Austin Rating revisa estimativas para um cenário mais otimista para 2019 após vitória de Bolsonaro

A vitória de Jair Messias Bolsonaro no pleito presidencial estimulou a Austin Rating a revisar suas estimativas para um cenário mais otimista para 2019, bem como projetar o ano de 2020 com maior vigor nas principais variáveis macroeconômicas: PIB, taxa de câmbio, taxa de juros e contas fiscais. Também entende que tal cenário, caso se concretize em 180 dias, o rating soberano do Brasil deverá sofrer revisão positiva. 

A expectativa é que a vitória de Bolsonaro vai impactar positivamente a confiança dos agentes econômicos, especialmente investidores e empresários, com efeito direto sobre a redução dos prêmios de risco e valorização dos ativos financeiros, bem como na retomada mais rápida do nível dos investimentos nos setores produtivos que vão acelerar o ritmo de recuperação da brasileira já no curto prazo. 

O cenário de maior confiança na economia também deve gerar bons frutos à área fiscal, seja pela expectativa de maior arrecadação via crescimento mais robusto que o inicialmente projetado, ou pela maior probabilidade de sucesso nos processos de concessões e privatizações, pois, além de colocar dinheiro no caixa também vão desonerar o governo quanto aos recursos atualmente direcionados para custeio nas áreas (ex: , , aeroportos, armazenagem) e empresas que serão concedidas e/ou privatizadas.

Esse cenário otimista se deve, em parte, ao próximo comandante da equipe econômica: Paulo Guedes. Economista liberal que tem a confiança dos investidores tanto pela sua experiência profissional, como pela já manifestada disposição em preservar o máximo possível de profissionais da atual equipe econômica (dos Ministério da Fazenda, do Planejamento, da Indústria e Exterior e da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos) e do BACEN. 

Outra parte importante da concretização desse cenário otimista depende da habilidade de Bolsonaro e sua equipe em negociar com o Congresso Nacional as pautas relevantes de suas propostas de governo, o que não será uma tarefa fácil. 

Nesse contexto, o principal desafio de Bolsonaro será obter coesão e maioria no Congresso Nacional para aprovar as reformas importantes, e emergentes, como a “vital” reforma da previdência. Pois, a eleição de 2018 foi emblemática devido ao alto índice de renovação na Câmara Federal e no Senado, com 47,37% de novos Deputados Federais eleitos e 85,19% de novos Senadores (considerando somente as 54 cadeiras que estavam em disputa), fato que não ocorria desde a redemocratização com a Constituição de 1988.

O novo ciclo político e econômico que se iniciará em 1º de janeiro de 2019, colocará à prova o poder de resiliência do Brasil após sucessivos e profundos episódios de corrupção política que culminou no seu pior período econômico com recessão de 6,9% do PIB no acumulado 2015-2016, fato que não ocorria desde a década de 1930, e nos maiores níveis de desemprego e renda média baixa. A expectativa é positiva.

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