio, os novos valores por praça são:

P1 (Três Cachoeiras/RS): R$ 6,90

P2 (Santo Antônio da Patrulha/RS): R$ 6,90

P3 (Gravataí/RS): R$ 6,90

P4 (Montenegro/RS): R$ 6,90

P5 (Paverama/RS): R$ 6,90

P6 (Fontoura Xavier/RS): R$ 6,90

P7 (Victor Graeff/RS): R$ 6,90

O reajuste foi diluído graças a uma combinação de instrumentos contratuais acionados pela ANTT para equilibrar a concessão sem sobrecarregar o usuário. A Agência aplicou o Fator A (0,03479%), que remunera a concessionária pela conclusão antecipada de obras de ampliação – uma medida que entrega mais infraestrutura à população antes do prazo. Paralelamente, a ANTT postergou a aplicação do Fator D, que poderia gerar descontos por eventuais falhas na manutenção. A decisão considerou os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul, garantindo a continuidade dos serviços sem penalizar a concessionária em um momento de crise.

Além disso, a ANTT reverteu à modicidade tarifária verbas que não foram utilizadas pela concessionária no último ano: R$ 1,5 milhão, a preços iniciais, dos Recursos para Desenvolvimento Tecnológico (RDT). Esses montantes, somados à devolução de receitas extraordinárias (R$ 345 mil, a preços iniciais), foram deduzidos do cálculo do Fator C, reduzindo diretamente o valor da tarifa. O resultado: um reajuste final 0,09 ponto percentual menor do que a inflação do período.

O sistema rodoviário concedido à ViaSul tem 473,4 km de extensão e integra as Rodovias Integradas do Sul (RIS), conectando o litoral norte ao interior gaúcho. O contrato tem vigência de 30 anos e está em seu oitavo ano de operação. Para caminhões, ônibus e motocicletas, os novos valores seguem os multiplicadores tarifários previstos em contrato, variando conforme o número de eixos e o tipo de rodagem.

Os novos valores entram em vigor a partir de 24 de agosto e já devem estar sinalizados nas praças de pedágio. A tabela completa está disponível para consulta no site da ANTT.

O roubo de carga está caindo e ficando mais perigoso

O roubo de carga está caindo e ficando mais perigoso

Existe um erro muito comum quando olhamos para os indicadores de segurança pública e privada: achar que a queda fria dos números significa, de forma automática, uma redução real do risco. É exatamente esse o cenário que estamos vendo hoje no roubo de cargas no Brasil. Por um lado, os dados mais recentes trazem uma queda importante nas ocorrências; por outro, a realidade nas estradas e nos centros urbanos revela outra história.

Em São Paulo, por exemplo, os registros caíram mais de 34% entre janeiro e maio deste ano, atingindo o menor patamar da série histórica para o período. À primeira vista, é uma excelente notícia e deve, sim, ser comemorada. O problema é quando essa leitura puramente estatística cria uma falsa sensação de missão cumprida.

Essa percepção fica ainda mais evidente ao olharmos para o cenário nacional. Segundo um levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025. Isso representa uma queda de 16,7% em relação ao ano anterior e fica mais de 60% abaixo do pico registrado em 2017.

Ainda assim, o prejuízo direto permaneceu próximo de R$ 900 milhões e supera a marca de R$ 1 bilhão quando colocamos na conta os impactos indiretos, como o encarecimento de seguros, contratação de escoltas, interrupções operacionais, readequação de entregas e atrasos na cadeia de abastecimento.

Os números mostram um avanço importante, sem dúvida, mas não contam a história inteira. O crime organizado não desapareceu; ele simplesmente mudou de estratégia. Em vez de focar no grande volume, passou a operar com mais inteligência de mercado: escolhendo alvos mais rentáveis, aproveitando novas janelas de oportunidade e concentrando forças onde encontra menor resistência.

Em outras palavras, enquanto as estatísticas apontam para baixo, a sofisticação das quadrilhas continua subindo. Esse talvez seja o maior paradoxo da segurança logística atual: não estamos lidando com um criminoso menos ativo, mas sim com um criminoso muito mais seletivo.

Menos ataques, prejuízos maiores: a lógica corporativa do crime

Os próprios dados de mercado ajudam a explicar essa transformação silenciosa. Enquanto São Paulo registra uma queda consistente nas ocorrências, o Rio de Janeiro continua concentrando uma fatia expressiva dos prejuízos nacionais. Um levantamento da empresa de tecnologia logística nstech mostra que a Região Sudeste respondeu por 68,1% dos prejuízos registrados no país em 2025, um reflexo direto da alta concentração de polos industriais, centros de distribuição e corredores estratégicos de transporte.

Mais revelador ainda é olhar para os tipos de cargas que viraram prioridade para essas quadrilhas. De acordo com o mesmo estudo da nstech, o setor de alimentos ganhou mais participação entre os principais alvos, enquanto o de medicamentos praticamente dobrou sua representatividade entre as cargas roubadas. Os produtos eletrônicos também ampliaram seu peso nos prejuízos registrados.

