O Roubo de Cargas no Brasil

Até o momento, não existem estatísticas oficiais a respeito do roubo ou furto de cargas no Brasil. Na falta de dados oficiais, a Assessoria de Segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (ASeg/NTC) busca informações para formatar uma estatística nacional que seja a mais confiável possível. O levantamento é feito por meio de contatos pessoais a fontes formais e informais de organismos policiais, e de informações de entidades representativas dos segmentos transportador e segurador. Assim, desde 1998, a ASeg/NTC divulga um cenário estatístico criteriosamente elaborado, que, na ausência de dados oficiais, é o que de melhor existe para aqueles que têm interesse na questão (mais informações no site ).

 

Situação Nacional

Os dados levantados pela ASeg/NTC apontam que o roubo de cargas no país cresceu sistematicamente todos os anos, atingindo o ápice em 2004 com 12.200 ocorrências. A partir daí, assinala-se uma tendência de queda, porém, o último dado conhecido – 11.700 ocorrências em 2007 – mostra que o problema ainda está longe de ser resolvido. Segundo as informações divulgadas pelo mercado segurador, anualmente, os prejuízos também acompanham esse crescimento e atingiram, em 2007, o patamar de R$ 735 milhões de valores subtraídos.

O acompanhamento dos dados levantados nesses últimos dez anos aponta, ainda, que as mercadorias mais visadas são as de maior valor agregado. A importância do produto no contexto local também é relevante para a análise. Alguns exemplos: o couro é altamente visado pelos assaltantes no Rio Grande do Sul; os combustíveis, em Paulínia, no interior de São Paulo; têxteis, na região Nordeste e em Americana, também no interior de São Paulo. Outro ponto importante a ser analisado no panorama nacional da questão de roubo de cargas é a morte de motoristas durante as ocorrências. Os números indicam sensível redução ano a ano – chegaram a 39 mortes em 1999 e, no ano passado, foram sete. O motivo mais provável para isso é que os profissionais são orientados a não reagirem aos assaltos.

 

Situação Regional

siteA visão analítico-sintética dos dados indica que, quanto às ocorrências, há uma tendência de redução no Sul e Centro-Oeste, de aumento no Norte e Nordeste e estabilidade no Sudeste. Mesmo assim, a região Sudeste continua sendo a mais importante na totalização nacional, com média de 78% do total dos registros. Quanto aos valores, a situação é difusa. A exceção fica também para o Sudeste, que registra aumento em prejuízos e se caracteriza pela presença do crime organizado, atuando com seletividade em relação às cargas de maior valor agregado.

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