RioGaleão avança no setor de cargas

Fonte: Valor
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Fehring, diretor da RioGaleão, planeja um “condomínio logístico” contíguo ao aeroporto para
exportadores e importadores — Foto: Leo Pinheiro/Valor

Concessionária inaugura primeira fase de condomínio de armazéns operados por terceiros

O Rio pode ganhar espaço no mercado de logística de cargas internacionais, hoje dominado pelo aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A concessionária do Aeroporto Internacional Tom Jobim, a RioGaleão, inaugurou nesta semana o primeiro armazém operado por terceiros e já tem contratos assinados para a construção de outros dois. O lançamento é a pedra fundamental para a criação de um “condomínio logístico”, um complexo de galpões contíguo ao aeroporto com facilidades para atrair importadores e exportadores.

Batizada de RioGaleãoLog, a nova estrutura tem 8 mil m2 e fica dentro do Terminal de Cargas do Galeão, com acesso direto à pista. O galpão estava abandonado e, em 2014, por ocasião da concessão do aeroporto, passou ao controle da RioGaleão. A reforma custou R$ 15 milhões, desembolsados pela concessionária, controlada pela Changi Airports, administradora do aeroporto de Cingapura.

O diretor de negócios aéreos da RioGaleão, Patrick Fehring, diz que esse primeiro empreendimento é uma espécie de incubadora do que vem pela frente para consolidar o aeroporto como alternativa logística. O investimento próprio não deve se repetir: o plano prevê que os demais armazéns sejam construídos pelos operadores. Ao fim de 2022, a empresa planeja ter, ao menos, 88 mil m2 de área construída com essa finalidade dentro do sítio aeroportuário, incluindo espaços fora do terminal de cargas.

O armazém inaugurado está dividido em quatro módulos. Um ocupado pela AGS Holding, que tem como atividade principal a exportação de frutas. O segundo é operado pela Modern Logistics, focada no transporte de produtos de alto valor agregado, como eletro-eletrônicos. Para os demais módulos há conversas com quatro empresas, em negócios que podem ser fechados ainda neste ano.

O próximo passo da RioGaleão é viabilizar a construção de um armazém maior, de 50 mil m2, com investimento direto da empresa de logística BZLog, que atua com fundo de investimentos não revelado.

A BZLog terá contrato de cessão com prazo de 30 anos. A modalidade é análoga a um aluguel, mas com adaptações legais a ativos concedidos pela União, como é o terreno em questão. A RioGaleão vai disponibilizar a área em janeiro de 2020 e a operação deve começar em meados de 2021, segundo o diretor comercial da concessionária, Leandro Dantas.

Uma terceira área, de 30 mil m2, também é alvo de contrato com o mesmo modelo, mas a RioGaleão não revela o nome do investidor. O plano é que este armazém entre em operação entre o fim de 2021 e início de 2022. Além desses três espaços haveria, ainda, conversas iniciais para novas construções.
Fehring, da RioGaleão, afirma que esse tipo de condomínio logístico integrado é pioneiro no Brasil. Em geral, transportadores e integradores logísticos mantém armazéns próximos, mas não dentro do espaço aeroportuário, disse.

Para as cargas que já vêm para o Rio, a iniciativa diminui o risco de roubo e traz o fim dos chamados “trechos mortos” - quando uma carga internacional é armazenada longe do aeroporto e volta dias depois para ser redistribuída pelo país. “É redução de tempo e de custo”, diz Fehring sobre cargas que poderão ser embaladas e etiquetadas no aeroporto antes de serem enviadas ao destino final. Grandes grupos que armazenam fora do Rio terão opção no Estado, diz o executivo. Ele cita a Zara, que importa 70% de sua carga via Galeão, mas armazena tudo em São Paulo.

“Viracopos sempre vai ter um peso maior porque muitas indústrias se instalaram nos arredores. Mas com os benefícios que teremos aqui, vamos poder começar a competir”, afirma Fehring. Além de carga, a RioGaleão planeja atrair oficinas de manutenção de aeronaves. Só a TAP mantém esse serviço no aeroporto.
Os contratos entre a RioGaleão e terceiros podem ter prazo de até 30 anos, tempo além da concessão, que vai até 2039. O formato, segundo executivos da concessionária, tem sido fundamental para atrair investidores que vão construir os novos galpões, pois propicia tempo de retorno adequado.

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