Ministro da Infraestrutura garante a aprovação do PDZ nos ‘próximos dias’ e obras no Porto de Santos

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em visita ao Porto de Santos (SP) — Foto: Andressa Barboza/G1

Tarcísio Freitas participou de live promovida pelo Grupo Lide e deu um panorama sobre as obras na Baixada Santista.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, fundamental para o desenvolvimento racional das atividades e da ocupação das áreas portuárias no longo prazo, será aprovado nos ‘próximos dias’. A declaração foi dada durante uma live com empresários, na última sexta-feira (19), promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) da região da Baixada Santista.

A live especial sobre logística contou com o tema: “Caminhos da Infraestrutura Brasileira”. O ministro conversou com empresários da região para atualizá-los sobre as ações na Baixada Santista, além de ouvir as demandas do setor produtivo.

Freitas deu um panorama geral da situação dos projetos de concessão e obras que estão em andamento no país e atualizou os participantes sobre o andamento dos empreendimentos que estão em execução na Baixada Santista.

Uma das questões levantadas pelos empresários foi sobre o andamento do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos. Tarcísio tranquilizou o grupo dizendo que ele será aprovado nos próximos dias e que será colocado em prática imediatamente.

“Além das transformações que ocorrerão com a implementação do PDZ, o ministério prevê o investimento de R$ 2,9 bilhões em atividades correlatas ao porto, como melhorias em rodovias e linhas férreas”, declarou.

O ministro também falou sobre o novo contrato de concessão da malha ferroviária paulista que beneficiará 40 municípios e ampliará capacidade de transporte de carga com destino ao Porto de Santos. O contrato foi renovado por mais 30 anos, em maio. Cerca de R$ 6 bilhões serão investidos pela iniciativa privada e, somente em outorgas a União arrecadará R$ 2,9 bilhões com a renovação.

Os empresários também questionaram o ministro sobre o investimento em hidrovias. “Já estão sendo realizadas obras de dragagem, sinalização e balizamento nas hidrovias dos rios Madeira, Tapajós e Paraguai. Estamos conversando com terminais privados que tenham interesse em operar na região para que recebam a autorização de movimentação de cargas”, declarou.

A implantação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, em análise no Ministério da Infraestrutura (Minfra), resultará em investimentos da ordem de R$ 9,7 bilhões — Foto: Divulgação/SPA

Plano de Desenvolvimento e Zoneamento

A implantação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, em análise no Ministério da Infraestrutura (Minfra), resultará em investimentos da ordem de R$ 9,7 bilhões entre os próximos cinco e dez anos, com geração estimada de 60,4 mil empregos na região.

A projeção é da Santos Port Authority (SPA), estatal responsável pela administração do Porto de Santos, que elaborou o novo planejamento portuário levando em consideração a necessidade de aumento de, aproximadamente, 50% da capacidade do complexo santista até 2040, elevando-a para 240,6 milhões de toneladas.

O pacote em torno de R$ 10 bilhões divide-se em investimentos em terminais com contratos vigentes (R$ 2,5 bilhões), investimentos previstos em 8 novos leilões ou adensamentos de áreas a serem realizados a partir de 2021 (R$ 5,2 bilhões), e obras de acessos rodoferroviários (R$ 2 bilhões).

Somente em obras, a SPA projeta a criação de 58 mil empregos nos próximos 5 anos, sendo 19,3 mil diretos, 9 mil indiretos e 29,7 mil efeito-renda. Além disso, a ampliação de capacidade e movimentação resultará em ao menos 2,4 mil novos empregos diretos nos terminais, um incremento de 15% sobre a base atual. A perspectiva é que o segmento de contêineres amplie o número de trabalhadores diretos de atuais 5,7 mil para 6,5 mil.

Os dados consideram a quantidade de trabalhadores de 2020 informada pelos terminais do porto organizado e Ogmo à SPA no âmbito do combate à Cvid-19. Entre os terminais de uso privado (TUP), apenas a DP World Santos entrou na conta dos empregos diretos. Ficaram de fora demais TUPs e terminais com servidão de passagem, que não informaram os dados atuais.

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