Não há coincidência aqui: trata-se de mercadorias de alto valor agregado, forte demanda e de rápida absorção pelo mercado ilegal.

Na prática, as organizações criminosas passaram a adotar uma lógica estritamente empresarial. Elas buscam menos operações, porém com um retorno financeiro muito maior. Não se trata apenas de roubar cargas, mas de selecionar a dedo aquelas que oferecem mais liquidez e menor risco na hora de comercializar.

Essas quadrilhas estudam rotinas, analisam vulnerabilidades sistêmicas, identificam padrões operacionais e aproveitam qualquer brecha logística. Não existe improviso; existe planejamento. Sob essa lógica, o crime organizado atua cada vez mais orientado por inteligência, agindo quase como uma empresa que calcula custo, risco e retorno antes de colocar qualquer ação em prática.

Essa realidade muda completamente a forma como as empresas precisam encarar a gestão de riscos. O foco deixa de ser apenas proteger mais caminhões e passa a ser proteger melhor cada operação. Hoje, fatores como valor agregado da carga, perfil da rota, histórico da região, horário da viagem e capacidade de resposta tornam-se tão decisivos quanto o próprio volume transportado.

O impacto não termina quando a carga é roubada

Existe outro equívoco recorrente no setor: associar o prejuízo apenas ao valor da mercadoria que foi levada.

Na prática, o roubo desencadeia um efeito em cadeia que afeta toda a estrutura logística. Uma única ocorrência pode provocar a paralisação temporária das operações, a necessidade de reprogramar rotas, ruptura nos estoques, atrasos na produção industrial, descumprimento de contratos, aumento nos custos de gerenciamento de risco, reajuste nos prêmios de seguro e até o encarecimento do preço final dos produtos na ponta da linha.

Em setores sensíveis como saúde, alimentos, varejo e indústria, o problema ganha proporções ainda mais críticas. Uma carga de medicamentos ou de insumos industriais que não chega ao destino pode travar linhas inteiras de produção, provocar desabastecimento e afetar diretamente o consumidor final.

É exatamente por isso que o impacto econômico do roubo de cargas vai muito além do valor contabilizado da mercadoria. Ele prejudica os indicadores de produtividade, o nível de serviço, a competitividade e a reputação das marcas. Em um ambiente onde a eficiência operacional é cobrança diária, cada interrupção vira um custo que se multiplica rapidamente.

O perigo invisível do “sucesso” estatístico

É preciso entender que os números não caíram por acaso. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), consolidados pela NTC&Logística, mostram que a queda nas ocorrências coincide com uma maior integração entre empresas, transportadoras, gerenciadoras de risco, seguradoras e forças de segurança, somada ao uso cada vez mais amplo de tecnologias de monitoramento e inteligência aplicada.

A expansão da inteligência embarcada, do monitoramento em tempo real, da análise preditiva e do rastreamento avançado mudou a forma como o setor lida com o risco. Mais do que reagir ao roubo depois que ele acontece, essas ferramentas passaram a atuar na antecipação de comportamentos suspeitos, cruzando dados de rotas, horários, histórico de ocorrências e padrões operacionais para identificar gargalos antes que virarem incidentes.

Isso marca uma virada importante: o monitoramento deixa de ser apenas uma ferramenta para localizar veículos e passa a apoiar a tomada de decisão estratégica nas operações.

Por outro lado, esse avanço traz à tona um comportamento preocupante no ambiente corporativo. Quando os indicadores de sinistralidade melhoram, algumas empresas começam a questionar justamente os investimentos que proporcionaram essa evolução.

É a velha armadilha de achar que a ausência de incidentes significa ausência de ameaça. A segurança eficiente raramente ganha holofotes exatamente porque o papel dela é evitar que o pior aconteça.

Além disso, o próprio sucesso das medidas de prevenção força o crime organizado a se adaptar. Quanto mais avançadas ficam as tecnologias de proteção, mais articuladas se tornam as abordagens criminosas. Trata-se de uma disputa contínua de inteligência, onde não há espaço para a complacência.

O crime evolui rápido, e quem trabalha com logística precisa rodar no mesmo ritmo. O grande aprendizado dos últimos tempos é que a queda no número de roubos não significa que a batalha foi vencida, mas sim que algumas estratégias começaram a dar resultado. Baixar a guarda agora seria dar margem para uma nova reorganização das quadrilhas.

Os números mostram uma redução importante na quantidade de roubos. No entanto, o comportamento dos criminosos aponta para outra realidade: ações mais seletivas, mais inteligentes e capazes de causar estragos econômicos cada vez maiores, mesmo com menos ataques.

O desafio da logística brasileira não é mais apenas evitar roubos. Hoje, o papel central é garantir a continuidade das operações, blindar as cadeias de abastecimento e usar a inteligência de dados para se antecipar aos riscos.

