Participe do Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM que acontecerá no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP)

Participe do Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM que acontecerá no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP)

O tradicional encontro do Transporte Rodoviário de Cargas reunirá empresários, executivos e lideranças de todo o Brasil

A NTC&Logística abriu as inscrições para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística), um especial encontro de aprendizado e expansão de conhecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro. A edição deste ano será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2026, no Mavsa Resort Convention SPA, em Cesário Lange (SP).

Promovido anualmente pela NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, o Congresso consolidou-se como um importante ambiente de integração, desenvolvimento profissional, networking e fortalecimento do associativismo. Durante os quatro dias de evento, empresários, executivos, sucessores, lideranças sindicais e representantes do setor de todo o país terão a oportunidade de compartilhar experiências, ampliar relacionamentos e debater os desafios e as oportunidades que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação será voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos, reunindo conteúdos relevantes para a gestão das empresas, inovação, sucessão empresarial e temas estratégicos para o setor. Além das atividades técnicas, os participantes poderão desfrutar da estrutura do Mavsa Resort Convention SPA, reconhecido pela excelência em hospedagem, lazer e infraestrutura para eventos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Congresso representa um momento significativo do calendário institucional da entidade.

“O Congresso NTC 2026 e o Encontro Nacional COMJOVEM representam a força da renovação do nosso setor e a importância de prepararmos as lideranças que darão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas. É um ambiente de aprendizado, integração e construção de ideias, onde empresários de todas as regiões do país se encontram para fortalecer o associativismo e contribuir para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Tenho a convicção de que esta será mais uma edição de grande sucesso.”

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, destaca que o encontro é uma oportunidade única para fortalecer conexões e incentivar o protagonismo dos jovens empresários.

“Este evento é o momento em que conseguimos reunir lideranças de todas as regiões do Brasil para compartilhar experiências, ampliar conhecimentos e fortalecer os laços que unem o nosso setor. É um ambiente de muito aprendizado, relacionamento e inspiração para quem acredita no futuro do transporte de cargas. Convido todos os integrantes da COMJOVEM e empresários do TRC a estarem conosco nesta edição, que está sendo preparada com muito cuidado para proporcionar uma experiência inesquecível.”

As reservas de hospedagem poderão ser realizadas até o dia 25 de outubro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes no cartão de crédito. Após essa data, as novas reservas estarão sujeitas à disponibilidade e deverão ser pagas integralmente no ato da confirmação.

Para realizar a reserva, basta informar o nome do evento e entrar em contato diretamente com o Mavsa Resort Convention SPA pelos seguintes canais:

l  WhatsApp: (15) 99103-0899

l  E-mail: comercial@mavsaresort.com.br

A NTC&Logística convida empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil a participarem de mais uma edição do Congresso NTC – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo portal da entidade, clicando aqui.

Patrocínio

I FENATRAN

I GEOTAB

I MERCEDES-BENZ

I TGID

I TRANSPOCRED

I TRUCKPAG

Apoios Institucionais

l  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l  Braspress

Inscrições abertas para o Comitê de Mercado e Tarifas da NTC&Logística

Inscrições abertas para o Comitê de Mercado e Tarifas da NTC&Logística

Iniciativa cria um novo espaço de participação para troca de experiências e desenvolvimento de boas práticas voltadas ao mercado do Transporte Rodoviário de Cargas

A NTC&Logística está convidando suas empresas e entidades associadas a participarem do Comitê de Mercado e Tarifas, iniciativa criada para ampliar as discussões sobre questões mercadológicas que fazem parte da realidade do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

A criação do Comitê teve como base as discussões e informações apresentadas no CONET&Intersindical, um dos principais fóruns técnicos da NTC&Logística para análise do mercado do TRC. A nova estrutura servirá também como apoio ao trabalho desenvolvido no CONET, contribuindo para ampliar a participação das empresas, aprofundar as análises sobre o mercado e incorporar às discussões a experiência de quem atua diretamente na atividade transportadora.

O Comitê será um espaço dedicado ao desenvolvimento de boas práticas e ao fortalecimento da gestão de custos, preços, tarifas e comercialização dos serviços de transporte, com atenção especial às operações de cargas do tipo lotação ou fechada.

