A economia brasileira caiu 0,2% em dezembro de 2025, fechando o ano com aumento acumulado de 2,5%, segundo dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), indicador do BC (Banco Central), conhecido por antecipar o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Em 2024, o indicador havia avançado 3,7%.
O que aconteceu
Atividade econômica nacional cresceu 2,5% em 2025. Após encolher nos meses de setembro e outubro e avançar em novembro, a prévia do PIB voltou a recuar em dezembro, cedendo 0,2%. Com essa variação mensal, fechou o ano com crescimento inferior ao apurado em 2024, que foi de 3,7%.
Indicador atingiu níveis recordes em 2025. Com a perda de ritmo da atividade econômica nacional nos últimos meses do ano, o IBC-Br fechou dezembro em 109,1 pontos, abaixo do pico, de 110,4 pontos, atingido em abril do ano passado. No acumulado em 12 meses até novembro, a alta era de 2,39%, conforme os dados do BC.
Desempenho mensal em dezembro ante novembro mostrou desaceleração. Na série com ajuste sazonal, o indicador teve variações de 2,3% na agropecuária, de 0,3% na indústria e de menos 0,3% em serviços.
Agronegócio foi destaque da economia. Separando por ramos de atividade, o IBC-Br apurou, em 2025, aumento de 1,5% na indústria, de 2,1% nos serviços e, grande destaque do ano, de 13,1% na agropecuária, segundo dados do Banco Central.
“No caso do agro, a forte expansão da produção de grãos da safra 2024/25 foi favorecida pelas condições climáticas e pelo aumento das exportações. Já o setor de serviços exibiu crescimento robusto, puxado sobretudo por serviços empresariais, transportes e comércio. Esse desempenho refletiu o avanço da renda das famílias, em grande medida devido ao mercado de trabalho aquecido, além da maior digitalização da economia.” – Rafael Perez, economista da Suno Research
Excluindo o agronegócio, IBC-BR teria sido de 1,8%. No levantamento de dezembro, o Banco Central apurou que o desempenho da economia brasileira teria sido sete pontos percentuais mais fraco se excluindo o resultado da atividade do campo.
“O setor primário destacou-se em 2025, com salto de 13,1% em função da safra recorde de grãos, enquanto o setor de serviços permaneceu em trajetória de crescimento sólido, embora com perda de fôlego ao longo do segundo semestre do ano passado. No campo negativo, a indústria teve o terceiro declínio consecutivo na base trimestral.” – Rodolfo Margato, economista da XP
O que é o IBC-Br
Indicador é calculado a partir de uma base similar à do IBGE. Com divulgações mensais, a coleta de dados do Banco Central é classificada como a “prévia do PIB” por antecipar o andamento da atividade econômica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresenta os dados sobre o desempenho da economia apenas a cada período de três meses.
Resultado do terceiro trimestre teve diferença expressiva. Os dados oficiais do IBGE mostraram que o PIB brasileiro permaneceu estável e avançou 0,1% entre os meses de julho e setembro, na comparação com os três meses anteriores. No IBC-Br, foi contabilizado um recuo de 0,9% da atividade econômica no mesmo intervalo. Ambos os resultados ainda podem ser atualizados.