Enquanto o roubo de carga cai em quantidade, ele ganha em eficiência. E essa é, sem dúvida, a transformação mais importante, e perigosa, para quem ainda insiste em avaliar o risco olhando apenas para a superfície das estatísticas.

TCU pauta projeto de concessão da Rota 2 de Julho na Bahia para quarta-feira (26)

TCU pauta projeto de concessão da Rota 2 de Julho na Bahia para quarta-feira (26)

O plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) prevê julgar na próxima quarta-feira (26) o processo sobre a concessão da chamada Rota 2 de Julho. O trecho compreende as BRs-324/116/BA, que antes estavam sob administração da ViaBahia.

A possibilidade de o projeto ter o aval da corte de contas na próxima semana aumenta a chance de o leilão do ativo ocorrer ainda neste ano, como planeja o governo, apesar do calendário mais apertado para novos certames serem marcados em 2026.

Canal do Porto de Santos

Na mesma sessão do TCU, programada para 14h30, a corte também pode julgar uma representação, com pedido de medida cautelar, sobre a licitação para as obras de aprofundamento do canal do Porto de Santos de 15 metros para 16 metros.

A ação foi apresentada ao tribunal pela DTA Engenharia, que também disputou a concorrência. No início do mês, o plenário impediu a APS (Autoridade Portuária de Santos) de dar início às obras.

Artigo: A nova Resolução CONTRAN nº 1.031, de 17 de agosto de 2026, amplia a fiscalização de álcool e drogas nas rodovias

Artigo: A nova Resolução CONTRAN nº 1.031, de 17 de agosto de 2026, amplia a fiscalização de álcool e drogas nas rodovias

Por: Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística

A Resolução CONTRAN nº 1.031/2026 atualizou os procedimentos de fiscalização do consumo de álcool e de outras substâncias psicoativas por condutores de veículos automotores.

A principal novidade está na possibilidade de utilização, durante a fiscalização de trânsito, de aparelho destinado à detecção de outras substâncias psicoativas, além do tradicional etilômetro e dos procedimentos de verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora.

A nova norma revogou expressamente a Resolução CONTRAN nº 432/2013, que há mais de uma década disciplinava a chamada fiscalização da Lei Seca.

A Resolução 432/13 já permitia a constatação do uso de substâncias psicoativas por exames clínicos, laboratoriais, sangue e sinais de alteração psicomotora, mas a nova regulamentação passa a incorporar expressamente o teste realizado por aparelho específico durante a fiscalização, o que tende a ampliar significativamente a capacidade operacional dos órgãos de trânsito.

  1. Como será feita a fiscalização

A Resolução estabelece que a fiscalização poderá utilizar, entre outros procedimentos: a) teste em aparelho destinado à medição do teor alcoólico no ar alveolar – etilômetro; b) verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora; c) teste em aparelho destinado à verificação da presença de outras substâncias psicoativas; d) imagem, vídeo e outros meios de prova admitidos em direito, de forma suplementar.

A norma estabelece que, nas fiscalizações, deve ser priorizada a utilização dos testes realizados por aparelhos.

No caso do álcool, continua sendo admitido o chamado pré-teste ou teste passivo, utilizado apenas como triagem, e o seu resultado é meramente indicativo e não pode, isoladamente, servir de fundamento para autuação. A constatação deverá ocorrer por outro procedimento previsto na Resolução.

  1. O novo teste para outras substâncias psicoativas

A mudança mais relevante para o transporte profissional está no art. 6º, que trata do aparelho para detecção de outras substâncias psicoativas.

O equipamento que será utilizado deverá ser certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC, por organismo acreditado pelo Inmetro.

Isso significa que a fiscalização de drogas deixa de depender exclusivamente de exame laboratorial posterior ou da identificação de sinais externos no motorista.

Com a nova Resolução, poderá existir uma triagem objetiva em abordagem de trânsito, por meio de equipamento próprio.

Sobreleva ressaltar que o art. 8º da nova Resolução estabelece que a infração administrativa do art. 165 do CTB poderá ser caracterizada quando o aparelho destinado à verificação de outras substâncias psicoativas apresentar resultado qualitativo positivo.

A mesma lógica foi incorporada ao art. 9º da Resolução para fins de caracterização do crime previsto no art. 306 do CTB, sem prejuízo de exames complementares e das providências da autoridade policial.

Esse é, provavelmente, o aspecto de maior impacto prático da nova regulamentação.

  1. O motorista pode escolher qual teste realizar?

Esta é uma das dúvidas trazidas pela nova Resolução, e entendemos que o motorista não pode escolher qual teste realizar.

A Resolução é expressa ao estabelecer que a recusa se caracteriza pela negativa do condutor em se submeter ao procedimento adequado à fiscalização quando regularmente oferecido pelo agente. Logo, o condutor não tem o direito de escolher a modalidade de verificação a ser utilizada.

Assim, se o agente determinar a realização do teste destinado à identificação de substância psicoativa, a recusa poderá ensejar a aplicação das penalidades do art. 165-A do CTB.