A proposta é aproximar empresas e profissionais que atuam diretamente nessas áreas, possibilitando o compartilhamento de experiências e a discussão de temas que contribuam para aprimorar práticas comerciais e de gestão no setor.

Neste primeiro momento, a NTC&Logística está realizando um levantamento para identificar as empresas e entidades associadas interessadas em integrar o Comitê de Mercado e Tarifas.

As associadas interessadas devem preencher o formulário indicando os dados do representante que participará das atividades e discussões do Comitê.

Participe do Comitê de Mercado e Tarifas da NTC&Logística.

Preencha o formulário de interesse: https://forms.gle/3xeENNbyPLo5Lay78

A participação das empresas será fundamental para a construção das atividades do Comitê e para o desenvolvimento de uma agenda alinhada às demandas e aos desafios enfrentados pelo Transporte Rodoviário de Cargas.

SEST SENAT completa 33 anos com 176 Unidades e mais de 21 milhões de atendimentos

SEST SENAT completa 33 anos com 176 Unidades e mais de 21 milhões de atendimentos

Rede presente em todas as regiões do país oferece serviços de saúde, educação profissional, esporte e lazer para trabalhadores do transporte, seus dependentes e a comunidade

O SEST SENAT completa 33 anos nesta segunda-feira (14), com uma rede de 176 Unidades Operacionais distribuídas por todas as regiões do país. Em 2025, a instituição registrou mais de 21 milhões de atendimentos, crescimento de 24,61% em relação ao ano anterior. Desse total, mais de 11 milhões foram realizados nas áreas de saúde e qualidade de vida, enquanto mais de 10 milhões estiveram relacionados ao desenvolvimento profissional.

A presença em diferentes territórios permite ampliar o acesso a serviços de saúde, qualificação profissional, esporte e lazer. Em municípios menores, a instalação de uma Unidade também contribui para ampliar a oferta de serviços e cursos, e para formar profissionais alinhados às necessidades das empresas e do mercado de trabalho local.

A capilaridade é uma das principais características da rede do SEST SENAT. As Unidades estão distribuídas por municípios de diferentes portes e regiões, aproximando os serviços dos trabalhadores do transporte, de seus dependentes e da comunidade.

Em 2025, foram inauguradas sete Unidades Operacionais: Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste, em Mato Grosso; Muriaé, em Minas Gerais; Guarapuava, no Paraná; Ijuí e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e Porto Velho, em Rondônia. Em 2026, até o momento, outras quatro Unidades foram inauguradas: Três Barras e Tubarão, em Santa Catarina; Aracaju, em Sergipe, e Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul.

A expansão segue o plano de crescimento e melhoria da rede física do SEST SENAT, que busca levar os serviços da instituição a novas localidades e, ao mesmo tempo, fortalecer a estrutura já existente.

“As nossas Unidades seguem um padrão de atendimento e estrutura, contribuindo para o desenvolvimento das regiões onde estão instaladas. Queremos continuar levando serviços de qualidade aos profissionais do transporte e contribuindo para o fortalecimento do setor”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.

Saúde, esporte e qualidade de vida

A rede oferece serviços de odontologia, fisioterapia, psicologia, nutrição e radiologia, além de atividades esportivas e de lazer. Em 2025, foram mais de 11 milhões de atendimentos relacionados à assistência e à promoção da saúde, à prevenção de doenças, ao esporte, ao lazer e à qualidade de vida.

O resultado representa crescimento de 25% em relação a 2024. A odontologia presencial registrou mais de 2,2 milhões de atendimentos, alta de 18,9%, enquanto a fisioterapia chegou a mais de 1,3 milhão, crescimento de 23,02%. Na radiologia, foram cerca de 88 mil atendimentos, alta de 77,2%. A psicologia contabilizou mais de 440 mil atendimentos, crescimento de 29,1%, e a nutrição teve pouco mais de 273 mil, alta de 19,8%.

Em localidades onde há menos opções de atendimento, a presença de uma Unidade amplia o acesso a esses serviços para trabalhadores do transporte, seus dependentes e a comunidade.

