Estado do Rio divulga plano de abertura da economia

Foto: Eliane Carvalho/Agência O Globo

Condicionantes para o início do processo de abertura são: curva de contaminação da população descendente e taxa de ocupação das UTI da rede pública abaixo de 90%

O governo do Rio de Janeiro divulgou, na noite desta quarta-feira (20), um plano de retomada das atividades econômicas, sinalizando possível fim do isolamento social, causado pela pandemia covid-19, no início de junho.

As condicionantes para o início do processo de abertura são: a curva de contaminação da população estar descendente e a taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede pública de saúde estar abaixo de 90%. Na terça (19), o governador Wilson Witzel (PSC) previu o fim gradual do isolamento a partir de 1º de junho, com retomada plena da do Estado em meados de agosto.

O documento não aponta data exata para o fim do isolamento, embora o decreto que impôs a restrição de circulação vigore até 31 de maio. O subsecretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Guilherme Mercês, alega que outros Estados, ao seguirem esse caminho, tiveram de rever seu planejamento em função de piora nas estatísticas da pandemia, atrapalhando empresários e trabalhadores com as previsões.

O secretariado do governo fluminense pretende adotar a nomenclatura prevista no plano, que atribui bandeiras de cores vermelho, amarelo e vede para cada cenário a ser reavaliado a cada semana de acordo com as condicionantes: “Ritmo de contágio” e “oferta de leitos intensivos”.

O relaxamento poderá acontecer já sob a bandeira amarela, marcada pela taxa de ocupação das UTIs entre 70% e 90% e curva descendente de casos. “Não vamos dar prazo, mas fatores condicionantes objetivos que, ao virem a público, serão monitorados pela própria sociedade”, disse Mercês. “Chamamos de pacto porque, para dar certo, nós [governo do Estado] temos de entrar com hospitais de campanha, mais leitos de UTI, e as pessoas precisam manter o compromisso com o isolamento, diminuindo o contágio”, completou.

Apesar das declarações, o calendário de entrega dos hospitais de campanha a serem geridos pela rede estadual de saúde está atrasado pelo menos três semanas. Das sete unidades planejadas em todo o Estado, só a instalada no complexo do Maracanã, na Zona Norte, está funcionando e, ainda assim, parcialmente. Até esta quarta, segundo o governo, o Rio anota 3.237 óbitos e 30.372 casos confirmados de covid-19.

Bandeira vermelha

Sob bandeira vermelha, as medidas de isolamento continuariam. Mas bares e restaurantes já poderiam abrir as portas com ocupação de 30% do salão.

Bandeira amarela

No cenário de bandeira amarela em 1º de junho — o mais provável segundo Mercês — ainda haverá recomendações contra aglomerações e locais públicos de lazer e turismo vão permanecer fechados.

O uso de máscara será obrigatório e aulas e ainda estarão proibidos. Mas o transporte público voltaria integralmente e, o , parcialmente: restaurantes operando com capacidade de 50% e shoppings e academias de ginástica de volta ao funcionamento.

Bandeira verde

No cenário de bandeira verde, com queda sustentada no número de casos confirmados e ocupação das UTIs públicas abaixo de 70%, todas as atividade poderiam ser retomadas, evitando aglomerações e com uso de máscara e aferição diária da temperatura de funcionários nas empresas.

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