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Metodologias Ágeis na Tesouraria

por | set 30, 2022 | Artigos, Núcleo Espirito Santo

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Resumo

Pagar um frete através de “carta-frete” é coisa do passado. A verdade é que todo o mundo modernizou e não pode ser diferente no mercado de transporte de cargas.

Palavras-chave: integração, automação, API, remessa, retorno, tesouraria

Introdução

Toda empresa se constitui para fazer o dinheiro do capital social se movimentar, se possível, na tendência de se gerar lucro, é claro. Outro ponto interessante é quanto tempo esse dinheiro precisará se movimentar para gerar os primeiros lucros. Os investidores preferem que seja no menor prazo possível.

O setor de transporte tem suas particularidades e por isso é importante o movimento desse dinheiro de forma ágil, eficiente e com resultado superavitário.

O Método

Já houve momentos que os transportes eram quitados somente utilizando dinheiro em espécie. Mas outras práticas surgiram, como a “carta-frete” que possibilitava o transportador a trocar aquele “simples” papel assinado em combustível. Recentemente, as transações eletrônicas têm sido utilizadas até mesmo por uma exigência legal.

Hoje, já é possível desenvolver processos completos de tesouraria dentro dos próprios sistemas de gestão chamados de TMS1, com controles precisos e confiáveis.

É incrível pensar que toda as transações financeiras eletrônicas começaram a surgir apenas em 1983, quando o Banco da Escócia se tornou o pioneiro, ou seja, é algo novo e em evolução. É só ver quanto o PIX revolucionou e tem revolucionado especificamente essa questão de pagar e receber um frete, dando ao transportador a possibilidade de execução durante 24h por dia e em 7 dias na semana, ou seja, full time.

O Processo Financeiro

No Transporte, temos um processo simples no desenho, mas que pode ser um grande embaraço caso não esteja bem estruturado ou extremamente trabalhoso se não for todo conectado.

Para aquelas empresas que ainda tem seus processos muito manuais, esse pode ser bem moroso e com margem para falhas nos inputs das informações. Já para as que tem uma integração refinada, cada etapa é muito bem estruturada, ágil e com grande acurácia.

O Pagamento do Frete

As empresas que ainda executam o pagamento do frete de forma muito manual, além das falhas gerenciais, correm grandes riscos de infringir a normativa da ANTT2 descrita na Resolução 3.658, de abril de 2011, cuja multa pode variar entre R$550,00 e R$10.500,00.

Já as que possuem integrações, tem controles gerenciais melhores aliados ao atendimento legal quanto ao pagamento eletrônico do frete ser através das IPEFs3 ou de Bancos.

Essas integrações de pagamento podem ocorrer ao menos de duas formas. Através da troca de arquivos de remessa e de retorno ou de APIs4.

Troca de arquivos de remessa e de retorno: Essa modalidade consiste na geração de um arquivo extraído do sistema gerencial e que possui em seu conteúdo a descrição detalhada de todas as transações financeiras que precisam ser realizadas. Esse arquivo então é enviado (upload) para a instituição responsável por executar a transação financeira, por isso se chama de arquivo remessa. A instituição financeira recebe esse arquivo e realiza o processamento de cada uma das informações contidas nele. Depois de concluído, é gerado um outro arquivo contendo o status de cada uma das transações, ou seja, se elas foram executadas com êxito ou não, por isso se chama de arquivo de retorno. O arquivo de retorno é baixado (download) e processado no sistema gerencial para que cada pagamento solicitado tenha o seu processo concluído.

APIs: Faz com que o sistema gerencial “converse” diretamente com a instituição financeira, ou seja, não há a interface através do upload e download de arquivos gerados por um determinado usuário. Com a utilização de uma API é possível acompanhar a evolução dos pagamentos de forma praticamente instantânea.

Considerações Finais

A techfin5 Accesstage afirma que a integração ou automação financeira é capaz de reduzir entre 30% e 40% os erros no tráfego de documentos, aumentar 61% a rapidez do tempo de resposta da equipe e reduzir ao menos 35% no uso de papel.

É possível afirmar que essa integração elevará a competividade das Transportadoras que a adotarem, transformando-as em potências tecnológicas e financeiras.

Por: Filipe Cortes Teixeira – COMJOVEM Espírito Santo