“Cuidar da saúde dos trabalhadores do transporte é também contribuir para a qualidade e a continuidade da atividade. Em muitos municípios, especialmente nos menores, o SEST SENAT é um dos poucos locais que oferecem serviços de saúde, esporte, lazer e qualidade de vida. Quando uma Unidade chega a uma região, esses atendimentos passam a estar mais próximos das pessoas e contribuem para o desenvolvimento local”, afirma Nicole Goulart, diretora-executiva nacional do SEST SENAT.

A atuação das Unidades também inclui iniciativas esportivas. Em Taubaté (SP), o Polo Olímpico Esportivo do SEST SENAT atende mais de 200 alunos nas modalidades de taekwondo e judô. Em agosto de 2026, duas atletas do projeto conquistaram medalhas no Campeonato da Federação Brasileira de Taekwondo, realizado em Brasília.

Larissa Torino, de 13 anos, conquistou o ouro na categoria cadete, faixa preta, até 55 kg. Laryssa Alexandra, de 18 anos, ficou com a prata na categoria adulto, faixa colorida, até 57 kg. Larissa integra a equipe do SEST SENAT Taubaté desde 2024 e, em 2026, tornou-se titular da Seleção Brasileira Cadete. No Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro, conquistou a medalha de bronze, a primeira medalha internacional de um atleta do SEST SENAT.

“O esporte mudou minha vida, e o SEST SENAT tem contribuído demais. Desde pequena, fui treinando, vendo minha evolução e conquistando mais títulos, o que foi me dando vontade de continuar até o final”, afirma.

Formação profissional em sintonia com o setor

A rede também amplia a oferta de cursos de formação profissional em diferentes regiões do país. Em 2025, foram mais de 751 mil matrículas presenciais e cerca de 45,4 milhões de horas de treinamento, aumento de 43,21% em relação a 2024. Na educação a distância, foram mais de 1 milhão de matrículas e mais de 22,1 milhões de horas de treinamento, alta de 29,81% na comparação com o ano anterior.

A oferta de cursos atende às necessidades das empresas do transporte e cria oportunidades de qualificação para moradores das regiões onde as unidades estão instaladas.

“Quando levamos cursos e capacitação para todo o país, contribuímos para que as empresas encontrem profissionais preparados e para que os moradores tenham acesso a novas oportunidades de trabalho. Em alguns municípios, a chegada de uma Unidade do SEST SENAT representa também a chegada de desenvolvimento profissional na região”, afirma Vinicius Ladeira, diretor-adjunto nacional do SEST SENAT.

Um exemplo desse percurso é o de Larissa de Oliveira, de 26 anos, analista de Recursos Humanos da Bel-Tour Turismo.

Larissa começou a trabalhar em um balcão de padaria. Quando encontrou uma vaga no Programa Jovem Aprendiz do SEST SENAT, manteve os dois empregos para pagar o aluguel. Após o contrato de aprendizagem, foi efetivada como auxiliar de Recursos Humanos. Em seguida, cursou Gestão de Recursos Humanos, foi promovida a assistente e chegou ao cargo de analista.

Hoje, ela gerencia os jovens aprendizes da empresa e participa de encontros promovidos pelo SEST SENAT para compartilhar sua experiência. “Poder inspirar outras pessoas é algo que me enche de orgulho”, afirma.

Serviços para todo o Brasil

Os serviços oferecidos pelo SEST SENAT são gratuitos para os trabalhadores do transporte e têm valores abaixo da média de mercado para seus dependentes e para a comunidade. A rede reúne opções de atendimento em saúde, educação profissional, esporte, lazer e qualidade de vida em unidades presentes em todas as regiões do país.

Para conhecer os serviços disponíveis, encontrar a Unidade mais próxima e consultar as opções de atendimento, acesse o site do SEST SENAT e saiba mais.

Alagoas possui as melhores rodovias do Nordeste, aponta Ranking de Competitividade dos Estados

Alagoas possui as melhores rodovias do Nordeste, aponta Ranking de Competitividade dos Estados

Alagoas atingiu a primeira posição do Nordeste no quesito de melhores rodovias no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Além disso, o estudo mostra que, na passagem de 2025 para 2026, o Estado subiu três posições na classificação nacional, ficando em sexto lugar entre as 27 unidades da Federação.

De acordo com o ranking regional, Alagoas aparece à frente do Piauí (segundo lugar no Nordeste e 8ª posição nacional), Ceará (10ª posição nacional), Sergipe (11ª posição nacional) e Bahia (16ª posição nacional).

