Plano de combate à covid-19 começou a ser preparado em dezembro

Foto: AFP / JOE KLAMAR

Plano de combate ao coronavírus começou a ser preparado em dezembro, diz Ministério da

O Ministério da Economia começou a preparar as medidas de enfrentamento à crise do coronavírus ainda em dezembro do ano passado, quando a Covid-19 ainda concentrada na China e não havia chegado ao Brasil. A informação foi revelada nesta quarta-feira (08/04) pelo secretário de Econômica, Adolfo Sachsida, para dizer que o Brasil não demorou em agir diante dessa crise.

“Em dezembro de 2019, ministro Paulo Guedes me ligou e expressou algumas considerações. Disse que estava preocupado com o surto da nova epidemia que estava ocorrendo na China e tinha dúvidas se a epidemia seria contida na China ou se teria efeitos em todo o mundo.

Em dezembro, Guedes pediu à SPE (Secretaria Política Econômica) que começasse a elaborar um conjunto amplo de medidas para que, caso fosse necessário, caso a epidemia da China se espalhasse pelo mundo e chegasse ao Brasil, nós tivéssemos um amplo arsenal de medidas para dar uma resposta rápida a isso”, contou Sachsida.

Ele disse ainda que o primeiro pacote de medidas foi apresentado no início de março, logo depois do atrito na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que fez os preços internacionais de petróleo caírem mais de 30%. O pacote somava R$ 85 bilhões, segundo Sachsida, mas foi ampliado para R$ 108 bilhões por orientação de Guedes, que queria “medidas fiscais de maior impacto”.

“Quando o anúncio público foi feito, em 16 de março, foi apenas a consolidação de uma série de medidas que tinham começado a ser elaboradas em dezembro de 2019. Isso coloca o Brasil como o país mais rápido em medidas de combate à pandemia”, afirmou Sachsida. Ele alegou, então, que o primeiro pacote de enfrentamento ao coronavírus foi anunciado quando os casos confirmados de Covid-19 ainda estavam começando a ganhar força no Brasil, diferente do que ocorreu em países como Estados Unidos e Alemanha, que, segundo ele, anunciaram seus pacotes econômicos quando o número de pacientes de coronavírus já era alto.

Sachsida ainda destacou que, por conta da situação fiscal delicada, o Brasil optou fazer anúncios em ondas. E o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, acrescentou que a primeira onda do pacote de enfrentamento ao coronavírus está se aproximando do fim.

A expectativa da pasta é fazer mais alguns anúncios e avaliar se essas medidas estão sendo efetivas para poder partir para uma segunda onda de anúncios. Guaranys garantiu, porém, que novas medidas continuam sendo estudadas. O secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, prometeu, por exemplo, anunciar “no momento devido” um auxílio de crédito para as micro empresas – empresas que têm se queixado do fato de que ficaram de fora do programa de financiamento da folha de pagamento, que foi implantado nesta semana pelo governo com foco nas pequenas e médias empresas.

Impacto fiscal

Waldery Rodrigues voltou a dizer que as medidas já anunciadas contra o coronavírus têm um impacto fiscal da ordem de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. E ele frisou que esse número está de acordo com o que outros países vêm fazendo diante da pandemia, apesar de alguns analistas dizerem que o Brasil poderia investir mais no combate à crise sanitária e econômica do coronavírus.

“A média dos países avançados é de 3,1% do PIB. E a média dos emergentes é 1,6%. Então, nosso esforço primário é bastante substancial. Estamos sendo rápidos e diligentes”, ressaltou o secretário da Fazenda.

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