Pesquisa global mostra que 2021 deve ser o ano da inteligência artificial e do machine learning

Levantamento do IEEE com CTOs e CIOs apontou quais tecnologias foram mais aceleradas em 2020 e quais serão mais importantes no próximo ano

Impulsionada pela pandemia, a digitalização das atividades foi intensa em 2020. , serviços, educação e lazer passaram a depender de algum tipo de tecnologia. Em 2021, a tendência é que muitas delas continuem se desenvolvendo, impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial e do machine learning.

De acordo com uma pesquisa global feita pelo IEEE – Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning serão as tecnologias de destaque em 2021. A pesquisa ouviu 350 Chief Information Officers (CIOs) e Chief Technology Officers (CTOs) de cinco países: Brasil, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido. Cerca de um terço deles (32%) destacaram as duas tecnologias como as mais importantes para no próximo ano.

Na sequência, o 5G apareceu em 20% das respostas e o IoT (Internet das Coisas, na sigla em inglês), em 14%. No recorte apenas com as respostas do Brasil, os executivos veem a Internet das Coisas e o Blockchain como as mais importantes em 2021 (66%).

“Todas essas tecnologias já tinham um ritmo de evolução antes da pandemia. A pandemia trouxe uma aceleração da adoção dessas tecnologias e até uma quebra de paradigma dos usos”, diz Wilson Cardoso, membro do IEEE e chefe de soluções da Nokia para a América Latina. A pesquisa identificou também que mais da metade dos entrevistados aceleraram a adoção da computação em nuvem (55%), do 5G (52%) e de IA e Machine Learning (51%) ao longo de 2020. A pandemia impulsionou ainda a adoção de IoT para 42% deles, da realidade aumentada e virtual para 35% e tecnologias de videoconferência para 35%.

Entre as atividades que serão mais impactadas por essas tecnologias, os executivos apontaram a manufatura (19%), a saúde (18%), os serviços financeiros (15%) e a ducação (13%). “Em 2020, barreiras foram quebradas na educação, assim como com a telemedicina na saúde. Tivemos um elevado grau de bancarização de parte da população, assim como vimos bancos tradicionais criando mais opções de serviços virtuais e acompanhamos a popularização de meios de pagamentos digitais. Com machine learning e IA, a tendência é de aperfeiçoamento desses serviços”, avalia Wilson.

A pesquisa do IEEE identificou ainda que mais da metade (52%) dos CIOs e CTOs veem como o maior desafio em 2021 lidar com a recuperação dos impactos da pandemia do novo coronavírus. Esse esforço inclui uma estrutura híbrida permanente de remoto e de escritório, para 22% deles, a reabertura e devolução de escritórios e instalações (17%) e o gerenciamento do trabalho remoto permanente (13%).

Uma parcela de 11% diz estar preocupada com a continuidade de um ambiente imprevisível, que exige agilidade para interromper e iniciar iniciativas de TI. Outros 11% citaram ameaças à segurança online, incluindo aquelas relacionadas a funcionários remotos, como o maior desafio para 2021.

Em relação à cibersegurança, 37% dos executivos se preocupam com força de trabalho móvel, incluindo funcionários trazendo seus próprios dispositivos para o trabalho. Para 35%, a preocupação é garantir que a Internet das Coisas seja segura. Atualmente, 34% deles dizem poder rastrear e gerenciar entre 26% e 50% dos dispositivos conectados a seus negócios, enquanto 20% disseram que podiam rastrear e gerenciar de 51% a 75% dos dispositivos.

De acordo com a pesquisa,  2020 deixou um bom legado tecnológico. Em comparação com um ano atrás, a maioria dos CIOs e CTOs (92%) acredita que sua empresa está mais bem preparada para responder a uma interrupção potencialmente catastrófica, como uma violação de dados ou um desastre natural.

Fonte: Época Negócios

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