Encontro abordou questões que impactam diretamente a segurança e a eficiência do setor de transporte rodoviário de cargas
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs) promoveu, nesta segunda-feira (12), o Fórum de Transporte e Logística do Rio Grande do Sul, como parte do movimento Cumpra-se a Lei, que reúne autoridades para debater sobre a legislação no transporte rodoviário de cargas. O encontro, na sede da entidade, em Porto Alegre, reuniu autoridades, empresários e lideranças de diferentes setores da economia para discutir desafios críticos que impactam diretamente a operação do transporte rodoviário de cargas.
Um dos temas discutidos no fórum foi o impacto da Lei do Motorista, que determina o cumprimento obrigatório de 11 horas de descanso por parte dos condutores profissionais. Outras pautas abordaram a necessidade de infraestrutura das estradas para garantir segurança em paradas noturnas, além das responsabilidades dos embarcadores e destinatários no cumprimento da legislação. Todas as questões que impactam diretamente a segurança e a eficiência do setor de transporte rodoviário de cargas, conforme o presidente do Setcergs, Delmar Albarello.
“Hoje, enfrentamos dificuldades quase insustentáveis para trabalhar. A lei das 11 horas é um bom exemplo disso. Estamos cumprindo a legislação, mas todos os atores precisam ser responsabilizados, desde os embarcadores até os destinatários, e não apenas o transportador, que está exposto nas estradas”, destacou.
Albarello defende a “necessidade urgente de unir todos os setores econômicos em torno de uma pauta comum, que é garantir condições viáveis para a operação do transporte rodoviário de cargas”.
O presidente destacou ainda os efeitos práticos da lei, que muitas vezes torna inviável o cumprimento das jornadas de trabalho. “Um caminhão que entra numa indústria às 10h da manhã só é liberado às 18 horas. Depois disso, exigem que esteja em outro estado às 8h do dia seguinte. Como fazer isso respeitando as 11 horas de descanso?”, questionou Delmar. “A lei não considera o tempo perdido fora da estrada, nem dá liberdade para o motorista escolher quando e onde descansar. É uma norma leonina, que ignora a realidade da operação.”
O setor empresarial foi representado pelo presidente da Federasul, Rodrigo Fernandes. Pelo poder público, além de deputados estaduais e federais, esteve presente o governador em exercício, Gabriel Souza.
Souza, que também preside o Conselho do Plano Rio Grande, apontou os investimentos do governo do Estado em rodovias. “Só em 2024, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem investiu mais de R$ 1,7 bilhão do Tesouro do Estado em rodovias gaúchas”, completou.


