Incerteza com economia seguirá elevada até criação de vacina, diz FGV

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Mesmo com sinais de reabertura gradual da , ainda há temor do consumidor em relação à circulação social – o que inibe demanda e afeta a

A incerteza com a economia brasileira deve continuar a operar em patamar elevado até a existência de uma vacina para covid-19. A avaliação é de Anna Carolina Gouveia, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ela fez a observação ao comentar sobre a prévia do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-BR) de julho, anunciada hoje e que mostrou queda de 7,3 pontos ante junho, para 166,3 pontos. A especialista nota que o recuo, caso confirmado, só devolveria 46% da alta de 95,4 pontos registrada no bimestre março-abril, quando eclodiu a covid-19 no país. Além disso, estaria bem acima da média observada no indicador antes da pandemia, de 115 pontos – que já era elevada. O quadrante favorável do indicador é abaixo de 100 pontos.

“Não acho que essa queda [sinalizada no indicador de incerteza] seja boa notícia”, comentou a especialista. Ela observou que, na prática, a prévia do índice de julho comprova que a cadência de recuo do índice opera a patamares lentos. A especialista comentou que, mesmo com sinais de reabertura gradual da economia, de algumas atividades de serviços, já anunciadas por algumas capitais, ainda há temor do consumidor em relação à circulação social – o que inibe demanda, e afeta a economia.

A especialista chamou atenção para a evolução dos dois componentes do índice, entre o resultado completo de junho e a prévia de julho, anunciada hoje. O componente mídia recuou 7 pontos no período, para 145,5 pontos, enquanto o de expectativas caiu menos, 5,6 pontos, para 222,4 pontos. “O tópico de expectativas cai menos porque há uma incerteza muito grande ainda para se prever o futuro [na atividade econômica]. A prova disso é a pontuação do indicador de expectativas, que está acima de 200 pontos em julho, muito elevada” notou ela. “Ainda existe incerteza extremamente elevada mesmo com os sinais de reabertura”, completou ela.

Esses fatores levam a crer que o índice só cairá de forma consistente quando não houver mais incertezas em relação à contaminação por covid-19, afirmou ela. A técnica concordou que o novo normal para o indicador é operar com incerteza elevada, enquanto não houver boas notícias sobre prevenção da doença. “Somente um choque positivo, com a vacina contra covid-19, fará com que o indicador caia de forma mais rápida”, aponta.

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