A regra merece especial atenção dos motoristas profissionais, pois é comum existir a percepção equivocada de que seria possível recusar determinado procedimento e exigir outro.

E, a nosso ver, a nova Resolução afasta essa interpretação.

  1. E se houver sinais de alteração da capacidade psicomotora?

Este é outro aspecto importante para o qual a nova norma também trouxe aperfeiçoamento.

Para caracterização da alteração da capacidade psicomotora deverão ser considerados pelo menos dois sinais, avaliados em conjunto pelo agente de trânsito. Esses sinais deverão ser descritos no auto de infração ou em termo específico. Portanto, não basta uma referência genérica a comportamento alterado. A fiscalização deve identificar concretamente os sinais observados.

Estando presentes pelo menos dois sinais, poderão ser aplicadas as penalidades administrativas previstas no art. 165 do CTB, independentemente da realização de outro teste, sem prejuízo da eventual configuração do crime previsto no art. 306 do CTB.

  1. Consequências imediatas para o motorista

Confirmada a infração, o veículo será retido até que seja apresentado outro condutor regularmente habilitado e em condições de dirigir.

Se não houver condutor disponível, o veículo poderá ser recolhido ao depósito do órgão responsável pela fiscalização.

A medida possui especial relevância para o transporte rodoviário de cargas.

Uma ocorrência envolvendo motorista profissional pode significar, além das consequências pessoais para o condutor: a) retenção do veículo; b) interrupção da viagem; c) atraso na entrega; d) necessidade de deslocamento de outro motorista; e) risco para cargas perecíveis ou com prazo crítico; f) aumento de custos operacionais; g) reflexos contratuais com embarcadores e clientes.

A Resolução também esclarece que o documento de habilitação não será fisicamente recolhido no momento da fiscalização, e o procedimento relativo à suspensão do direito de dirigir seguirá a regulamentação administrativa própria.

  1. A fiscalização não se confunde com o exame toxicológico periódico

Este ponto é particularmente importante para as empresas de transporte.

O teste introduzido pela Resolução nº 1.031/2026 não substitui nem se confunde com o exame toxicológico de larga janela de detecção exigido dos condutores das categorias C, D e E.

O exame toxicológico regulado pela Resolução CONTRAN nº 923/2022 utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas, possui janela retrospectiva mínima de 90 dias e continua sendo exigido nas hipóteses previstas na legislação para motoristas profissionais.

O novo teste tem outra finalidade: é instrumento de fiscalização imediata em trânsito.

Portanto, o fato de o motorista estar regularmente submetido aos exames toxicológicos periódicos não impede sua fiscalização por aparelho específico durante uma abordagem rodoviária.

  1. O que muda para as empresas?

A Resolução nº 1.031/2026 é dirigida principalmente às autoridades e agentes de trânsito e não cria, diretamente, nova obrigação de realização de testes pelas transportadoras. Porém, seus efeitos operacionais recaem claramente sobre as empresas.

A partir da nova regulamentação, aumenta o risco de afastamento imediato do motorista e de retenção do veículo em caso de resultado positivo, sinais de alteração psicomotora ou recusa ao procedimento de fiscalização.

Por isso, entendemos recomendável que as transportadoras adotem algumas providências preventivas abaixo descritas.

a) Atualização das políticas internas

Os regulamentos empresariais devem deixar claro que o consumo de álcool ou de substâncias que comprometam a capacidade de direção é incompatível com a atividade profissional.

Também é recomendável incluir orientação expressa sobre o dever de colaboração do motorista em fiscalizações regularmente realizadas.

b) Treinamento dos motoristas

O motorista deve conhecer a nova regra antes de encontrá-la em uma abordagem.

É importante esclarecer aos motoristas profissionais que: a) poderá ser submetido a teste de álcool ou de outras substâncias; b) não poderá escolher qual procedimento será utilizado; c) a recusa pode gerar infração autônoma; e) resultado positivo poderá impedir a continuidade da viagem.

c) Criação de protocolo operacional

A empresa deve possuir procedimento para situações em que o motorista seja impedido de prosseguir viagem.

Deve haver definição prévia sobre: a) quem será comunicado; b) como será enviado motorista substituto; c) como será tratado o veículo retido; d) como será preservada a carga; e) como será registrada a ocorrência.

d) Revisão dos programas de prevenção

A Resolução reforça a conveniência de políticas permanentes de prevenção ao uso de álcool e drogas, especialmente em operações de longa distância.

Essas políticas devem observar a legislação trabalhista, médica e de proteção de dados.

Vale destacar que a Lei 12.619/12 já dispunha, em seu art. 3º que incluiu o art. 235-B na CLT, o dever do motorista profissional empregado de submeter-se a teste e a programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica, instituída pelo empregador com ampla ciência do empregado.

A Lei 13.103/15 foi além e acrescentou, ao art. 168 da CLT, os parágrafos 6º e 7º para exigir os exames toxicológicos com janela de detecção mínima de 90 dias, específicos para substâncias psicoativas que causem dependência, previamente à admissão e por ocasião do desligamento.

