Cidades mais populosas de São Paulo repetem problemas de mobilidade da capital

A rotina começa às seis da manhã. E o percurso de casa até o centro de São Paulo é longo. São quase 40 quilômetros entre a Vila Roschel, no extremo sul da cidade, ao centro, onde Manoel Nascimento procura emprego. A CBN acompanhou a difícil dinâmica dentro do transporte público, que incluí viagem de metrô, trem e ônibus. E essa viagem seria um pouco mais fácil se Manoel não fosse cego:

“A pessoa me vê com a bengala, vê você me conduzindo, mas a maldita pressa faz com que elas passem por onde tem um idoso, por onde tem um deficiente”, desabafou Manoel. 

Uma pesquisa do IBOPE mostra que o tempo médio dispensado no trânsito diariamente na capital é de mais de três horas. O cenário se repete nas cidades mais populosas de São Paulo, como Campinas, São José dos Campos e Ribeirão Preto. Obviamente, numa proporção menor. 

Nenhuma das três cidades tem metrô ou trem. O investimento do estado nelas foi basicamente em corredores de ônibus. Nos últimos quatro anos, por exemplo, o governo de São Paulo investiu quase 960 milhões de reais em corredores na Baixada Santista, em Guarulhos, na capital e na região metropolitana. Para o professor em Logística e Transporte da Unicamp Orlando Fontes Lima Júnior, a preocupação não deveria se resumir a investimentos em ônibus.

“O governo do estado tem o papel de colocar sistemas de alta capacidade. Campinas já passou da hora de ter um metrô. E trens de longa distância, por exemplo, o trem parador da CPTM, que vai ate Jundiaí, entender até Campinas, e um trem até são José dos Campos.”

Na capital e região metropolitana, o estado vai usar mais de 20 bilhões de reais para concluir cinco linhas do Metrô e da CPTM ainda pendentes.

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