TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS E OS DESAFIOS NO BRASIL

Atualmente o Transporte de Cargas vem passando por sérios problemas a nível nacional. Considerando que 75% da produção Nacional é escoada via transporte , o cenário deveria ser bem mais favorável, mas sabemos que não é o que ocorre.

Alguns fatores que prejudicam o segmento do TRC:

1) Custo do combustível com uma participação muito alta no custo total da operação;

2) Falta de investimentos em /Rodovias, onerando custos com consumo de combustível e desgastes prematuros dos componentes dos veículos, gerando aumento de intervenções em manutenção dos veículos, que além dos custos, deixam os veículos por mais tempo indisponíveis para operação;

3) Falta de Segurança nas Estradas gerando aumento de roubo de cargas, onerando custos com seguros;

4) Falta de incentivos fiscais para o segmento responsável por 75% da movimentação de cargas no país;

5) Excesso de Burocracias na Legislação, como as A.E.T (Autorizações Especiais de Trânsito), que restringem horários de circulação, Rodovias, Estados da UF (unidade da federação) interferindo diretamente, onde o TRC (Transportador Rodoviário de Cargas) precisa retirar várias A.E.T’s, para cada uma das UF da Federação;

6) estagnada, aliada as sazonalidades de demandas mensais, onde grandes embarcadores concentram volumes de carregamento nos últimos 10 dias do mês.

7) Embarcadores cada vez mais, exigindo revisões de tabelas através de “BID”, onde segundo Artigo publicado em 25/07/2016 pelo Guia do TRC com o seguinte tema “O modismo do BID… o mais novo terror das Transportadoras!”, fonte: http://www.guiadotrc.com.br/noticiaid2.asp?id=31818

Enfim são uma série de fatores que poderíamos estar elencando para uma análise mais aprofundada desta complexa realidade do Transporte Rodoviário no Brasil.

Fato é que… “tanto Frotistas como Autônomos” enfrentam problemas parecidos, onde o que difere é o Custo Fixo dos frotistas, que por conta das suas estruturas de empresas, as necessidades para atender legislações pertinentes oneram os Custos Fixos. Sendo que durante as sazonalidades de baixas demandas, custo o fixo não se altera.

Já os Autônomos, não possuem estruturas com geração de empregos diretos, e possuem uma carga tributária muito inferior aos das empresas de transporte de cargas, o que faz com que a sazonalidades da baixa demanda, não interfira de forma tão agressiva entre Custos x Receitas.

Com todos esses entraves existente na cadeia logística envolvendo o Transporte Rodoviário de Cargas, o Desafio para as empresas é Buscar Incessantemente Alternativas de Redução de Custos, Ferramentas de Controle e Melhorias dos Processos.

E para superar tantos desafios, é imprescindível as empresas se adequarem as novas tecnologias do mercado apresentadas pelas grandes montadoras, capacitando seus profissionais para que possam interagir com tais tecnologias, pois do contrário estarão pagando um Custo muito alto por equipamentos sofisticados sem ter operadores que possam usufruir dos resultados que a tecnologia embarcada pode proporcionar.

Fonte:


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