Estado do Rio registrou mais de cinco mil roubos de cargas, somente em 2014

A BR-101 e a BR-356, rodovias que ligam o município de Campos são palcos de grande movimentação de veículos e muitas vezes de acidentes, mas outro fator tem deixado motoristas, principalmente caminhoneiros, preocupados. O roubo de cargas, que constantemente acontecem pelas estradas.

 

Motoristas de caminhões são abordados e muitas vezes feitos reféns e agredidos pelos bandidos.

 

No último dia 24 de abril, próximo a descida da Ponte Alair Ferreira, mais conhecida como ponte “Mocaiber”, na Rua Espírito Santo, no Caju, Policiais militares do Patamo 2 detiveram um homem e recuperaram um caminhão baú com produtos eletrônicos.

 

Após denúncia anônima de que o caminhão estaria descendo a ponte, os militares foram ao local e abordaram o veículo onde durante revista foi constado que a carga e o veículo tinham sido roubados. De acordo com os militares, a carga foi avaliada em R$ 400 mil.

 

Estudo da Associação Nacional dos Transportadores de Carga & Logística (NTC) revela que o Estado do Rio de Janeiro registrou 5.889 casos de roubo de cargas em 2014, um aumento de 67% em relação ao ano anterior.

 

O número foi  divulgado nesta quarta-feira (29/04), durante o XV Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, evento realizado pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados em parceria com entidades do setor produtivo.

 

"Precisamos juntar políticas públicas com ações da iniciativa privada para combater este tipo de crime. Não bastasse a violência, o roubo de cargas traz grandes prejuízos e influencia o Custo Brasil", disse a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), presidente da CVT, que coordenou o seminário.

 

"O crime organizado descobriu um maná de dinheiro", define o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NCT. "Roubar carga é mais fácil. As quadrilhas só precisam parar o motorista. Não há confronto", explica.

 

Segundo Souza, especialistas em segurança acreditam que o roubo de cargas já é uma das principais atividades que financiam o tráfico de drogas. "Uma carga roubada de cigarros, por exemplo, é facilmente vendida. Isso dá dinheiro para comprar mais armas e drogas", justifica.

 

O coronel defende um controle mais rigoroso nas fronteiras para tentar diminuir a entrada de armas e drogas no País. A região Sudeste concentra 80% dos casos de roubo de cargas no Brasil. De cada cinco cargas roubadas, quatro são no eixo Rio-São Paulo.

 

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