Comunicações: NTC E A REVOLUÇÃO

Conheça a revolução da comunicação da entidade durante os últimos anos

Dimas Barbosa Araujo *

As gestões anteriores a 2014 deixaram um grande legado no que tange ao setor de comunicações da : a vocação para a inovação, tornando-a a grande referência entre as entidades representativas do transporte de cargas brasileiro.

Foi assim, por exemplo, com as primeiras transmissões de assuntos de interesse do setor via TV Executiva do Brasil, na verdade um piloto transformado em grade regular anos mais tarde. Este foi o ponto de partida para o programa Brasil Logística e Transportes, exibido por um canal de televisão aberta por vários anos.

Pode-se dizer que a primeira incursão verdadeira da NTC pelo mundo digital aconteceu em 1998, quando promoveu uma grande reforma em seu site institucional, levando para Internet grande parte de seu conteúdo técnico como acontece até hoje. Disso derivou a criação do primeiro boletim eletrônico diário do setor: o NTC Notícias. Uma evolução da versão impressa, que por si só foi um avanço porque consolidava em um único veículo, com frequência semanal, informações que antes eram transmitidas por circulares.

Mais tarde, viriam as publicações culturais editadas graças a patrocínios gerados com o uso de leis de incentivo, o Anuário NTC&Logística – resgate parcial da antiga Revista Brasil Transportes – e as redes. Em grande parte, essas iniciativas aconteceram nos últimos 20 anos.

No campo da comunicação presencial, representada basicamente pelas realizações de , vieram de outras décadas o CONET, a Intersindical, a Brasil Transpo, a Fenatran e as caravanas itinerantes do início dos anos de 1990 que serviram de inspiração para o Seminários itinerantes iniciados em 2004.

É verdade que alguns desses projetos ficaram pelo caminho, seja porque seu prazo de validade venceu, seja porque deixaram de fazer sentido e alguns até mesmo porque eram avançados demais para a época em que foram lançados. Mas muitos outros evoluíram com a chegada de novas tecnologias e da paulatina mudança de hábito do público.

Faço essa pequena remissão lembrando apenas algumas das inciativas mais marcantes porque, com a chegada da segunda metade da década de 2010, a chamada “Revolução Digital” avançou a uma velocidade hipersônica. E foi a base construída no passado que deu suporte para que a NTC estivesse perfeitamente sintonizada com esse momento. Ou seja, nada surge do nada.

Quando a gestão José Hélio Fernandes começou, a entidade já tinha suas redes sociais, sua conta no YouTube e um portal que fora construído anteriormente com arquitetura de ponta para a época, mas que cinco anos depois já estava defasada – o que comprova a tese do avanço hipersônico – embora seu conteúdo continuasse bastante rico. E muito importante: nenhuma dessas mídias conversava entre si.

Entre outras iniciativas, uma das mais relevantes foi a segunda reformulação do portal da entidade (www.portalntc.org.br) na mesma década. Pode parecer pouco em comparação com outros sites, mas na realidade não é, porque a transformação não extrapolou a interface vista pelo usuário. Era preciso fornecer mais conforto visual e maior acessibilidade. Para atingir esse objetivo, foi preciso trocar toda sua estrutura, a começar pela ferramenta utilizada.

Era um veículo que, embora usasse tecnologia de ponta quando foi atualizado no início do decênio, passou a ser uma ferramenta mais agradável de se ver e mais fácil de navegar. Tornou-se totalmente responsiva e bastante amigável no que tange a alterações, layout e atualização rápida de dados.

Ao mesmo tempo que isso acontecia, foi realizado um intenso de modernização e racionalização do uso das mídias da entidade. As redes sociais passaram a estabelecer comunicação entre si, com o portal e com o próprio Anuário, este com o uso de QR Code. O uso dos meios digitais foi racionalizado, com atualizações bem mais frequentes e trazendo informações não raro complementares através do portal e vice-versa. Foram mais de duas mil publicações nos últimos anos, com conteúdo do setor diferenciado que proporcionou informação de qualidade, ativa, constante e direcionada conforme as áreas de atuação da NTC&Logística e de suas comissões, com amplo destaque para a COMJOVEM NACIONAL.

No que diz respeito especificamente ao WhatsApp, este passou a ser usado intensamente. Foi criada uma lista de transmissão destinada a um conjunto formado por empresários, lideranças do setor e profissionais da área que recebem em primeiríssima mão as informações mais relevantes para o TRC e que, não raro, são completadas em outras mídias. Como será visto um pouco mais à frente, sua utilização tornou-se ainda mais ampla.

Outro projeto que sofreu reformulação nesse período o de da Web TV, que passou a ser utilizada de forma interativa. Além do material gravado, passou-se a realizar transmissões ao vivo pelas redes sociais e pelo YouTube, com a estreia do Bate Papo NTC. Durante o programa, os convidados interagem com os internautas e o público em tempo real pelo Facebook, Instagram ou WhatsApp. Foram mais de 30 convidados para essas transmissões, que tiveram mais de 200 mil visualizações. Durante a FENATRAN 2020, foram realizadas entrevistas, também ao vivo, diretamente do estande da NTC.

