Apesar da queda mensal, indicador registra avanço de 1,5% na comparação anual; veículos leves puxam crescimento interanual
O fluxo de veículos nas rodovias com pedágio no Brasil registrou queda de 1% em janeiro frente a dezembro, considerando ajuste sazonal, segundo o Índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), elaborado em parceria com a Tendências Consultoria.
Na comparação com o primeiro mês de 2025, porém, o indicador apresentou alta de 1,5%.
A retração observada em janeiro foi resultado do recuo de 0,9% no fluxo de veículos leves, mesmo com o crescimento de 2,0% entre os veículos pesados. Já o desempenho anual foi impulsionado pela alta de 1,8% nos leves e de 0,5% nos pesados.
Apesar da diminuição no movimento de veículos leves em janeiro ante dezembro, esse segmento havia registrado, em dezembro, o maior nível histórico, conforme destacam Thiago Xavier e Felipe Melchert, da Tendências Consultoria.
Segundo os analistas, o crescimento é explicado pelo cenário favorável, que inclui expansão da massa de renda do trabalho, medidas governamentais para aumento da renda e inflação mais controlada em itens essenciais, fatores que estimulam as viagens das famílias.
Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a geração de vagas impulsionam os deslocamentos diários para o trabalho.
“Por outro lado, atuam como freios as condições financeiras mais restritivas, que elevam o endividamento das famílias, e a inflação ainda elevada em serviços, inclusive aqueles relacionados ao lazer”, observam os especialistas.
Desempenho regional
No Rio de Janeiro, o fluxo total de veículos em estradas com pedágio cresceu 0,5% em janeiro ante dezembro, refletindo alta de 0,6% nos leves, apesar da queda de 0,2% nos pesados.
Na comparação anual, o indicador subiu 1,6%, com avanço de 1,7% nos veículos leves e de 1,6% nos pesados. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o índice total cresceu 1,3%, com alta de 1,1% nos leves e de 2,3% nos pesados.
Em São Paulo, o fluxo total de veículos com pedágio caiu 0,6% em janeiro, na série dessazonalizada. Os leves tiveram queda de 0,9%, enquanto os pesados avançaram 2,5%, segundo o relatório.
Na comparação com janeiro de 2025, o índice total subiu 1,0%, com alta de 1,3% nos leves e variação de -0,1% nos pesados. No acumulado de 12 meses, o índice total avançou 1,9%, refletindo crescimento de 1,9% nos leves e de 1,7% nos pesados.