No ranking geral, Alagoas fica atrás apenas de São Paulo, que lidera a lista, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná. Na parte de baixo da tabela, o Acre aparece em último lugar do País, seguido do Amazonas, Amapá – os três na região Norte –, Maranhão e Rio Grande do Norte, último colocado do Nordeste.

A qualidade das rodovias alagoanas é resultado do trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado nos últimos dez anos na área de infraestrutura. Somente entre maio de 2022 e 2026 – período do governo Paulo Dantas –, foram executados 2.231,84 km de rodovias, incluindo as duplicações. Para se ter uma ideia do que isso significa, as obras equivalem à distância entre a capital alagoana e Londrina, no Paraná.

Em junho deste ano, o Governo do Estado entregou a duplicação da AL-110, no trecho de 23 km que liga os municípios de Arapiraca e São Sebastião, em um investimento de R$ 93 milhões do Tesouro Estadual.

Para o governador Paulo Dantas, a obra representa um marco histórico substancial para o desenvolvimento da região, especialmente para Arapiraca.

“Todos nós sabemos que, quando Arapiraca se desenvolve, cresce e atrai empresas, empresários, indústrias e o setor produtivo, o estado de Alagoas inteiro cresce de maneira conjunta”, destacou o governador à época.

“Para termos um crescimento sustentável, com visão de futuro a longo prazo, precisamos ter uma boa infraestrutura, uma logística eficiente, escoar com eficácia a nossa produção comercial e agrícola, e viabilizar um transporte com segurança e de qualidade para toda a população”, acrescentou.

O indicador

O indicador Qualidade das Rodovias integra o pilar de Infraestrutura, um dos dez quesitos que formam o Ranking de Competitividade dos Estados do CLP. “No pilar, buscou-se compilar indicadores referentes aos principais segmentos de infraestrutura, como rodovias, energia, telecomunicações, saneamento e transporte aéreo”, explica o CLP em nota.

Além do pilar Infraestrutura, a classificação é composta por Inovação; Sustentabilidade Social; Segurança Pública; Educação; Solidez Fiscal; Eficiência da Máquina Pública; Capital Humano; Sustentabilidade Ambiental e Potencial de Mercado.

O ranking

O Ranking de Competitividade dos Estados foi concebido pelo CLP em 2011, com o desenvolvimento técnico a cargo da Economist Intelligence Unit, com o intuito de gerar diagnósticos e direcionamentos para a atuação dos líderes públicos estaduais.

Em sua concepção atual, o ranking possibilita identificar, dentro de cada um de seus 10 pilares temáticos, quais são os pontos fortes e fracos que influenciaram a classificação final do Estado em cada um dos indicadores contemplados.

“Aliado à vontade política, o Ranking de Competitividade dos Estados é uma poderosa ferramenta para balizar as ações dos governos estaduais e apoiar a elaboração de políticas baseadas em evidências. Com ele, o desafio da construção de um Estado com elevados padrões socioeconômicos se torna mais factível”, justifica o diretor-executivo do CLP, Tadeu Barros.

Ranking Nacional de Qualidade das Rodovias

1 – São Paulo (SP)

2 – Mato Grosso do Sul (MS)

3 – Rio de Janeiro (RJ)

4 – Distrito Federal (DF)

5 – Paraná (PR)

6 – Alagoas (AL)

7 – Goiás (GO)

8 – Piauí (PI)

9 – Santa Catarina (SC)

10 – Ceará (CE)

11 – Sergipe (SE)

12 – Espírito Santo (ES)

13 – Mato Grosso (MT)

14 – Minas Gerais (MG)

15 – Rondônia (RO)

16 – Bahia (BA)

17 – Rio Grande do Sul (RS)

18 – Roraima (RR)

19 – Pernambuco (PE)

20 – Paraíba (PB)

21 – Pará (PA)

22 – Tocantins (TO)

23 – Rio Grande do Norte (RN)

24 – Maranhão (MA)

25 – Amapá (AP)

26 – Amazonas (AM)

27 – Acre (AC)

Novo terminal redesenha logística da celulose no Sul do país

Novo terminal redesenha logística da celulose no Sul do país

Projeto de R$ 1,5 bilhão ligará fábrica de Barra do Ribeiro ao Porto do Rio Grande por hidrovia

A cessão de uma área de 412,5 mil metros quadrados no Porto do Rio Grande abre caminho para a implantação de uma nova estrutura de exportação de celulose no Sul do país. Projetado para receber dois navios simultaneamente, o terminal poderá atingir capacidade de 9 milhões de toneladas por ano e será conectado por hidrovia à futura fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro.

