Safra 2026 alcançará 339,8 milhões de toneladas, diz IBGE

por | jan 16, 2026 | Notícias, Outros

Fonte: Jornal do Comércio – (15/01/2026)
Wenderson Araujo / Trilux/Divulgação / JC
Chapéu: SAFRA

A safra agrícola de 2026 deve totalizar 339,8 milhões de toneladas, uma queda de 1,8% em relação a 2025. O resultado equivale a 6,3 milhões de toneladas a menos. Os dados são do terceiro Prognóstico da Safra Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo prognóstico, a safra de 2026 será 1,2% maior, 4,2 milhões de toneladas. Já a safra de 2025 alcançou um recorde de 346,1 milhões de toneladas, 53,4 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 18,2%, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro. Em relação ao levantamento de novembro, houve um aumento de 0,1% na estimativa, o equivalente a 196,1 mil toneladas a mais.

A área colhida na safra agrícola de 2025 totalizou 81,6 milhões de hectares, 2,5 milhões de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 3,2%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro, divulgado pelo IBGE. Em relação ao levantamento de novembro, houve uma alta de 58,531 mil hectares na estimativa da área colhida, elevação de 0,1%.

Quanto à área a ser colhida na safra de 2026, a projeção é de 82,7 milhões de hectares, um crescimento de 1,4% em relação a 2025, ou 1,2 milhão de hectares a mais, de acordo com o terceiro Prognóstico da Safra Agrícola. As projeções apontam aumentos nas áreas do milho (2,3% ou mais 522,8 mil hectares, sendo de 9,2% ou mais 405,8 mil hectares para o milho 1ª safra e de 0,7% ou mais 117,0 mil hectares para o milho 2ª safra), soja (0,4% ou mais 208,2 mil hectares) e feijão 1ª safra (0,9% ou mais 10,7 mil hectares). Na direção oposta, a área deve ser menor para o algodão herbáceo em caroço (-5,7% ou -122,5 mil hectares) e arroz (-5,6% ou -97,9 mil hectares).

Em 2026, a área a ser colhida deve ser maior do que em 2025 no Mato Grosso (3,3%); Rio Grande do Sul (1,4%); Tocantins (1,5%); Mato Grosso do Sul (0,8%); Piauí (9,6%); Minas Gerais (1,3%); Ceará (1,1%); São Paulo (0,8%); Pará (5,2%) e Rondônia (2,6%). Há expectativa de quedas no Paraná (-0,4%); Goiás (-0,7%); Bahia (-3,5%); Maranhão (-0,1%) e Santa Catarina (-0,4%).