Secretário de Estado de Segurança Pública da palestra no Transcares

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Foto: Transcares

Segurança pública no centro da discussão

Enfrentamento à violência, políticas públicas eficientes, roubo de cargas, estratégias e desafios que marcam a segurança pública. Esses foram os principais pontos que marcaram a palestra do secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Roberto Sá, convidado de outubro do Almoço Executivo do Transcares. Este mês, o tradicional encontro dos transportadores capixabas foi realizado na quarta-feira, 23, no salão de do sindicato, e reuniu, como de costume, o presidente, Marcos Furtunato, e diretores da entidade, além de empresários, dirigentes, mantenedores e parceiros.

Sá chegou ao Espírito Santo com a experiência de quem já foi subsecretário e secretário de segurança do Rio de Janeiro. Como secretário, ficou à frente da pasta entre 2016 e 2018, em substituição a José Mariano Beltrame, e em sua conversa no Transcares defendeu a gestão orientada por resultados.

“Estava conversando com o presidente Furtunato há pouco, falando sobre enfrentamento à violência, questões que envolvem o narcotráfico, e comentei que no Brasil não assistimos resultados consistentes no que diz respeito à segurança pública porque falta uma visão holística do assunto”, argumentou, completando em seguida.

“Segurança pública é muito mais do que o enfrentamento policial. O enfrentamento é apenas um item que compõe a realidade brasileira. Dessa forma, políticas públicas voltadas para segurança não podem se basear apenas nele. Na verdade, o enfrentamento deveria ser nossa última estratégia e entrar em cena somente quando todas as outras ações falham”.

Essa foi uma das reflexões deixadas pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Roberto Sá, aos convidados do Almoço Executivo do Transcares deste mês de outubro. Convidado especial do presidente Marcos Furtunato, o militar da Reserva não-remunerado, delegado federal e ex-secretário e subsecretário de segurança do Rio de Janeiro compartilhou um pouco suas experiências com o público – empresários, dirigentes, mantenedores e parceiros da entidade – e discorreu também sobre os grandes desafios da segurança pública.

Falando de Espírito Santo

Em 2009, o Estado atingiu a maior taxa de homicídios da série histórica (1980 a 2009). Foram 2.034. Dois anos depois, o governo do Estado implantou o Programa Estado Presente e segundo o secretário, foi um grande motivador para ele aceitar o convite do governador Renato Casagrande e assumir a Sesp.

“Por meio do Estado Presente, pela primeira vez a segurança pública foi planejada associando ações de natureza policial com ações sociais em favor de populações historicamente desassistidas. Porque segurança pública não é só tiro, paulada e bomba, é saneamento, asfaltamento, saneamento, educação…”, argumentou o delegado da Polícia Federal e tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, da Reserva Não-Remunerada.

O investimento, ele mostrou, já rendeu frutos. Em 2017, o Estado caiu para 11ª posição no ranking nacional de homicídios – foram 1408. Outro número que conta a favor do Estado Presente é o quantitativo de homicídios dolosos. “Este ano foram 702, menor quantidade da série histórica (1996 a 2019)”, destacou.

Mas apesar do cenário favorável, o secretário não se ilude. “Ainda há necessidade de amadurecer o tema segurança pública. Ainda repetimos os mesmos erros e estamos longe de ter uma pública efetiva alicerçada em estudos que nos façam combater as causas dos problemas. Mas temos feito muito bem nosso trabalho, pois mesmo com efetivo policial menor, menos tecnologia à disposição e demandas criminais maiores, as taxas de homicídios estão caindo. Ou seja, nossos policiais estão fazendo mais com menos”.

Roubo de cargas

A queda nos índices de roubos de cargas no Estado, nos últimos três anos, também foi destaque na palestra de Roberto Sá. E ele enalteceu a criação do Grupo de Estudos de Prevenção e Combate ao Roubo de Cargas, em 2015, que envolve forças policias, órgãos e entidades, dentre eles o Transcares, além da lei estadual 8.246/06, que cassa a inscrição estadual de comerciantes que, de alguma forma, se beneficiem de produto ou mercadoria proveniente de furto ou roubo de cargas. “Penalizar quem fomenta o roubo de cargas é uma boa sugestão”, resume ele, que lembrou os sete casos registrados no Estado ao longo de 2019.

No final de sua palestra, Roberto Sá recebeu das mãos de Marcos Furtunato uma edição do livro dos 40 anos do Transcares e um Prato da Boa Lembrança, que traz a ilustração do Porto de Vitória. E antes de encerrar, o presidente do fez questão de enaltecer o trabalho da polícia capixaba.

“Quero render aqui uma homenagem à nossa polícia, talvez o órgão mais informal que conhecemos. Eles são ‘provocados’ com um telefonema apenas, respondem nossos chamados 24 horas, por 365 ou 366 dias por ano, em qualquer parte do território nacional”.

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