Escassez de insumos básicos desafia recuperação da indústria

Ainda em processo de recuperação depois de um período mais duro no início da pandemia, a indústria está enfrentando um obstáculo que não seria comum em um cenário de normalidade: a falta de insumos. Caixas de papelão para armazenar as mercadorias, por exemplo, e outros tipos de embalagens viraram artigo de luxo nas fábricas têxteis e também de outros setores.

Uma sondagem recente feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 68% das empresas consultadas estão com dificuldade de obter insumos ou matérias-primas no mercado doméstico e 56% esbarram na aquisição de importados. O mesmo estudo mostra que 82% perceberam alta nos preços de insumos.

Não bastasse a escassez, os fornecedores também estão pedindo mais tempo para fazer as entregas. O prazo, em algumas situações, passou de 15 para 30 dias, exigindo adaptações nos setores de compras e recebimentos e também em todo o processo de produção.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintex), José Altino Comper, diz que o problema não é necessariamente uma redução em volume do insumo. É que muitas empresas, paralisadas na largada da crise sanitária e rodeadas de incertezas do que viria pela frente, ficaram receosas e não repuseram os estoques. Com a retomada das atividades, precisando compensar a demanda reprimida, elas aceleraram a produção, gerando uma corrida por matérias-primas básicas.

Em alguns casos, a saída tem sido substituir o papelão pelo plástico – que também, aliás, está em falta. Em outros, empresas estão indo buscar caixas fora do Brasil. Como a compra é em dólar, o produto fica mais caro. Sem capacidade para absorver o aumento, o preço invariavelmente é repassado para o consumidor na ponta.

Outros setores também sentem o impacto desse desequilíbrio. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Blumenau e Pomerode (Simmmeb), Dieter Claus Pfuetzenreiter, acrescenta que o metal ficou mais escasso. No segmento, os custos de produção subiram, em média, de 5% a 10%, calcula. Mas alguns itens ficaram até 60% mais caros pela grande demanda.

Na indústria cervejeira não há falta de insumos básicos do processo de produção da bebida, como malte, lúpulo e levedura. Mas os preços dispararam em média 30%. Garrafas de vidro e latas de alumínio também estão mais difíceis de se encontrar, diz Daniel Reginatto, presidente da Associação Vale da Cerveja.

Empresários ouvidos pela coluna acreditam que esse “desarranjo” na cadeia de suprimentos é temporário, provocado por um contexto atípico – a pandemia, claro. Eles esperam que a situação esteja normalizada no primeiro trimestre de 2021.

R$ 1,72 milhão

É quanto a prefeitura de Blumenau vai pagar na implantação de 124 novos abrigos de ônibus para o transporte coletivo da cidade. O contrato com a Metalflex, empresa vencedora da licitação, já foi assinado. O edital previa um valor máximo de R$ 2,86 milhões.

Socorro financeiro

Balanço da prefeitura de Blumenau revela que 313 negócios foram beneficiados pelo Juro Zero, uma versão municipal do programa que subsidia crédito para micro e pequenos negócios. O dinheiro, R$ 2 milhões, demorou a vir. Mas quando chegou, foi embora rapidinho.

Fonte: NSC

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