Economia só cai 5% em vez de 9%, diz o Brasil no G-20

Foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

A delegação brasileira relatou aos outros países do G20, em reunião ministerial virtual realizada no sábado (18), que medidas adotadas no país estão mitigando o impacto econômico da pandemia de covid-19. E que agora, em vez de contração de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, como projetado pelo FMI, o declínio é esperado para ficar em torno de 5%.

O ministro da , Paulo Guedes, no último momento não pode participar da reunião virtual e foi substituído pelo Secretário de Assuntos Econômicos Internacionais, Erivaldo Gomes.

A avaliação brasileira foi de que, no momento, a perspectiva mundial permanece altamente incerta, em que muitos países estão enfrentando as consequências da covid-19. Considerou que, embora a atividade econômica e a confiança tenham começado a se recuperar de níveis muito baixos, a produção deve apresentar desempenho inferior por um período prolongado.

O secretário afirmou diante dos representantes das maiores economias do mundo que “a pandemia interrompeu a tendência de recuperação observada no Brasil, apoiada por políticas econômicas sólidas”. E que agora a pandemia requer um novo conjunto de ações.

Ele destacou medidas adotadas pelo governo. Estimou que o impacto fiscal do programa brasileiro alcança 10% do PIB. E deu exemplos do pacote, cobrindo 64 milhões de brasileiros, programa de empregos, garantias de empréstimos com foco em pequenas e médias empresas e outros.

Olhando para a frente, o governo brasileiro informou no G20 que vai focar em quatro pilares para melhorar a resiliência e promover crescimento econômico.

Primeiro, implementação de reformas estruturais e investimentos na infra-estrutura com atenção específica na reforma tributária e em amplas privatizações.

Segundo, fortalecimento da proteção social e geração de emprego; terceiro, promover integração mais profunda do Brasil na economia global; e quarto, “firme compromisso com a proteção ambiental, não implicando tolerância a práticas ilegais, por um lado, mas também desconsiderando falsas narrativas baseadas em interesses protecionistas, por outro”.

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