MOBILIDADE URBANA NA GRANDE SÃO PAULO

A região metropolitana de São Paulo (RMSP) também conhecida como grande São Paulo é a maior região metropolitana do Brasil, só nessa região temos 21,5 milhões de habitantes e é uma das regiões mais populosas do mundo, com uma área de 7.946 quilômetros quadrados composta por 38 municípios, mais a capital totalizando 39 municípios, esses que foram crescendo desordenadamente e se interligando uma na outra, perdendo seus limites físicos e formando uma única mancha urbana.

Diante dessa gigante região, com todo esse tamanho e população, com trânsito caótico várias medidas foram tomadas para que o transito pudesse fluir com mais facilidade, segundo a revista EXAME o tempo médio gasto no transito por dia para realizar os deslocamentos chega a 2h58 para o paulistano, totalizando um mês e meio por ano preso nos congestionamentos, e com isso essas pessoas não querem ver caminhões grandes ou carretas atrapalhando o trânsito, mas ao mesmo tempo precisa receber e expedir as suas mercadorias, abastecer os supermercados, a SEASA, Hospitais e tudo que precisa para a sobrevivência.

Fazendo entregas na grande São Paulo dos anos 2.000 a 2010, com um caminhão truck de 14 metros de comprimento de para-choque a para-choque, na região central, de favelas da zona sul, e áreas de morros e fios baixos, pude acompanhar na prática tamanha dificuldade que é de vim da região Sul do país e fazer entregas itinerantes por esses 39 municípios, e fui sentindo as dificuldades das implantações de rodízio, proibições de caminhões com a criação da zona máxima de restrições e isso tudo foi dificultando para as empresas e caminhoneiros, mas entendi que seria necessário pois se não tivesse algo desse tipo travaria a cidade.

Mas também foram surgindo grandes obras que vieram para contribuir muito, e uma delas é o Rodoanel Mario Covas, que iniciou as obras em 1998 e inaugurou o primeiro trecho em 2002, mas até hoje não foi todo concluído faltando o trecho norte para finalmente interligar todas as rodovias como Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bitencourt, Imigrantes, Anchieta, Airton Senna e Fernão Dias. Um sonho de todos porquê quando finalizar, caminhões grandes como truck, carreta e bitrem que utilizam as marginais para poder acessar as outras rodovias que cortam o Brasil de Norte a Sul, não precisam mais entrar na cidade de São Paulo e isso desafoga o transito, mas somente isso não é a solução, temos a área central de São Paulo com muitos comércios, exemplo é a região da 25 de março e que precisa ser abastecida, e uma lei proibia a entrada de caminhões menores permitindo somente utilitários e Vans.

Mas as instituições como SETCESP (Sindicato das empresas de transportes de cargas de São Paulo e Região) e a & Logística (Associação Nacional de Transportes de cargas e Logística) sempre trabalharam muito em busca de uma solução e sempre defenderam a criação do caminhão VUC – Veiculo Urbano de Carga, que foi desenvolvido especialmente para atender as grandes regiões comerciais e demográficas devido as suas dimensões reduzidas, onde facilita a manobra e estacionamentos em vias estreitas e que levaria 5 vezes a capacidade de carga de um utilitário, e não tem o dobro do tamanho do utilitário, ou seja um ganho enorme na e também para o meio ambiente, uma vez que você precisaria de 5 motoristas e teria 5 motores poluindo.

Outras duas grandes conquistas das entidades foi a inclusão do VUC, nas exceções do rodízio municipal que limitam a circulação de veículos de acordo com o final da placa, liberando esse veículo para rodar o dia todo, representando uma economia de horas extras e adicionais noturnos para empresas de transportes de cargas nas folhas de pagamentos dos motoristas, e a outra grande conquista foi o aumento do comprimento do VUC que antes era de 6,30 metros para 7,30 metros aumentando a capacidade de carga, hoje como transportador meu ponto de vista é que essa segunda conquista foi importante mas poderia ter sido melhor, e as entidades e todos nós devemos lutar para que aumente mais alguns centímetros e a carroçaria do VUC passe a ter 6 metros de comprimento, uma vez que a maioria dos materiais em perfil ou barras como; AÇO, ALUMÍNIO, MADEIRAS,TUBOS, PVC entre outros são produzidos sempre com 6 metros de comprimentos como padrão da indústria, isso faz com que as transportadoras não consiga entregar seu material nas áreas restritas com o VUC, ou tendo que adaptar os caminhões e colocando essas barras por cima da cabine , diminuindo a capacidade de cubagem e a segurança desse veículo uma vez que o centro de gravidade sobe e facilita um tombamento, e isso obriga as transportadoras enviar esses produtos em caminhões tocos, que são proibidos de rodar nessa região em horários alternativos a noite ou em fins de semana, isso aumenta muito o custo da operação e causando um prejuízo enorme ao consumidor final.

Portanto acredito muito nas entidades e na força do setor para continuarmos buscando soluções em conjunto, para que todos ganham na economia, meio ambiente, com uma mobilidade urbana sustentável para não prejudicar o desenvolvimento e ao mesmo tempo estar em harmonia com pedestres, carros, caminhões sem comprometer o abastecimento.

Referências bibliográficas:

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/noticias/?p=216134

http://www.guiadotrc.com.br/noticias/noticiaID.asp?id=35091

Fonte:


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