O contrato foi assinado na sexta-feira (11) e terá validade de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. A área, anteriormente ocupada pela Queiroz Galvão, deverá receber investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, segundo a Prefeitura do Rio Grande.

A CMPC é um grupo chileno de base florestal que produz celulose, papéis, embalagens e produtos de higiene. No Brasil desde 2009, a companhia já mantém uma fábrica de celulose em Guaíba (RS), com capacidade próxima de 2,4 milhões de toneladas anuais.

O novo terminal será desenvolvido pela CMPC e pela operadora portuária Neltume Ports, por meio da Terminal Rio Grande do Sul S.A. O empreendimento integra o Projeto Natureza, programa de aproximadamente R$ 27 bilhões que prevê uma fábrica de celulose, ampliação da base florestal e implantação da infraestrutura necessária ao escoamento da produção.

Dois terminais formarão corredor hidroviário

O desenho logístico prevê dois Terminais de Uso Privado (TUPs). O primeiro ficará junto à fábrica de Barra do Ribeiro e será utilizado para embarcar a celulose em barcaças. A carga seguirá pelos lagos Guaíba e dos Patos até o segundo terminal, no Porto do Rio Grande, onde será armazenada e transferida para navios de longo curso.

A operação deverá reduzir a necessidade de transporte rodoviário entre a fábrica e o porto marítimo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a expansão da CMPC deverá gerar um fluxo superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano pelos dois terminais. Os investimentos nas estruturas de Barra do Ribeiro e Rio Grande foram estimados anteriormente em R$ 1,4 bilhão.

A nova fábrica terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. Somada à unidade de Guaíba, a capacidade instalada da CMPC no Rio Grande do Sul poderá chegar a aproximadamente 4,9 milhões de toneladas por ano.

A companhia já utiliza a hidrovia para transportar celulose entre Guaíba e Rio Grande. De acordo com a própria CMPC, suas operações respondiam por aproximadamente 44% do volume movimentado por esse modal no estado quando o Projeto Natureza foi apresentado, em 2024.

9 milhões de toneladas

O terminal de Rio Grande terá dois berços, poderá operar dois navios simultaneamente e contará com capacidade de armazenagem de aproximadamente 194 mil toneladas.

Na divulgação da licença prévia, a CMPC informou que a estrutura poderia movimentar até 5 milhões de toneladas por ano. O Ministério de Portos e Aeroportos, por sua vez, projetou capacidade de até 9 milhões de toneladas anuais a partir do 11º ano de operação.

A diferença indica uma expansão gradual da instalação, embora não tenham sido detalhados o cronograma intermediário nem os investimentos necessários para alcançar a capacidade máxima. Também não foi informado se o terminal poderá atender terceiros ou movimentar cargas provenientes de outras unidades da companhia.

Mesmo na configuração de 5 milhões de toneladas, a capacidade será o dobro da produção projetada para a fábrica de Barra do Ribeiro. O dimensionamento permite acomodar o fluxo conjunto das operações gaúchas da CMPC e oferece margem para futuros aumentos de produção.

A celulose já ocupa espaço relevante na pauta do Porto do Rio Grande. De acordo com informações do porto, até setembro de 2024, o complexo havia movimentado aproximadamente 2,8 milhões de toneladas do produto, crescimento de 6,3% na comparação anual. No mesmo período, as exportações pelo porto tiveram a China como principal destino.

Dragagem permitirá receber navios maiores

O projeto prevê o aprofundamento do calado nas proximidades do terminal, de 9,5 para 12,5 metros. O investimento na dragagem do canal de acesso foi estimado em R$ 140 milhões.

A intervenção poderá ampliar o porte dos navios atendidos e produzir efeitos além da operação de celulose. Com maior profundidade, o Porto do Rio Grande poderá ganhar capacidade para receber embarcações maiores empregadas também no transporte de grãos, fertilizantes e outras cargas.

