Pandemia: setores de alimentação, alojamento, comércio e construção foram os mais afetados até maio

Os setores de alimentação e alojamento, e construção foram os que registraram piores resultados de crescimento líquido do emprego em consequência da pandemia de coronavírus.

E de acordo com a carta de conjuntura divulgada nesta segunda-feira pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a redução no volume de contratações teve mais impacto do que a quantidade de demissões para a queda no nível de emprego formal.

Os dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, apontam que o saldo negativo no acumulado do ano até abril já passa de 700 mil empregos. Mas agregando os trabalhadores informais, o número chega a 3,1 milhões, de acordo com o IBGE.

Os analistas do IPEA apontam a relação destes números com o período de isolamento social. Conforme o estudo divulgado nesta segunda, as taxas de admissão em março de 2020 superaram as registradas em março do ano passado na maioria dos setores. Mas, a partir de abril, o sentido se inverte com grandes quedas na contratação de pessoal.

A principal exceção é o setor de alimentação e alojamento, o mais impactado pela pandemia, que já apresentou redução na comparação entre os anos, a partir de março, o que se manteve em abril e maio.

Por outro lado, na indústria as admissões cresceram 2,93% em março de 2019 e mais do que isso em março de 2020, mas as taxas foram menores em abril e maio. Na construção foi verificado o mesmo comportamento, mas o recuo chegou a cerca de 4 pontos percentuais em abril.

O estudo também avaliou os dados sobre as demissões, mas encontrou taxas similares nas comparações entre o ano passado e este ano, com exceção dos setores de transporte e armazenagem e novamente de alojamento e alimentação, que tiveram resultados piores em 2020.

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