Mato Grosso terá um grande ‘salto logístico’ com o avanço de ferrovias, prevê senador

Presidente Bolsonaro participa de lançamento de obra da ferrovia que vai ligar GO e MT

O presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, senador Wellington Fagundes (PL-MT), afirmou na sexta-feira, 30, que Mato Grosso deverá registrar “um grande salto na sua logística de transporte”. Numa ação conjunta entre Senado e Assembleia Legislativa foi aprovada Proposta de Emenda Constitucional 16, que autoriza o Governo a construir e explorar de forma direta ou por concessão a malha ferroviária no Estado.

A expansão das ferrovias

“Essa PEC significa que estão estabelecidas, em última análise, as condições jurídicas necessárias para a viabilização da ligação ferroviária até Cuiabá. E por ela, outros ramais ferroviários que se apresentarem como necessários” – explicou Fagundes. A Proposta de Emenda foi apresentada pelo deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa.

Segundo o senador, a PEC aprovada integra o conjunto de alternativas regulatórias, para definição da melhor forma de viabilizar o empreendimento. A aprovação da medida para esse fim, de acordo com o senador, foi discutida, a seu pedido e do senador Jayme Campos (DEM), em audiência pública da Comissão da Infraestrutura do Senado, realizada em Cuiabá, ainda no ano passado.

A extensão da Ferronorte deverá reposicionar Mato Grosso no cenário econômico internacional. O Estado é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas. Até 2030 essa ferrovia deverá transportar 120 milhões de toneladas de produção.

Os trilhos da Ferronorte atualmente encontram-se em Rondonópolis, no Sudeste do Estado. Operada pela concessionária Rumo, existe um projeto de investimentos na ordem de R$ 6 bilhões na extensão da ferrovia até Cuiabá e depois seguindo para o Norte do Estado. Ao todo, o projeto da empresa prevê a construção de três novos terminais para o transporte da produção agrícola e industrial.

Renovação antecipada

O avanço dos trilhos da está sendo possível graças à renovação antecipada da Malha Paulista. Essa medida, segundo explicou o senador, permitiu que a concessionária pudesse planejar investimentos na modernização da ferrovia e que vão possibilitar o aumento de transporte de cargas, sobretudo no escoamento de grãos produzidos em Mato Grosso.

Existem três frentes de envolvendo a Ferronorte e uma delas é a de engenharia. O projeto está sendo desenvolvido há mais de um ano. Ao mesmo tempo, está sendo trabalhado os trâmites ambientais e licenças. “Com essa PEC, muito dos trabalhos poderão ser dinamizados e otimizados, o que significa redução do tempo da burocracia” – frisou.

Com a ferrovia, ele lembrou, também será possível reduzir também o tráfego de veículos pelas rodovias do Estado. Atualmente, a BR-163 está sendo duplicada, embora enfrente problemas na concessão. “Com as ferrovias, sem dúvida alguma, teremos menos acidentes e pouparemos muito mais vidas” – disse.

Projeto secular

Ao festejar a aprovação da PEC, Fagundes lembrou que a ligação ferroviária representa “a consagração de um ideal, sonhado desde o início do século passado, quando Euclides da Cunha, em 1901, propôs a ligação do Centro-Oeste com o Sudeste brasileiro. Ideal que foi materializado na persistência de Vicente Emílio Vuolo, então senador da República por Mato Grosso, que fez da construção desse empreendimento um ideal político.

Wellington explicou que a ligação ferroviária da Rumo vem ao encontro da vocação e natureza econômica e social do Estado. “Mato Grosso precisa dessa ferrovia. Não apenas para o transporte de cargas e equilíbrio da nossa matriz de transporte de cargas. Mas para promover o desenvolvimento integrado e social, especialmente com a geração de mais emprego para a população e fortalecimento da nossa ” – frisou.

Outra ferrovia

Além do avanço da Ferronorte, Mato Grosso também deverá ganhar outro projeto : é a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que ligará Água Boa até Mara Rosa, em Goiás. O ramal vai conectar-se a Ferrovia Norte Sul, permitindo o escoamento da produção do Vale do Araguaia por Itaqui, no Maranhão, ou ainda, no futuro, pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a FIOL, que chegará ao Porto de Ilhéus, na Bahia.

Fonte: Minuto MT

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