Transporte sustentável é meta global

Fonte: CNT
Sustentabilidade

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Primeiro dia do Workshop Internacional sobre Iniciativas de Frete Verde apresenta
iniciativas e experiências bem-sucedidas em prol da sustentabilidade do setor

Um verdadeiro intercâmbio de conhecimentos sobre tecnologias limpas, boas práticas e capacitação profissional em prol do meio ambiente. Esse é o espírito do Workshop Internacional sobre Iniciativas de Frete Verde, promovido pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e pelo SEST SENAT nos dias 18 e 19 de novembro, em Brasília. Além das entidades, participam do evento especialistas estrangeiros com uma forte bagagem em experiências bem-sucedidas em prol da sustentabilidade.

Os esforços são ambiciosos para o Brasil, cuja matriz transportada é eminentemente rodoviária, como bem frisou o presidente da CNT, Vander Costa, em sua fala. “Temos como grande desafio cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris e, para isso, é fundamental unir esforços na busca de tecnologias inovadoras e melhorias de gestão e de consumo”, destacou o presidente.

Vander Costa lembrou aos presentes o pioneirismo do Despoluir, o maior programa ambiental do transporte no Brasil, lançado pelo Sistema CNT em 2007. Desde então, o Despoluir promove extensivamente avaliações veiculares, treinamentos para os transportadores e a publicação de estudos temáticos. Em sua fala, o presidente aproveitou para defender o investimento público em infraestrutura rodoviária e a implantação de um programa nacional de renovação da frota de caminhões.

“No Brasil, a idade média dos caminhões é de 12 anos, mas esse número cresce muito entre os caminhoneiros autônomos, chegando a 17 anos. Algumas categorias de caminhão ultrapassam os 24 anos de uso”, observou. “Com os avanços da indústria automobilística, e quando já falamos em veículos autônomos, não é razoável permitir que caminhões tão antigos ainda circulem e poluam as rodovias do país”, concluiu.

Na ocasião, o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, ressaltou o papel do setor transportador como indutor de boas políticas e elogiou o nível técnico dos palestrantes. “Hoje, estamos na companhia de parceiros internacionais com larga experiência, com o objetivo de aprender e também compartilhar. Esse é um tema muito precioso para o Sistema CNT e esperamos que essa experiência contribua para um transporte mais sustentável”, afirmou.

Ainda na abertura, a diretora executiva Nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou uma síntese do trabalho realizado pelo Sistema e fez votos de que o conhecimento teórico possa ser aplicado empiricamente em curto prazo. “Que possamos compartilhar conhecimentos, desenvolver novas habilidades e, mais do que isso, colocá-las em prática para que o Brasil consiga dar seguimento aos compromissos em sustentabilidade já firmados. Que possamos implementar todos os temas aqui desenvolvidos”, incitou.

Neste primeiro dia de evento, palestraram nomes de peso. No painel “Tendências globais, desafios e oportunidades para o transporte sustentável”, o professor Alan McKinnon, da Universidade de Logística de Kühne (Alemanha), falou sobre a importância da “descarbonização” para o enfrentamento da emergência climática. Catalina Etcheverry, da Coligação Clima e Ar Limpo da Organização das Nações Unidas (ONU), ponderou que a luta contra o aquecimento global deve começar pelo aperfeiçoamento dos veículos pesados. Já Rachel Muncrief, vice-diretora do ICCT (Conselho Internacional de Transporte Limpo), acrescentou que a eletrificação da frota é um passo imprescindível, ainda que o custo seja elevado. O debate foi moderado pela coordenadora de projetos especiais da CNT, Érica Marcos.

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