Ainda segundo dados de Rio Grande, o complexo portuário concentra a maior parte da movimentação aquaviária do Rio Grande do Sul. Entre janeiro e maio de 2025, Rio Grande movimentou 16,1 milhões de toneladas, alta de 9,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Os granéis sólidos responderam por 57,4% do total.

Projeto depende de novas licenças

O Terminal Rio Grande do Sul recebeu a licença prévia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) em junho de 2026. Essa autorização reconhece a viabilidade ambiental e permite o avanço do projeto, mas ainda não libera o início das obras. A próxima etapa é a obtenção da licença de instalação.

A cessão formalizada em setembro também é diferente do contrato de adesão do TUP anunciado pelo governo federal em janeiro. O primeiro ato assegurou a autorização para exploração do terminal privado; o mais recente garantiu a utilização da área pertencente à União.

A previsão divulgada anteriormente era concluir o terminal em meados de 2029, cerca de dois meses antes do início das operações da fábrica de Barra do Ribeiro. O cronograma dependerá do avanço do licenciamento ambiental e da execução das obras portuárias e industriais.

A expectativa é que o terminal gere mais de 1,2 mil empregos durante sua implantação. Para o Projeto Natureza como um todo, o governo federal estima aproximadamente 12 mil postos de trabalho na fase de obras e 1,5 mil após a conclusão.

Próximas concessões rodoviárias terão maior presença no Norte e Nordeste

Próximas concessões rodoviárias terão maior presença no Norte e Nordeste

A carteira de leilões rodoviários federais do próximo ano deverá ser um mix de sete projetos remanescentes do pipeline de 2026 e novas estruturações mais diversas, com contratos mais flexíveis ou enxutos e adaptados a áreas com pouca tradição de pedagiamento. Esse segundo grupo inaugura um novo ciclo de concessões rodoviárias, que se estende mais às regiões Central, Norte e Nordeste do Brasil, e carrega novas complexidades, entre elas o volume mais baixo de tráfego nas vias em comparação às rodovias repassadas à iniciativa privada nas últimas décadas.

Nessa nova etapa entram modelagens com previsão de aporte, por exemplo. Outra possibilidade é de trechos serem concedidos ainda como concessões “puras”, mas prevendo a isenção de pedágio para veículos leves. Os projetos exatos que deverão ir a leilão a partir de 2027 ainda dependem de etapas internas, mas na lista de rodovias estudadas e que podem ter pedaços ofertados no próximo ano estão, por exemplo, a BR-235, entre Maranhão e Tocantins; a BR-135/316, no Maranhão; a ligação entre o Distrito Federal e a Bahia, por meio das BR-020 e 242, e a BR-101 no Sul da Bahia.

Em comum, parte dessas rodovias passa pelo Matopiba, como é chamada a região que tem se destacado na produção agrícola e é formada pelos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia.

No Centro-Ceste, o Ministério dos Transportes estuda pelo menos duas novas concessões para o Mato Grosso. Uma daria continuidade à Rota Agro Central – que será leiloada em dezembro –, para ligar a cidade de Sapezal a Posto Gil pela BR-364. A outra possibilidade é de uma concessão da BR-070 no estado, partindo de Cuiabá até o terminal da Rumo recém-inaugurado às margens da rodovia, localizado em Dom Aquino (MT).

Na lista de possibilidades para o próximo ano, está também uma estruturação para a BR-356, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, junto da RJ-240, rota que desembocaria no Porto do Açu (RJ). Mas o trecho mais certo de ser leiloado em 2027, dentro do estado, é o da BR-393, que já foi concedida no passado com o nome de Rodovia do Aço e teve o contrato encerrado pelo governo num processo de caducidade contra a K-Infra em 2025. Nesse caso, o projeto reformulado será a estreia das chamadas “concessões inteligentes”.

Novas fórmulas

Liderando essas estruturações dentro do Ministério dos Transportes, a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, disse à Agência iNFRA que esse ciclo de projetos que estão sendo desenhados para irem a leilão a partir do próximo ano carrega um novo conceito. Embora ainda estejam previstas concessões puras, as modelagens não embutem mais um volume de Capex muito alto, especialmente porque as rodovias que tinham um volume de tráfego relevante – e que pela receita de pedágio sustentavam esses investimentos – já foram leiloadas.