Também com a Lei 13.103/15, houve alteração no art. 235-B da CLT para exigir o exame toxicológico de larga janela de detecção e o art. 148-A do CTB para que este mesmo exame passasse a ser obrigatório para os condutores das categorias C, D e E para habilitação e renovação da CNH.

Ressaltamos que informações relacionadas à saúde e ao uso de substâncias são dados pessoais sensíveis, razão pela qual qualquer tratamento empresarial deve observar a LGPD, inclusive quanto à necessidade, finalidade e confidencialidade. A própria Resolução determina a observância da Lei nº 13.709/2018 nas informações produzidas pelos exames.

e) Atenção ao uso de medicamentos

Alguns medicamentos podem interferir na capacidade psicomotora e determinadas substâncias podem ser identificadas em exames ou testes.

A empresa não deve estimular a exposição indevida de informações médicas do empregado, mas é recomendável orientar os motoristas para que tratamentos que possam afetar a direção sejam tratados pelo serviço médico ocupacional, com observância do sigilo médico.

8. Acidentes com vítimas fatais

A nova norma também trouxe previsão específica para os casos de morte decorrente de sinistro de trânsito.

Nessas situações, passa a ser obrigatória, para fins de perícia oficial, a realização de exame de sangue ou outro exame laboratorial destinado à detecção da presença de álcool ou de outras substâncias psicoativas.

Esse dispositivo poderá ter reflexos relevantes também em investigações de acidentes envolvendo veículos de transporte de cargas.

9. Vigência

A Resolução nº 1.031/2026 entrou em vigor, em regra, na data de sua publicação, tendo revogado imediatamente a Resolução nº 432/2013.

Apenas as alterações promovidas no Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, aprovado pela Resolução nº 985/2022, terão vigência após 60 dias da publicação. A Resolução nº 985/2022 é a norma que aprova o MBFT.

10. Conclusão

A Resolução CONTRAN nº 1.031/2026 representa uma mudança importante na fiscalização de álcool e drogas no trânsito.

Para o transporte rodoviário de cargas, a principal novidade é a possibilidade concreta de realização de teste específico para identificação de outras substâncias psicoativas durante a fiscalização rodoviária, com potencial de gerar autuação, impedimento da continuidade da viagem e encaminhamento à autoridade policial.

Não se trata de nova obrigação trabalhista imposta diretamente às transportadoras, mas de uma mudança regulatória que afeta de maneira direta sua operação.

Por isso, as empresas devem agir preventivamente: informar, treinar, atualizar regulamentos internos e estabelecer protocolos para situações de fiscalização e impedimento do condutor.

No transporte profissional, prevenção ao uso de álcool e drogas deixa de ser apenas questão de compliance ou saúde ocupacional. É, também, tema de segurança viária, continuidade operacional e gestão de risco empresarial.

Conselho de Logística e Transporte da ACRJ recebe Eduardo Paes em encontro com participação da FETRANSCARGA

Conselho de Logística e Transporte da ACRJ recebe Eduardo Paes em encontro com participação da FETRANSCARGA

O Conselho Empresarial de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro (CELT-ACRJ) recebeu, na última quinta-feira (20), o ex-prefeito e candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que participou da reunião ordinária mensal do Conselho. A Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA) participou do encontro, representada por seu presidente, Eduardo Rebuzzi.

A reunião, coordenada pelo presidente do Conselho, e também presidente da FETRANSCARGA e da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, contou com a presença do presidente da ACRJ, Josier Vilar; do presidente do Conselho Superior da ACRJ, Ruy Barreto Filho, e do deputado federal Pedro Paulo, candidato ao Senado Federal.

Ao abrir o encontro, Rebuzzi destacou transporte e logística como base para a atividade dos demais setores da economia e mobilidade das pessoas, explicando que o objetivo da reunião era apresentar trabalhos realizados pelo Conselho e ouvir as propostas do candidato para o setor, de modo a contribuir tecnicamente em temas relacionados aos diversos modais de transporte e à logística do Estado do Rio de Janeiro.

Na qualidade de presidente do CELT-ACRJ e presidente da FETRANSCARGA, Rebuzzi apontou avanços e gargalos do setor, ressaltando o papel estratégico da atuação conjunta dos governos federal, estadual e municipal para a recuperação e o fortalecimento do Aeroporto Internacional do Galeão.

Ele também mencionou a posição do Rio de Janeiro no cenário portuário nacional, além de iniciativas e incentivos fiscais, e reforçou o compromisso do Conselho da Casa de Mauá em colaborar tecnicamente com a futura gestão para o desenvolvimento da infraestrutura e do setor de transportes no estado, levando essa atividade econômica a ocupar um dos principais hubs logísticos do País.

O presidente Josier Vilar defendeu a urgência de uma reforma administrativa no Brasil para conter a escalada dos custos em setores como os de logística, indústria e comércio, apontando o peso do Custo Brasil e as altas taxas de juros como fatores de pressão sobre o ambiente de negócios. E sugeriu a implementação de um projeto focado na atração e consolidação de data centers para transformar o estado em gestor e polo de inteligência de dados, além de atender às demandas dos diversos setores da economia fluminense, entre eles, o de logística.

