Exército e transportadoras privadas podem ajudar na distribuição de vacinas contra o coronavírus no RS

Centro de Vigilância em Saúde do Estado pretende descentralizar ao máximo a operação

A logística de distribuição da vacina contra o coronavírus no Rio Grande do Sul já está sendo preparada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Ainda não há definição, pois é preciso aguardar detalhes pelo Ministério da Saúde, mas várias possibilidades já estão encaminhadas.

Em geral, vacinas são transportadas aos Estados por empresas contratadas pelo ministério. No caso do Rio Grande do Sul, o ponto de recebimento é a Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), que fica em Porto Alegre. Desse local, caminhões do Estado transportam para as 19 centrais regionais de saúde, que fazem a distribuição aos municípios, que distribuem aos pontos de aplicação dos imunizantes. A ideia do Centro de Vigilância em Saúde do Estado é descentralizar ainda mais essa entrega para agilizar a chegada do imunizante ao destino final.

— A gente pretende distribuir em 36 locais – diz Cynthia Bastos, diretora do Centro de Vigilância em Saúde do Estado.

Outra possibilidade que agilizaria ainda mais a distribuição seria de os lotes serem levados direto pelo aos pontos definidos pelo Estado, não precisando passar por Porto Alegre.

— O Ministério da Saúde já sinalizou a possibilidade de a Defesa Civil (da União) e o Exército auxiliarem na entrega. Pode haver a entrega direta nas centrais – relata Cynthia, que diz que transportadoras privadas já se colocaram à disposição para auxiliar gratuitamente no transporte da vacina.

O presidente da Fetransul, Afrânio Kieling, diz que há cerca de 30 empresas no Estado com capacidade para esse tipo de transporte.

— Já nos colocamos à disposição do Ministério da Saúde para ajudar. É um transporte que requer uma série de exigências, como a forma de manuseio, refrigeração do produto, etc.

Transportadoras (gaúchas) fizeram transporte de graça de produtos durante a pandemia. Mas eram produtos que não exigiam tantos cuidados como a vacina —  conta Afrânio, que preside a entidade que representa cerca de treze mil empresas do transporte de cargas e logística no Rio Grande do Sul, que operam uma frota estimada em 270 mil caminhões.

Ainda não se sabe quantas vacinas serão destinadas num primeiro momento ao Rio Grande do Sul, mas o Estado trabalha com uma quantidade que varia entre 200 e 300 mil doses. Essa primeira remessa emergencial será destinada aos profissionais de linha de frente do enfrentamento ao coronavírus e idosos que ficam em lares de longa permanência. Depois, outros níveis de profissionais da saúde mais diretamente ligados ao combate à doença. Essa primeira leva não deverá chegar ao público em geral.

Segundo Cynthia, as doses chegando ao Estado, a vacinação nesse público-alvo é feita em até uma semana. Não há data definida para chegada, nem para o começo da vacinação. Mas o Estado trabalha com a possibilidade de já ter o imunizante até 31 de janeiro.

Fonte: Zero Hora

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