Para economista, Mercosul chega aos 30 anos com Brasil distante e comércio enfraquecido

Na avaliação do economista Luciano Wexell Severo, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) vive um dos piores momentos de seus 30 anos de existência, em razão das trocas comerciais em queda dentro do bloco e também por causa do afastamento do Brasil do papel de líder do grupo.

— O que o Brasil exporta para a Argentina, o Paraguai e o Uruguai são majoritariamente produtos industrializados. Quando esse cai, como agora, nós perdemos renda, emprego, , ciência, tecnologia. Mesmo assim, não temos visto o governo se mobilizar para devolver o protagonismo ao Mercosul — diz Severo, que é professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e coordenador do Observatório da Integração Econômica da América do Sul.

O 30º aniversário do Mercosul será celebrado nesta sexta-feira (26). O bloco nasceu em 26 de março de 1991, quando os presidentes Fernando Collor (Brasil), Carlos Menem (Argentina), Luis Lacalle (Uruguai) e Andrés Rodríguez (Paraguai) assinaram o Tratado de Assunção.

Severo afirma que os brasileiros em geral ainda ignoram a existência do Mercosul:

— Como os cidadãos não enxergam a relevância do Mercosul, não cobram dos seus representantes políticos que atuem a favor da integração. A própria classe dirigente tem uma visão incompleta da relevância do Mercosul para o Brasil.

Leia, aqui, trechos da entrevista concedida por Severo à Agência Senado.

Fonte: Agência Senado

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