Em seguida, Eduardo Paes assistiu a duas apresentações. Uma, sobre a questão logística do transporte de carga no Estado, feita pelo vice-presidente do CELT-ACRJ, Delmo Pinho, tratando de todos os modais – rodovias, portos, ferrovias e aeroportos –, e outra, sobre a mobilidade metropolitana, feita pelo conselheiro Jorge Cunha. Paes recebeu um documento do Conselho com contribuições para o setor de transporte e logística do estado.

Parabenizando o Conselho pelos trabalhos apresentados, que poderão servir de base para uma futura gestão, Eduardo Paes abordou também o cenário político no Estado do Rio de Janeiro, pontuando questões como segurança pública, investimentos no estado e a defesa dos interesses do Rio de Janeiro junto ao Governo Federal, exemplificando o êxito com a questão do aeroporto Tom Jobim – Galeão, que trouxe benefícios concretos para o estado. Ele defendeu que o setor público deve focar em resolver problemas essenciais, como transporte, infraestrutura e segurança, e permitir que o setor privado invista e gere riquezas, garantindo o retorno sobre investimentos e o desenvolvimento do estado.

Saúde mental é destaque no CONARH, em palestra promovida pelo SEST SENAT

Saúde mental é destaque no CONARH, em palestra promovida pelo SEST SENAT

Neurocientista Carla Tieppo apresentou dados sobre estresse, ansiedade, depressão e burnout, e destacou a importância de integrar saúde, qualidade de vida e qualificação profissional

O SEST SENAT promoveu, no CONARH 2026 (Congresso Nacional de Gestão de Pessoas), a palestra “A importância da saúde mental e da qualificação profissional na gestão de pessoas”. Ministrada pela neurocientista e professora Carla Tieppo, a palestra abordou dados sobre estresse, depressão, ansiedade e burnout no Brasil, e discutiu como saúde, qualidade de vida e qualificação profissional podem ser trabalhadas de forma integrada.

Realizada na Arena do Conhecimento, palco principal da feira, nessa quarta-feira (19), em São Paulo, a apresentação também detalhou os serviços oferecidos pelo SEST SENAT aos trabalhadores do transporte, seus dependentes, empresas e à comunidade. A abertura foi feita pela gerente de Recursos Humanos do SEST SENAT, Daniele Martos.

Para Carla, o cenário atual exige que as empresas considerem os diferentes fatores que afetam o desempenho e o bem-estar dos trabalhadores. Ela citou tensões econômicas, políticas e sociais, além das transformações tecnológicas e da pressão por produtividade.

Segundo a neurocientista, os dados sobre saúde mental no país mostram a dimensão do problema. Entre os trabalhadores brasileiros, 67% são afetados pelo estresse no trabalho, percentual acima da média global, de 65%, conforme levantamento da ADP Research.

A palestrante também apresentou dados sobre depressão e ansiedade. No Brasil, a prevalência de depressão ao longo da vida é de 15,5%. Em relação à ansiedade, 26,8% da população apresenta algum grau de transtorno de ansiedade, segundo dados do Covitel de 2023. O percentual chega a 34,2% entre as mulheres e a 18,9% entre os homens.

Outro dado apresentado na palestra foi o de burnout. De acordo com a informação exibida, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de diagnósticos, atrás apenas do Japão. Em 2024, foram registradas 472 mil licenças, número apontado como 400% superior ao período pré-pandemia.

Ao abordar a NR-1, que estabelece disposições gerais e diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais, Carla avaliou que a aplicação das regras deve considerar a realidade das empresas e dos trabalhadores. Na avaliação da neurocientista, a implementação deve contribuir para ambientes de trabalho mais produtivos e sustentáveis, sem intensificar a pressão sobre os profissionais.

A discussão também abordou a necessidade de criar ambientes capazes de preservar a produtividade diante das pressões externas. Para Carla, as empresas precisam desenvolver uma cultura organizacional estável e fortalecer as relações sociais no trabalho.

A neurocientista ainda tratou dos efeitos das novas tecnologias sobre a forma como as pessoas trabalham e administram o próprio desempenho. Segundo ela, a inteligência artificial amplia uma dinâmica na qual os profissionais passam a cobrar cada vez mais de si mesmos.

A pressão, afirmou Carla, não está restrita às novas ferramentas de inteligência artificial. O cenário envolve também a falta de tempo, a necessidade de responder rapidamente a diferentes demandas e a disputa pela atenção em um ambiente marcado pelo excesso de informações.

“Essas condições se somam a tensões econômicas, sociais e ambientais que afetam a saúde mental. Compreender essa convergência é necessário para que as organizações possam repensar a gestão de pessoas e as condições oferecidas aos trabalhadores”, ressaltou.

