Trecho da entrada de Santos é interditado para obras

Motoristas que circulam pela Avenida Martins Fontes, sentido bairro/Centro, em Santos, devem considerar outras rotas. A orientação é da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que interditou a pista local da via, entre a Avenida Nossa Senhora de Fátima e a Rua Flamínio Levy, no Saboó. 

Com isso, a única opção para o motorista que vem da Zona Noroeste é o acesso pela via expressa da avenida. A mudança é por conta das obras de remodelação no sistema de drenagem e da nova etapa do projeto Nova Entrada de Santos. Esse trecho deve permanecer interditado por até sete meses.

De acordo com a Prefeitura, ontem, o tráfego era considerado normal para uma segunda-feira chuvosa. Agentes da empresa instalaram malotões de concreto, estruturas que fazem os bloqueios, e providenciaram o remanejamento de um semáforo que ficava na confluência da Avenida Nossa Senhora de Fátima com a Avenida Martins Fontes.

“Ali já é um lugar de trânsito intenso normalmente e sabemos que isso deve piorar nesse período. Portanto, nossa orientação é para quem conhece outras rotas, seja pelo morro ou por São Vicente, e puder realmente evitar o local o faça”, aconselha a diretora de Planejamento e Projetos da CET, Luciane Beck.

Ela explica ainda que quem precisa, por exemplo, chegar ao Instituto Médico Legal (IML), que fica no trecho interditado, deverá seguir por dentro do Saboó e obedecer as orientações em painéis instalados na região. Para atender aos usuários de ônibus, na via expressa será colocado um ponto na baia construída na altura da Rua São Sebastião. O ponto seguinte será em frente ao Cemitério da Filosofia.

Desassoreamento

As obras, neste primeiro trecho, que pega a via local em um sentido, devem fazer o desassoreamento e a recuperação de duas galerias antigas, instalando novos poços de visita para que a manutenção futura possa ser feita com mais facilidade. A nova calçada também deve contar com fios das redes de telecomunicações embutidos. Essa etapa ainda prevê a pavimentação da avenida e a recuperação da ponte sobre o Rio Lenheiros, que será concluída depois da finalização das obras nas quatro pistas da Martins Fontes.

O processo deve seguir de forma semelhante nas demais faixas de rodagem da via, com interdições durante as obras. A última pista, que fica próxima à linha férrea, deve ganhar uma nova galeria entre a Rua Caraguatatuba e o Rio Lenheiros. Por conta desta nova tubulação, as palmeiras que ficam no canteiro central devem ser retiradas.

Os trabalhos na Martins Fontes devem ser concluídos em dois anos e meio, quando serão iniciadas as obras para o viaduto da entrada da Cidade e a drenagem da Avenida Nossa Senhora de Fátima.

“É fato que (a obra) vai causar inconvenientes. Mas a gente precisa ter coragem para realizá-la e pensamento lá na frente para o resultado final”, diz o arquiteto Wagner Ramos, coordenador do projeto.

Alta tensão

Uma das preocupações dos moradores é com a rede de alta tensão que passa pela Martins Fontes. “Com essas obras e a instalação do viaduto, há a possibilidade de isso passar por dentro do bairro. Sabemos que é algo perigoso, que, nos locais que contam com esse tipo de rede, há um isolamento. Aqui, vai passar por cima das casas, onde crianças brincam e soltam pipa”, alerta o aposentado João Inocêncio Correia de Freitas, de 71 anos.

Ramos confirma que o sistema deve passar por dentro do bairro. “A Dersa apontou que não há como manter da forma que está. A CPFL vai remanejar os postes e a empresa garante a questão da segurança”, afirma.

 

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