Integração que aproxima pessoas e mercados: ANTT fortalece diálogo com o Peru e avança na agenda do Corredor Bioceânico

por | jan 29, 2026 | Notícias, Outros

Fonte: ANTT – (28/01/2026)
Divulgação / Comunicação ANTT
Chapéu: INTERNACIONAL

Missão institucional em Lima reforça cooperação técnica, troca de boas práticas e compromisso com uma infraestrutura mais eficiente, humana e conectada às necessidades reais dos cidadãos

A integração da infraestrutura sul-americana deixou de ser apenas um conceito técnico para se tornar uma agenda concreta, com impacto direto na vida das pessoas. Foi com esse espírito que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concluiu, em Lima, no Peru, o primeiro dia de uma missão institucional estratégica voltada ao fortalecimento do diálogo regional, à troca de experiências regulatórias e à construção de caminhos mais eficientes para o desenvolvimento econômico e social. Os diretores da ANTT, Alex Azevedo e Felipe Queiroz, compõem a comitiva internacional.

No primeiro dia, a agenda constou de encontros de alto nível com instituições centrais da infraestrutura peruana, autoridades governamentais e representantes diplomáticos, em um esforço coordenado para alinhar visões, compartilhar soluções e discutir, de forma prática, como a integração logística pode gerar benefícios reais para usuários, produtores, investidores e cidadãos dos dois países.

O foco dessas reuniões foi tratar a infraestrutura como política pública que impacta vidas. A programação teve início com reunião na OSITRAN, agência responsável pela regulação e fiscalização da infraestrutura de transporte concedida no Peru. O encontro foi dedicado à troca de experiências sobre concessões, equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, fiscalização técnica e proteção dos direitos dos usuários.

A atuação da OSITRAN, marcada pela previsibilidade regulatória e pela transparência, é referência regional e dialoga diretamente com os desafios enfrentados pelo Brasil. A aproximação entre as agências contribui para ambientes mais seguros, serviços de melhor qualidade e maior confiança para quem utiliza e para quem investe na infraestrutura de transporte.

Na sequência, a delegação brasileira visitou a Autoridad Nacional de Infraestructura (ANIN), órgão responsável por planejar e executar os principais projetos estratégicos do Peru. Reconhecida por seu modelo centralizado, técnico e orientado a resultados, a ANIN atua para reduzir gargalos históricos, acelerar obras de alto impacto e garantir qualidade, transparência e controle de custos e prazos.

O diálogo permitiu aprofundar temas sensíveis e estratégicos, como governança de grandes projetos, priorização de investimentos, gestão de riscos, parcerias com o setor privado e mecanismos de financiamento. Para a ANTT, conhecer de perto esse modelo amplia o repertório institucional e fortalece a capacidade de regulação e planejamento no Brasil, sempre com foco no usuário final – aquele que depende da estrada, do porto e da logística para trabalhar, produzir e se deslocar com segurança.

Encerrando o primeiro dia, a missão foi recebida na Embaixada do Brasil em Lima, pelo embaixador Clemente de Lima Baena Soares. O encontro reforçou o papel da diplomacia na construção de pontes institucionais e no alinhamento entre políticas públicas, interesses econômicos e integração regional. A infraestrutura, nesse contexto, deixa de ser apenas obra e passa a ser estratégia de Estado, conectando países, encurtando distâncias e ampliando oportunidades para pessoas e empresas.

Para o diretor da ANTT, Felipe Queiroz, a missão já apresenta resultados concretos. “Estamos terminando o primeiro dia da missão da ANTT, em Lima, no Peru. Tivemos encontro com a agência reguladora de transportes peruana, a autoridade de investimentos e infraestrutura, além de reuniões institucionais e da agenda na embaixada. Muita coisa boa está sendo discutida”, disse.

Em sua fala, o diretor Alex Azevedo destacou o simbolismo e a dimensão estratégica da integração. “Essa integração de infraestrutura entre Brasil e Peru, com uma possível saída para o Pacífico, tem um significado enorme. As reuniões foram muito produtivas e mostram a receptividade e a seriedade com que os peruanos têm tratado os temas apresentados pela nossa delegação”, completou.

Porto de Callao: onde a integração dos modais se concretiza

A missão segue nesta terça-feira (28/1) com visita técnica ao Porto de Callao, principal porto comercial do Peru e um dos mais relevantes da costa oeste da América do Sul. A agenda tem como objetivo avaliar, na prática, a integração entre os modais de transporte, considerando que todo o transporte terrestre, ao final de sua cadeia logística, converge para o porto – ponto de conexão fundamental entre rodovias, ferrovias e o comércio internacional.

A visita permitirá compreender como a infraestrutura portuária se articula com os corredores terrestres, especialmente no contexto do Corredor Bioceânico, reforçando a importância da finalização eficiente do transporte terrestre para garantir fluidez, competitividade e redução de custos logísticos.

No Terminal Sul, operado pela DP World, a delegação acompanha um exemplo concreto de eficiência logística: o terminal superou a marca de 2 milhões de TEUs movimentados em um único ano, lidera exportações agrícolas sensíveis ao tempo e impulsionou bilhões de dólares em atividade econômica no país. Já no Terminal Norte Multipropósito, operado pela APM Terminals, o foco é entender a operação integrada de diferentes tipos de carga, que sustenta grande parte do comércio exterior peruano ao longo de todo o ano.

Infraestrutura feita de pessoas, para pessoas

Mais do que reuniões técnicas, a missão da ANTT ao Peru reafirma uma visão que se consolidou na Agência: infraestrutura só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. Cada estrada mais eficiente, cada porto mais integrado e cada contrato bem regulado representam menos custos, mais segurança, mais empregos e mais desenvolvimento.

Ao fortalecer o diálogo internacional e aprender com experiências bem-sucedidas, a ANTT avança no compromisso de construir uma regulação moderna, humana e acessível, capaz de conectar o Brasil ao futuro – e, sobretudo, às pessoas que fazem o país se mover.