“Agenda de infraestrutura” é pauta de dirigentes do Transcares com ministro da Infraestrutura

14 10 Reunião DF

Foto: Transcares

Uma comitiva capixaba, composta pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas & Logística do Espírito Santo – Trancares, Marcos Furtunato, pelo superintendente Mario Natali e pelo assessor jurídico do sindicato, Marcos Alexandre Alves Dias, além do empresário Hudson Carvalho Cordeiro, foi recebida pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em seu gabinete, no Distrito Federal, para uma audiência cuja pauta tinha como pontos prioritários obras de arte adequadas para a BR 262; ajuste na praça de pedágio da BR 116, a Rio-Teresópolis; conclusão das obras do Arco Metropolitano, no Rio; e nova forma de pesagem de caminhões. O encontro reuniu, ainda, o diretor do Denatran, Jerry Adriane Dias Rodrigues, Bira Nobre, representante dos caminhoneiros autônomos, e uma delegação ligada ao segmento de rochas ornamentais.

Os dirigentes capixabas solicitaram a audiência para tratar dos assuntos, que impactam diretamente a operação do segmento de cargas e logística, e embora a maioria deles não tenha solução imediata, pois como destacou Furtunato “o tempo do administrador não é o mesmo do administrador da iniciativa privada”, ficou claro que todas as demandas apresentadas estão no radar do ministério. “E isso não deixa de ser uma boa notícia”, destacou o presidente.

Primeiro item da pauta, o pedido do Transcares para que as obras de arte – passarelas e viadutos – da BR 262 tenham seis metros de altura foi atendido e o ministro, inclusive, destacou que este é o melhor período para que aconteçam esses tipos de contribuições.

“Pedimos que a concessão leve essa demanda em consideração porque a 262 recebe um tipo bem específico de transporte. Dessa forma, Tarcísio Gomes acatou de imediato nosso pedido e garantiu que o projeto e o edital de concessão da rodovia já sairão com essas considerações”, argumentou o presidente.

O grupo capixaba também levou ao conhecimento do ministro uma situação que acontece na BR 116, a Rio-Teresópolis, que possui 22 quilômetros, mas somente uma praça de pedágio. Como todas as carretas para veem para o Espírito Santo só podem passar pela Ponte Rio-Niterói entre 22 e 5 horas, no restante do dia os caminhões precisam passar pela BR 116. “Mas acabamos sendo penalizados, pois rodamos 22 quilômetros e pagamos um pedágio de R$ 19,30 por eixo, algo que beira o inaceitável!”, explica Furtunato.

O próprio ministro considerou a situação como inaceitável e destacou que o caso está no radar no ministério, como destacou o presidente do Transcares.  Mas como a concessão da rodovia se encerra em 2021, Gomes admitiu não ter como mexer nisso neste momento, porém adiantou que já está sendo preparado um novo contrato, e nele esse ponto está sendo considerado. Ou seja, será ampliada a área de concessão e, junto com ela, as praças de pedágio. Com isso, o valor será diluído e praticado o que se chama de justiça tarifária.

A comitiva do Transcares pediu, ainda, a conclusão das obras do Arco Metropolitano, que liga a Rio-Teresópolis à BR 101. O trecho não-duplicado, uma obra semipronta, gera perda de tempo e de produtividade para os transportadores. Segundo o ministro isso também será resolvido e o trecho será incluído na nova licitação para concessão da BR 116, em 2021.

“Tais medidas, tanto a diluição dos pedágios quanto a conclusão das obras do Arco Metropolitano, trarão um impacto financeiro positivo estrondoso, tanto para os transportadores do norte do Rio de Janeiro, quanto para os do Espírito Santo e do Nordeste, que utilizam essa rota”, avaliou Furtunato.

Por fim, os capixabas solicitaram que a pesagem dos caminhões, que hoje é feita por eixo, seja por peso bruto total – este, inclusive, é um interesse do próprio ministério, destacou Tarcísio. O ministro, no entanto, falou da necessidade de concluir estudos técnicos para definir o novo sistema.

Antes do encerramento do encontro, Tarcísio Gomes de Freitas se prontificou a averiguar, junto à sua equipe, a balança de João Neiva, cujos valores não estão batendo com o de outras balanças.

“Em alguns casos, comparando os valores desta balança, que é do Dnit, com a de balanças da Polícia Rodoviária Federal e outras privadas, está dando uma diferença de seis mil quilos. O ministro instruiu sua equipe a verificar o que está acontecendo e tomar as providências necessárias”, finalizou Furtunato, satisfeito com o resultado da reunião.

 

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