Estudo aponta queda de 6% no PIB para este ano

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou as estimativas de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e apontou uma queda de 6% por cento para este ano. Já para 2021, a previsão é de alta de 3,6 % no  índice que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em março, o Ipea projetava uma retração de 1,8% no PIB em 2020 e crescimento de 3,1% no ano seguinte. As revisões, segundo o Instituto, foram necessárias devido ao avanço da pandemia de Covid-19 e os reflexos na brasileira. 

Considerando o cenário, o estudo divulgado nesta terça-feira (9) projetou queda de 10,5% no segundo trimestre deste ano. A previsões revelam que somente na indústria a retração deve chegar a  13,8%. Outro setor importante, o de serviços, deve ter retração de 10,1%, e o consumo das famílias, 11,2%. Para o terceiro e quarto trimestres, no entanto, a expectativa é de início de recuperação da atividade econômica.

Segundo o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, o mês de abril foi considerado o fundo do poço, mas em maio surgiram os primeiros sinais de recuperação. Ele cita os indicadores de confiança empresarial, o consumo de eletricidade e o aumento na venda de veículos para sinalizar a expectativa positiva.

Diante da gradual recuperação esperada, com a flexibilização das medidas restritivas, o Ipea avalia que os serviços devem recuar 5,8% este ano, mas crescer 3,7% em 2021. No caso da indústria, a expectativa é de queda de 7,3% em 2020, e alta de 4% no ano que vem.

Para a agropecuária, as avaliações são melhores. A revisão da equipe do instituto apontou crescimento de 2% este ano, desempenho que deve se repetir em 2021.

Pelo lado da demanda, os investimentos devem ser o componente mais afetado, com queda de 9,7%, e crescimento mais elevado de 6,8%, neste e no próximo ano, respectivamente.

Já o consumo das famílias tende a ser afetado pela piora no mercado de trabalho e aumento da incerteza gerados pela crise do novo coronavírus.

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