Secretaria de Logística autoriza escolta credenciada para o transporte de carga em São Paulo

Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Medida ao mesmo tempo agiliza escoamento de grandes carregamentos e libera a Polícia Rodoviária da função, o que melhora ainda mais a segurança nas

A Secretaria de Logística e Transportes (SLT), por meio do DER, autoriza a escolta privada e credenciada para o escoamento de cargas nas rodovias paulistas. A decisão traz dois benefícios ao Estado de São Paulo: libera a Polícia Rodoviária da função, o que sobrecarregava a corporação, e agiliza o transporte cargas de grande porte que segue principalmente para o Porto de Santos. A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial de 05 de dezembro de 2020.

A nova medida é mais uma iniciativa do Governo de SP para incrementar o desenvolvimento econômico do Estado, principalmente neste momento de crise provocado pela pandemia do coronavírus.

Antes da nova publicação, a portaria SUP/DER 070/12 tornava necessária a presença da Polícia Militar Rodoviária no acompanhamento do chamado transporte de carga indivisível –escoamento de grande porte que só pode ser levado num só veículo. Só de janeiro a novembro de 2020, foram 287 pedidos para este tipo de escolta. Agora, a iniciativa prevê que tal serviço possa ser executado somente por escoltas privadas devidamente credenciadas pela Polícia Rodoviária Federal e habilitadas pelo DER-SP para operarem na malha viária estadual paulista.

De acordo com o secretário João Octaviano Machado Neto, a mudança é positiva, pois evita que cargas que necessitam de acompanhamento fiquem paradas à espera da escolta policial. “Além de dar agilidade no escoamento da produção, a medida libera a Polícia Rodoviária para as atividades essenciais de segurança de nossas estradas, como fiscalização e policiamento”, afirmou. “A medida é mais uma ação do Governo João Doria para impulsionar a paulista”, completou.

Transporte de cargas

A escolta obrigatória em rodovias estaduais e concedidas é necessária para conjuntos transportadores com cargas indivisíveis com as seguintes especificações: maior ou igual a 100 toneladas, largura maior ou igual a 4,50 metros, altura maior ou igual a 5,30 metros, e comprimento maior ou igual a 35 metros.

Para que o tráfego destes veículos seja permitido, o DER emite as AETs (Autorizações Especiais de Tráfego), que podem ser solicitadas por meio do site www.der.sp.gov.br, e também de forma presencial, com agendamento, na sede do órgão, na capital paulista.

Nova matriz logística de SP

O DER também estuda outra medida para melhorar o fluxo de caminhões rumo ao Porto de Santos, o maior da América Latina, pela rodovia Anchieta (SP 150). Para isso, outra portaria do Departamento deve liberar a passagem de caminhões maiores do que 26 metros na descida da serra, aumentando o escoamento da produção pelo Sistema Anchieta-Imigrantes.

Atualmente, a circulação de caminhões e de veículos de transporte coletivo com comprimento superior a 26 metros, entre os kms 40 e 55 da pista sul, é proibida. No mês passado, o DER, a Artesp e a concessionária Ecovias realizaram um teste para comprovar a viabilidade técnica do tráfego desse tipo de veículo.

Tanto esta iniciativa quanto a nova portaria publicada neste sábado preveem grande benefício logístico para o transporte de carga. Além de ser o maior da América Latina, o porto de Santos tem importância vital na economia não apenas de São Paulo, como de todo o país. Por ele, passa boa parte do PIB nacional.

A nova portaria e o estudo do DER na rodovia Anchieta fazem parte do planejamento para a implantação de uma nova matriz de logística no Estado, que ofereça modelos mais eficientes, e garanta, assim, corredores logísticos espalhados pelo Estado que favoreçam o trânsito de cargas e mercadorias, com maior agilidade e segurança. “Buscamos uma cadeia logística eficiente focada no crescimento econômico de São Paulo e do País. É o Governo de SP, através de um bom planejamento, viabilizando um escoamento inteligente de mercadorias. Esse ganha importância ainda maior em tempos de pandemia”, explica João Octaviano.

Fonte: ABC do ABC

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