Cuidado integral para quem move o Brasil

A apresentação também mostrou a atuação do SEST SENAT na oferta de serviços de saúde, qualidade de vida e desenvolvimento profissional em mais de 170 Unidades Operacionais em todo o país. Nesses espaços, são oferecidos cursos presenciais e a distância, além de serviços de odontologia, psicologia, nutrição, fisioterapia, esporte e lazer e educação em saúde.

Em 2025, a instituição registrou mais de 10 milhões de atendimentos em saúde e qualidade de vida. Entre os serviços apresentados, estão 2,29 milhões de atendimentos em odontologia, 1,32 milhão em fisioterapia, 440 mil em psicologia, 274 mil em nutrição e 88 mil em radiologia.

Na área de desenvolvimento profissional, foram mais de 10 milhões de atendimentos em qualificação. O SEST SENAT também contabilizou 751.623 matrículas em cursos presenciais e 1.021.036 em educação a distância (EAD).

BNDES anuncia R$ 890 milhões para investimentos em rodovias no ES

BNDES anuncia R$ 890 milhões para investimentos em rodovias no ES

Plano de investimentos tem projetos que somam cerca de 217 km de rodovias no estado; recursos devem melhorar a conectividade entre municípios

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, nesta quinta-feira (20), a contratação com o estado do Espírito Santo de um financiamento de até R$ 890 milhões, por meio do BNDES INVEST Impacto, para investimentos na melhoria da infraestrutura rodoviária capixaba.

Os recursos correspondem à parcela do financiamento destinada à infraestrutura rodoviária de uma operação de R$ 1,4 bilhão aprovada em 2025, que também contempla investimentos em drenagem e contenção de encostas.

A participação do BNDES poderá ainda alcançar 90% dos investimentos vinculados ao subcrédito, com uma contrapartida prevista de R$ 99 milhões em recursos estaduais.

Segundo o banco, os recursos contratados serão destinados à implantação, pavimentação, recuperação e reabilitação de rodovias estaduais, e tem como objetivo melhorar as condições de trafegabilidade e segurança viária, ampliando a conectividade entre municípios, além de apoiar o transporte de passageiros e de cargas.

O plano apresentado pelo estado prevê intervenções em aproximadamente 217 quilômetros de rodovias, em trechos distribuídos pela Região Metropolitana da Grande Vitória e pelo interior, como Divino de São Lourenço, na região de Alegre, e Pancas, na região de Colatina.

A estimativa é que aproximadamente metade das intervenções seja destinada à implantação e pavimentação de rodovias e a outra metade, à recuperação estrutural de vias já asfaltadas.

Porto de Paranaguá ganha ritmo e TCP alcança 1 milhão de TEUs antes do previsto

Porto de Paranaguá ganha ritmo e TCP alcança 1 milhão de TEUs antes do previsto

Movimentação cresce 4% no ano, com avanço de cargas refrigeradas, exportações e segmento automotivo

A movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá mantém trajetória de crescimento em 2026. A TCP, responsável pela operação do Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu 1 milhão de TEUs movimentados no ano, dez dias antes de alcançar o mesmo volume em 2025. No acumulado até julho, a movimentação está 4% acima da registrada no ano passado.

O marco foi alcançado após um julho de forte atividade. O terminal movimentou 147,9 mil TEUs no mês, volume 5% superior aos 140,9 mil TEUs registrados em julho de 2025 e o maior resultado mensal da TCP neste ano.

Mais do que o crescimento do volume total, os dados mostram mudanças na composição das cargas movimentadas pelo terminal, com avanço de segmentos como cargas refrigeradas, papel e celulose e veículos elétricos.

Cargas refrigeradas avançam 10%

Entre janeiro e julho, a movimentação de contêineres reefer cresceu 10%, passando de 80,3 mil unidades em 2025 para 88,4 mil neste ano.

O desempenho acompanha o aumento das exportações de carnes e congelados pelo terminal. No período, esse grupo de cargas passou de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas, alta de aproximadamente 14,5%.

Frango e carne suína estão entre os principais produtos responsáveis pelo avanço.

A TCP também prepara uma ampliação da estrutura destinada aos contêineres refrigerados. O terminal pretende elevar de 5.280 para 5.500 o número de tomadas reefer ainda em 2026.

Exportações crescem 10%

No comércio exterior, a TCP movimentou 4,913 milhões de toneladas de cargas destinadas à exportação entre janeiro e julho, contra 4,465 milhões de toneladas no mesmo período de 2025.

Além das carnes, papel e celulose apresentou crescimento. A movimentação subiu de 569 mil para 623 mil toneladas, avanço de 9%.

Nas importações, o segmento automotivo aparece entre os destaques. A movimentação de veículos, peças e componentes chegou a 346 mil toneladas, 8% acima das 319 mil toneladas registradas no ano passado.

O desempenho ocorre em um momento de aumento da presença de veículos elétricos importados no mercado brasileiro, movimento que também vem alterando os fluxos de cargas nos portos.