Ainda no campo da Web TV, considerado o material gravado, foram mais de 250 produções audiovisuais com entrevistas, coberturas de atividades e geração de conteúdo técnico com especialistas e personalidades do setor. O Canal do YouTube foi reestilizado e mais bem organizado. Através dele, foram divulgados os conteúdos produzidos em todos os eventos realizados pela NTC como entidade. Tais conteúdos foram replicados em sites e redes sociais de diversas outras entidades por todo o Brasil, sem contar as da própria entidades que já estão incorporadas ao processo.

Já o Anuário NTC&Logística, passou, em 2017, a privilegiar conteúdo técnico, para ser usado no dia-a-dia do transportador, com informações relevantes e não datadas. Portanto, com largo período. Essa ação fez subir bastante sua utilização como grande referencial para o setor, visto e procurado por transportadores, embarcadores e profissionais de outros setores do Transporte. Em termos de abrangência, esta foi bastante ampliada a partir do momento em que se tornou também uma plataforma online, ampliando sua abrangência ao atingir também o público mais conectado.

Ainda no ano de 2017, em que a atual fase da COMJOVEM NACIONAL completou 10 anos, foi editado um livro comemorativo de um processo que conseguiu amealhar moças e rapazes que já conseguem oxigenar empresas e entidades de classe. Com cerca de 100 páginas e grande material iconográfico, essa publicação conseguiu atravessar o corredor que a leva a mídias além da impressa e está igualmente disponível na Internet.

Outro registro importante é o fato de que, durante a gestão da diretoria presidida por José Hélio, a relação entre a entidade e a imprensa nacional cresceu ainda mais. Ganhou maior espaço em grandes veículos de mídia que passaram a veicular com mais frequência e amplitude assuntos importantes para a atividade transportadora de cargas. A quantidade de jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e TV interessadas nos assuntos levantados pela NTC também cresceu. Oportunidades como as edições do CONET&Intersindical e a divulgação dos números relativos a roubo de cargas tiveram repercussão inédita.

A entidade ainda ofereceu grande suporte à COMJOVEM Nacional em termos de comunicação. Desenvolveu e ajudou a definir uma nova identidade visual, turbinou suas redes sociais específicas e desenvolveu campanhas completas para projetos como as campanhas para doação de sangue. Nessa fase, a Comissão obteve igual suporte para que pudesse dar forma a sua iniciativa de dar forma a um boletim mensal que relata as atividades dos vários núcleos distribuídos pelo Brasil.

Em relação à comunicação presencial, destaque-se que os eventos com a marca NTC estiveram em mais de 30 cidades localizadas em todas as regiões do Brasil. Foram eventos itinerantes, seminários e encontros anuais da COMJOVEM em Brasília.

O Encontro da Nacional COMJOVEM, aliás, ganhou um diferencial a partir de 2014: a incorporação das campanhas em prol de entidades assistenciais a seus projetos voltados para a área social. Fundos são arrecadados junto aos participantes e destinados a cada ano a entidades diferentes. Além do benefício direto que traz a pessoas de várias localidades, esta ação tem também caráter simbólico porque sinaliza para fora e, principalmente, para dentro do próprio setor a importância que este dá para as questões sociais. Mais que uma atitude assistencialista, é uma voz que fala pelo exemplo demonstrando como é sempre possível fazer um pouco mais. Trata-se de algo que vai além do assistencialismo. É um exemplo de como o setor de transportes, que já tem forte atuação em benefício da sociedade, pode contribuir ainda mais e de formas diferentes.

A grande estrela no campo da comunicação presencial foi a reativação do CONET/Intersindical, na gestão 2014-2017. A cada seis meses, um público formado majoritariamente por empresários do segmento e suas lideranças oriundos das mais diversas partes do Brasil, e que se mesclam com seus pares da região anfitriã, recebem informações preciosas como as perspectivas do setor para o futuro, próximo e distante, bem como os números da defasagem costumeiramente existente entre o frete apurado tecnicamente e o aplicado efetivamente pelo mercado. Além disso, são realizadas discussões abertas e democráticas sobre outros assuntos de importância equivalente.

Os resultados desse evento disparam, logo após o seu término, uma série de ações disparadas pelo mix de comunicações da entidade que mobiliza assessoria de imprensa, site, redes sociais e Web TV, o que normalmente é repercutido também pelas mídias das demais entidades.

Claro, um sistema como o aqui descrito, com abrangência realmente nacional e ligado diretamente a organismos de representações, precisa estar sintonizado com seus congêneres de sindicatos e outras associações. Por isso, a NTC criou e coordena o Grupo de Comunicações do TRC, formado por mais de 30 assessorias de imprensa ligados àquelas.

Por fim, seguindo sua tradição vanguardista, podemos dizer com certeza que atualmente a NTC é de fato uma entidade multicanal, crossmedia e transmedia. Mas não é só. Como se disse, nada nasce do nada. Já está prontinha para implantar ao longo do triênio sucessor outros avanços que da tropa digital.

*Dimas Barbosa Araujo é especialista em comunicação social, diretor da DBA&C Associados e ex-Diretor Executivo da NTC.

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