Litoral do Paraná terá novas rodovias de acesso para facilitar a vida dos motoristas. Projeto divide região em três lotes

por | fev 6, 2025 | Notícias, Outros

Fonte: Click Petróleo e Gás (05/02/2025)
Divulgação
Chapéu: RODOVIAS
Governo lança estudo para um complexo rodoviário de 151 km no litoral, com o objetivo de otimizar a mobilidade e a logística na região. O projeto, que conta com três trechos, busca reduzir congestionamentos e fortalecer o turismo e o transporte de cargas.

No cenário das grandes obras de infraestrutura, projetos ambiciosos frequentemente prometem transformar a mobilidade e o desenvolvimento regional.

Recentemente, uma iniciativa no Paraná tem chamado a atenção por sua magnitude e potencial impacto no litoral do estado.

Embora ainda em fase de estudos, as expectativas são altas para as mudanças que podem surgir.

A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) avança com o projeto de um complexo rodoviário de 151 quilômetros, visando melhorar o acesso aos portos de Antonina e Paranaguá, bem como integrar a malha viária do estado com Santa Catarina e São Paulo.

O primeiro passo para a implantação desse sistema será a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Socioeconômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J), cujo processo de seleção de empresas já está em andamento.

Divisão dos trechos das rodovias no litoral

O complexo rodoviário será dividido em três segmentos, cada um desempenhando um papel fundamental para a otimização do trânsito e melhoria do transporte de cargas e passageiros:

Trecho 1: Conectará a BR-277 (Marta) à BR-116 (Alpino), com 55 quilômetros de extensão, incluindo um novo acesso de 10 quilômetros ao Porto de Antonina.

Trecho 2: Focará na conexão entre a BR-277 (Marta) e a BR-376, na divisa com Santa Catarina, abrangendo 62 quilômetros.

Trecho 3: Criará um elo entre o Trecho 2 e a PR-508, contornando a parte norte da Baía de Guaratuba, totalizando 24 quilômetros.

Fases do estudo

O EVTEA-J será conduzido em duas etapas distintas:

Fase preliminar: Envolve estudos ambientais; de tráfego; geológicos/geotécnicos; socioeconômicos e de traçado.

Fase executiva: Compreende a análise técnica das alternativas; definição e cálculo de custos e benefícios; comparação entre custos e vantagens, além da elaboração de matrizes de risco e recomendações finais.

Investimento e prazo

O investimento previsto para a elaboração do estudo é de aproximadamente R$ 4,16 milhões, com um prazo de execução de 15 meses a partir da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço.

Impactos e benefícios esperados

Segundo a SEIL, a implantação das novas rodovias visa não apenas melhorar o fluxo logístico dos portos paranaenses, mas também facilitar o deslocamento de turistas, especialmente na alta temporada.

O projeto também promete reduzir os congestionamentos e minimizar o impacto ambiental do tráfego rodoviário excessivo na região.

Nos últimos anos, bloqueios simultâneos em rodovias como a BR-376, BR-277 e PR-410, devido a fortes chuvas e deslizamentos, causaram transtornos significativos para moradores e transportadores de cargas.

A nova infraestrutura pretende oferecer rotas alternativas seguras, evitando que situações semelhantes voltem a isolar o litoral paranaense.

Participação pública e sustentabilidade

A SEIL reforçou o compromisso de ouvir a população e os diversos setores envolvidos, incluindo transportadores, ambientalistas e gestores municipais.

A integração com projetos em andamento, como a construção da Ponte de Guaratuba, também será considerada para garantir uma solução de mobilidade eficiente e ambientalmente equilibrada.

Próximos passos para as rodovias no litoral

Após a conclusão dos estudos, o Governo do Paraná avaliará, juntamente com a sociedade, a viabilidade de implantação do complexo rodoviário na totalidade ou parcialmente.

A SEIL continuará acompanhando todas as etapas do processo, garantindo que a execução do contrato siga os padrões técnicos e regulatórios estabelecidos.

O projeto representa uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento do litoral paranaense, buscando equilibrar progresso econômico, mobilidade e sustentabilidade.

Se implementado conforme planejado, pode se tornar um marco na infraestrutura do estado.