TABELA MÍNIMA?! MAS E A TABELA GERAL DA SUA EMPRESA?

O que eu aprendi no Conet 2019

Estive pela primeira vez no Conet Intersindical na edição deste ano em João Pessoal/PB. Nos dois dias de evento, vi diversos empresários e líderes sindicais chegarem a mesma conclusão: o transportador não sabe cobrar seu frete.

Foi divulgado que o frete está defasado e a notícia chocou o total de zero pessoas. Brincadeiras à parte, a verdade precisa ser dita: disso o transportador já sabe, e faz tempo, porque o vermelho insiste em pintar o fluxo de caixa.

Não me leve a mal, acredito que devemos discutir o assunto, como ocorreu de forma ampla e democrática no evento. Afinal, o que está acontecendo?! É erro honesto? É concorrência desleal? Falta fiscalização? É muita pressão dos embarcadores? Será a tabela mínima nossa solução – o que nem se consegue discutir devidamente se a própria ANTT não esclarece as dúvidas que impedem sua plena aplicação.

Dito isso, me incomoda que nos atentemos tanto aos efeitos e pouco a causa. Esclareço. Se o transportador não sabe cobrar, dê a ele o conhecimento necessário e uma ferramenta que propicie a sua aplicação.

 

Proporcionar ferramentas

Não adianta, a maioria dos pequenos transportadores está tão envolto na operação do negócio que não dá tempo de pegar uma calculadora, para tentar extrair de uma planilha seus custos operacionais. Imagina separar custo de despesa, o que é fixo de variável, fazer uma previsão orçamentária, distinguir as perdas e investimentos, os ativos e os passivos…

É claro que existe contador, consultor, mentor, enfim, inúmeras soluções para esse problema. Mas eu vejo nesse gap uma oportunidade. Sabe o que mais eu ouvi no Conet?! Que só 7% das transportadoras do país estão associadas a alguma entidade sindical.

Nós precisamos aumentar esse número, digo isso pelo bem do setor e por experiencia própria. Em 9 anos que participo da Comjovem meu engajamento com o TRC e com a minha própria empresa mudou e muito. Reconheço que participar do âmbito sindical mudou minha vida e eu quero o mesmo, para os outros 93% dos transportadores, que estão perdendo tudo isso.

Durante o evento acendeu uma luz na minha cabeça. E se as entidades oferecessem ao associado ferramentas, como um softwarer de gestão de frotas, a um custo muito acessível ou gratuitamente, para controlar os custos operacionais e formar a tabela de frete de empresa?

Além disso, oferecer também conhecimento, mas de forma focada, como o SEST SENAT faz com a parceria com a FDC. Só que não administração teórica avançada. Conhecimento simples, facilmente aplicado pelos menores dos transportadores, do que precisa ser controlado e quais informações devem ser coletadas e como devem ser imputadas ao sistema para o devido cálculo do custo operacional.

 

A mudança

Eu prefiro acreditar que o transportador não sabe cobrar seu frete, porque não sabe apurar seus custos operacionais. E mesmo que faça controles, majoritariamente no excel inclusive (acredite, eu tenho perguntado), não sabe como tratar essa informação e extrair dela algo útil e preciso. Perde-se muito tempo fazendo diversos tipos de controles que resultam em nada com coisa alguma e assim alguns tocam suas empresas no escuro. Dá certo, porque está no tino, mas o mercado não está para brincadeiras.

Estou longe de ser uma autoridade no assunto, mas humildemente faço uma previsão. Disseminamos conhecimento agora, dentro de alguns anos começaríamos a sentir uma mudança. Porque nos contratos atuais, mal conseguimos reajustar o índice de correção anual, quiçá rever toda a tabela do cliente, alegando que antes você não conhecia todos os seus custos operacionais.

Aprendendo e sabendo como manusear seus números, eu acredito que o transportador negociaria melhor os seus novos contratos. Dessa forma, a melhora seria gradual e caminharíamos para um TRC, mais forte, unido e consolidado.

Longe de mim, dizer o que as entidades devem fazer, inclusive eu devo muito a todos os cursos, palestras e troca de experiencias que elas me proporcionaram nos últimos anos. Mas a minha grande inspiração no Conet, é que os cursos e palestras são importantes sim, mas se forem tratados com planejamento estratégico e associados a disponibilização de ferramentas aos gestores das empresas serão mais efetivos e benéficos para todos.

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