Indústria da construção volta a planejar investimentos, diz CNI

Sondagem mostra índices de emprego e confiança com tendência de alta

Os empresários da indústria da construção civil voltaram a colocar investimentos em seus planos no mês de novembro.

O índice de intenção de investimento, calculado pela Sondagem da Indústria da Construção da CNI (Confederação Nacional da Indústria), chegou a 42,4 pontos neste mês, alta de 1,5 ponto na comparação com o mês anterior.

Em outubro, a intenção de investir havia caído 3,5 pontos, interrompendo uma sequência de quatro meses em elevação. Apesar do sobe e desce, a avaliação da CNI é a de que os empresários estão confiantes em fazer novos investimentos, pois o índice está acima da média histórica de 34,4 pontos.

Além disso, outros índices positivos são o de confiança, que voltou a subir em novembro e está em 58,9 pontos após estabilidade em setembro e outubro, o de expectativa, que foi a 62,8 pontos (alta de 1,8 ponto) e o de condições atuais, que subiu 3,1 pontos e voltou a superar os 50 pontos pela primeira vez desde março.

A marca dos 50 pontos é importante, segundo a confederação da indústria, pois indica tendência de confiança maior e mais disseminada.

A combinação desses indicadores deve começar a resultar em novos investimentos no setor, apesar da hesitação apontada pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) durante apresentação de resultados do terceiro trimestre na segunda (23).

Na sondagem apresentada pela CNI em outubro, os empresários do setor relatavam preocupação com o fornecimento de matérias-primas. Pela primeira vez, esse fator era apontado com o principal problema da indústria da contrução.

Segundo a Cbic, os atrasos e preços altos de insumos como aço, cimento e produtos em PVC estão levando empresários a adiar lançamentos de novos empreendimentos. As expectativas para o último trimestre do ano e para o início de 2021, no entanto, são positivas.

“Essa hesitação é até fruto do bom momento da . A pandemia forçou todo mundo a ficar com estoques baixos e achávamos que a recuperação seria lenta, mas ela foi rápida”, diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Para ele, o desabestecimento de insumos não chegará a impedir novos investimentos na construção civil, mas pode atrasar os inícios dos empreendimentos. “Seria muito ruim ter um canteiro de obras desmobilizado a espera de matéria-prima”, afirma.

Outro indicador positivo da indústria da construção em outubro foi o emprego, que registrou a sexta alta consecutiva, a 51,3 pontos em outubro. No mês anterior, o resultado acima de 50 pontos marcou um recorde, a maior pontuação desde abril de 2012.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) confirmam a melhora do nível de emprego na construção.

O setor acumula, de janeiro a setembro, 102,1 mil novas vagas criadas, uma variação de 4,71% na comparação com o mesmo período do ano passado.

É o segundo em número de novos postos de , atrás somente da agropecuária, que está com saldo positivo em 102,4 mil empregos.

No índice de atividade, a sondagem da CNI identificou retração de 51,2 em setembro para 50,7 pontos em outubro.

“Ainda que tenha novamente apresentado uma ligeira queda na comparação mensal, o índice se manteve acima da linha divisória de 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo”, diz o boletim.

A utilização da capacidade instalada caiu 1 ponto percentual em outubro e ficou em 62%, interrompendo cinco meses de queda. Em outubro de 2019, a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira estava em 63%.

Fonte: Folha de São Paulo

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