Cooperação bilateral é destaque em missão do MDIC à Venezuela

Cooperação bilateral é destaque em missão do MDIC à Venezuela

 

Caracas  – Venezuela (27 de agosto) – O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, participou nesta semana de reuniões com autoridades venezuelanas para intensificar a cooperação bilateral entre os dois países. A partir da reativação do grupo de trabalho sobre assuntos econômicos e comerciais, Schaefer destacou a importância do mercado da Venezuela para as vendas externas brasileiras e detalhou as formas de cooperação propostas pelo Brasil.

 

"O grupo de trabalho bilateral deve reunir-se este ano para encontrar meios de aumentar e diversificar nossa pauta de exportações. Entre os assuntos propostos, está o fortalecimento do comércio transfronteiriço entre o Norte do Brasil e o Sul da Venezuela, além de cooperação industrial, integração produtiva e intercâmbio de informações para o desenvolvimento de Zonas Econômicas Especiais a partir da experiência da Zona Franca de Manaus", explicou Ricardo Schaefer.

 

O secretário-executivo também pontuou que o ministro das Indústrias da Venezuela, José David Cabello, pediu ao Brasil um diagnóstico do estado do programa venezuelano para a criação de novas indústrias com a participação de diferentes países. "Podemos dar um impulso gerencial e cooperar na formação de mão de obra, além de viabilizar formas de transferência de tecnologia", informou.

 

Na Venezuela, a delegação brasileira também se reuniu com o ministro da Economia, Finanças e Bancos Públicos, Rodolfo Marco Torres, com o Ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua e com o ministro do Comércio, Dante Rivas.

 

Das reuniões bilaterais também participaram o vice-ministro do Comércio Exterior, Johnny Saavedra; o vice-ministro para América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores venezuelano, Alexander Yánez; o embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira; o vice-presidente da República para a Área Econômica, Rafael Ramírez; e o ministro do Planejamento, Ricardo Menéndez.

 Mercado atrativo

 

O superávit brasileiro com a Venezuela em 2013 foi de US$ 3,6 bilhões. Saldo positivo superado apenas pelo dos Países Baixos (+US$ 15 bilhões) e da China (+US$ 8,7 bilhões). As exportações brasileiras para a Venezuela no ano passado somaram US$ 4,8 bilhões e as importações US$ 1,1 bilhão.

 

Os principais itens exportados pelo Brasil para a Venezuela em 2013 foram carne bovina congelada (US$ 844 milhões, 17,4% da pauta); bovinos vivos (US$ 546 milhões, 11,3%); aviões (US$ 376 milhões, 7,8%); carne de frango congelada (342 milhões, 7%); e açúcar de cana bruto (US$ 242 milhões, 5%).

 

Já a pauta de exportações da Venezuela para o Brasil é concentrada em derivados de petróleo, sendo os principais produtos: nafta (US$ 668 milhões, 56,6% da pauta), coque de petróleo (US$ 148 milhões, 12,6%), petróleo em bruto (US$ 107 milhões, 9%), álcoois acíclicos (US$ 65 milhões, 5,6%), e laminados planos de ferro ou aço (US$ 49 milhões, 4,1%).

 

No ano passado, os Estados Unidos foram o principal fornecedor para a Venezuela, com 23% de participação em 2013, seguidos por China (17%), Brasil (10%), México (5%), Colômbia (5%) e Argentina (4%). No período, os principais compradores de produtos venezuelanos foram os EUA (26%), a China (12%), a Colômbia (11%), a Holanda (9%) e o Brasil (8%).

 

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