Ferrovia movimenta 62 mil contêineres

O crescimento não se restringe ao cais. Até julho, 62 mil contêineres chegaram ou saíram do terminal por ferrovia, em 774 trens.

Pelo acesso rodoviário, foram registrados 379 mil contêineres.

A conexão ferroviária é um dos diferenciais operacionais da TCP, que possui ligação direta entre o ramal ferroviário e o pátio de contêineres.

No período, o terminal recebeu 597 navios.

Porto amplia capacidade para grandes navios

Outro fator que aumenta a capacidade de movimentação de Paranaguá é a possibilidade de receber navios de grande porte com maior calado.

Em 31 de julho, o MSC Iris, de 366 metros de comprimento e capacidade para cerca de 16 mil TEUs, utilizou pela primeira vez o calado máximo de 13,30 metros no Porto de Paranaguá.

A profundidade operacional de 13,30 metros está disponível desde novembro de 2025. Segundo a TCP, mais de 30 navios já utilizaram o calado máximo desde então.

Na prática, a maior profundidade permite que embarcações de maior porte operem com mais carga, aumentando a capacidade dos serviços marítimos que passam pelo porto.

A TCP foi, também, o primeiro terminal brasileiro a receber um navio de 366 metros, em janeiro de 2024, quando atracou o MSC Natasha XIII.

CNH digital: app vai avisar motorista de passagem em pedágio free flow e dar acesso a canal de pagamento

CNH digital: app vai avisar motorista de passagem em pedágio free flow e dar acesso a canal de pagamento

Após críticas e suspensão de multas, funcionalidade será lançada na próxima segunda-feira e valerá para rodovias federais e estaduais

O aplicativo CNH do Brasil passará a disponibilizar a consulta às passagens do motorista em pedágios eletrônicos, conhecidos como free flow. A novidade foi anunciada pelo governo federal nesta sexta-feira, mas o recurso só começará a funcionar na próxima segunda (24), quando a funcionalidade será oficialmente lançada.

Os detalhes do novo sistema serão apresentados por autoridades do Ministério dos Transportes na B3, em São Paulo, na segunda. Mas já se sabe que a funcionalidade permitirá a consulta de passagens registradas no free flow nas rodovias que utilizam esse meio de pedágio – tanto as federais quanto as estaduais.

O projeto havia sido antecipado pelo secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, durante o 6º Panorama de Veículos, evento realizado pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), em São Paulo, no último dia 11. Ele confirmou, na ocasião, que todas as concessionárias já estão integradas ao sistema e homologadas pela Senatran, e destacou a importância da transparência no processo.

– O cidadão achava muito complexo, e é de fato complexo, ter que procurar onde pagar, onde fazer o pagamento, porque, como todos sabem, o Free Flow não tem cancela, não tem onde você pagar fisicamente. Isso gerava um estresse muito grande – afirmou no evento.

Segundo a Acrefi, entre 2024 e 2026, o volume de transações realizadas pelo sistema free flow cresceu 174%. Atualmente, são ao menos 74 pórticos em operação.

A expansão do pedágio sem cancelas no país virou alvo de uma guerra de discursos entre governadores, parlamentares e o governo federal. Desde a implementação do sistema, motoristas reclamaram que não sabiam se haviam ou não passado por uma estrutura eletrônica de pedágio ou relataram dificuldades para descobrir onde e como quitar os débitos.

Vários condutores se queixaram de serem multados em decorrência da falta de pagamento. Empresas que operam frotas também diziam ter sido prejudicadas porque, como os veículos circulavam por diferentes vias concedidas, o desafio de acompanhar passagens, vencimentos e pagamentos em múltiplos ambientes de quitação era maior.

De olho na rejeição ao novo sistema, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspendeu, em abril, 3,4 milhões de multas que haviam sido aplicadas em todo o país, e a medida passou a ser amplamente explorada nas páginas oficiais do Planalto, principalmente nas publicações impulsionadas.

Segundo informa a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), as infrações e os pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) só serão cancelados se os motoristas regularizarem os pedágios em aberto até o prazo estabelecido, em 16 de novembro de 2026.

A partir de segunda, a expectativa é acabar com esse gargalo: o motorista que tiver o app CNH digital instalado em seu celular deve poder receber um alerta a cada vez que passar pelo free flow e, com isso, se atentar para o pagamento da tarifa.

O cidadão também terá acesso a informações centralizadas para identificar, na mesma plataforma, a concessionária responsável pela via e poderá acessar o canal indicado para efetuar o pagamento do pedágio. A tarifa leva em conta o trecho percorrido, em vez de um valor fixo, conforme as regras estabelecidas para cada segmento concedido.

“A implementação do modelo ocorre após um período de testes, adaptação, homologação e integração dos sistemas”, ressaltou o ministério, em nota.

Outro objetivo é viabilizar a captação de um conjunto de dados para subsidiar decisões relacionadas à infraestrutura no país, segundo o secretário Catão.

Operado por 14 concessionárias no país, o serviço é homologado junto à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), aos órgãos reguladores e aos demais integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).