Neste contexto, os projetos passam a ser modelados numa perspectiva mais flexível. Podem começar mais enxutos, sem prever intervenções para ampliação de capacidade, mas abrem espaço para que gatilhos sejam acionados e essas obras incluídas ao longo do contrato. Para pagar esses investimentos, a solução pode ser por aporte público, reajuste tarifário ou extensão do contrato – ou uma combinação dos três. “Já temos maturidade regulatória suficiente para trabalhar contratos mais flexíveis, como vemos fora do país”, afirmou Esse.

Mas há também previsão de alguns projetos já começarem com um aporte “na cabeça”. O governo deposita na conta vinculada logo no início do contrato, o concessionário executa e depois recebe os valores. É o que pode ser aplicado no caso da concessão da BR-101 no sul da Bahia. No radar, já estão outros exemplos que poderão contar com aporte, como um trecho da BR-242 entre Tocantins e Bahia –, embora outros pedaços da ligação que abrange ainda a BR-020, saindo do DF, possam ser concedidos sem essa previsão. Na BR-020, por exemplo, a avaliação é de que o volume de tráfego comporta uma concessão pura com investimentos mais robustos em duplicação.

Para esse novo ciclo, além de concessões com aporte, o Ministério dos Transportes também vislumbra a execução de PPPs (Parcerias Público-Privadas), contratos que dependeriam de uma contraprestação do poder público. Para avançar nisso, contudo, o governo ainda depende da estruturação de um modelo garantidor dessas parcelas, o que vem sendo discutido junto ao FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável) e ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Isenção para carros

A formulação de projetos para regiões com pouca tradição de rodovias pedagiadas também prevê a possibilidade de novas concessões não cobrarem tarifa de veículos leves – política que hoje se restringe às motocicletas. Em novos projetos, especialmente os dedicados às regiões Norte e Nordeste, a isenção se estenderia aos carros de passeio.

Viviane Esse argumentou que o plano se insere numa política já adotada na pasta de trabalhar concessões adequadas à realidade econômica das regiões. Isso foi refletido, segundo ela, na Rota dos Sertões, projeto de 502 quilômetros das BRs 116 e 324, entre Salgueiro (PE) e Feira de Santana (BA), leiloado em maio, que apresentou uma média tarifária bem abaixo de concessões localizadas em outras regiões: de R$ 12,00 a cada 100 quilômetros na pista simples para R$ 8,00.

“O Brasil é diverso, não faz sentido nenhum a gente modelar igual. Se modelar igual, eu estarei muito limitada a uma realidade econômica”, disse a secretária.

Resistência

Mas a política não deve avançar sem alguma resistência do segmento logístico, que vê nessa configuração uma transferência injusta de custo para o transporte de carga. A insatisfação se soma às críticas feitas a uma mudança recente dos projetos de concessão, que já está rodando. O governo, junto da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), alterou a metodologia do multiplicador de tarifa, reduzindo o valor cobrado de veículos leves e ampliando o peso tarifário sobre caminhões, sem alterar as estimativas de arrecadação com a concessão ao longo do contrato. A principal mudança foi a revisão da relação leve/pesado da tarifa-base para veículos de dois eixos, que passou de 1:2 para 1:3.

Se a isenção para veículos leves for levada adiante nas futuras concessões, parte do setor já promete se mobilizar contra. É o caso da ANUT (Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga). “Quando tira o carro de passeio, o que [o governo] está fazendo? Aumentando o custo para o caminhão pagar por toda a recuperação da via. Essa é uma contribuição que deveria ser de todos que estão deteriorando a via”, disse à reportagem o presidente-executivo da ANUT, Luis Henrique Teixeira Baldez, que reforçou também a objeção ao novo multiplicador tarifário.

No ministério, a defesa do modelo que redistribui os custos do pedágio parte do entendimento de que os veículos leves geram um desgaste no pavimento muito inferior aos veículos de carga. Nesta perspectiva, não faria sentido que carros de passeio subsidiassem a categoria de transportadores, que, por sua vez, repassam a despesa do pedágio ao frete. Outro argumento levantado é de que rodovias concedidas, ao melhorarem a condição da via, reduzem o custo logístico de forma significativa, compensando esses valores.