Tráfego nas rodovias do Rio sobe 8,4% em março, mas ano ainda tem queda

por | abr 13, 2026 | Notícias, Outros

Fonte: Diário do Rio – (10/04/2026)
Ministério da Infraestrutura
Chapéu: RODOVIAS

O tráfego nas rodovias do Rio de Janeiro cresceu 8,4% em março, na comparação com fevereiro, segundo o monitor da Veloe e da Fipe. Apesar da reação, o estado ainda acumula queda de 2,6% no primeiro trimestre de 2026

O movimento nas rodovias do Rio de Janeiro ganhou força em março. Depois de um fevereiro mais fraco, o tráfego no estado avançou 8,4% na passagem para março de 2026, já com ajuste sazonal, de acordo com dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento da Veloe em parceria com a Fipe.

A alta foi puxada, sobretudo, pelos veículos pesados. O fluxo de caminhões e outros veículos de carga cresceu 13,6% no período. Entre os leves, o avanço foi de 7,1%. O dado sugere uma retomada depois do impacto do Carnaval, que costuma mexer com o ritmo da circulação nas estradas.

Na comparação com março do ano passado, o cenário é mais contido. O tráfego total nas rodovias fluminenses subiu 2,5%. Os veículos pesados tiveram alta de 7%, enquanto os leves avançaram 1,8%.

Apesar da melhora recente, o ano ainda não deslanchou nas estradas do estado. No primeiro trimestre de 2026, o fluxo acumulado caiu 2,6%. O recuo foi mais forte no transporte de carga, com queda de 4,8%, mas também atingiu os veículos leves, que registraram baixa de 2,3%.

No acumulado de 12 meses, o indicador também continua no negativo. A retração é de 1,7%, com peso maior dos veículos pesados, que caíram 3,6%. Entre os leves, a queda foi de 1,4%.

Parte dessa recuperação de março aparece em um ambiente ainda favorável à circulação de passageiros. O mercado de trabalho brasileiro seguiu aquecido no trimestre encerrado em fevereiro, com taxa de desocupação de 5,8% e rendimento real habitual de R$ 3.679. No mesmo período, o saldo de empregos formais no país foi positivo em 255,3 mil vagas, com abertura de 11,4 mil postos no Rio de Janeiro.

Esse quadro ajuda a sustentar deslocamentos ligados a consumo, turismo e lazer. O setor de serviços também colaborou. Em janeiro, avançou 0,3% e manteve nível recorde da série, o que tende a reforçar viagens e circulação entre cidades.

No caso da carga, o salto de março parece mais uma recomposição do fluxo interrompido em fevereiro do que uma virada mais firme de tendência. Ainda assim, o desempenho pode ter recebido impulso de cadeias importantes para a economia fluminense, como atividade portuária, indústria e óleo e gás.

Os dados da Senatran ajudam a explicar esse pano de fundo. Em fevereiro de 2026, a frota do estado chegou a 8.292.534 veículos, o equivalente a 6,4% do total nacional. Houve alta de 0,3% no mês, crescimento de 0,6% no ano e avanço de 3,7% em 12 meses.

A maior parte da frota fluminense é formada por automóveis, que representam 61,1% do total. Depois aparecem motocicletas, com 17,2%; caminhonetes, com 5,1%; camionetas, com 4,9%; motonetas, com 4%, e caminhões, com 2%.

Também chama atenção a idade dos veículos no estado. A média é de 18,2 anos. Só 16,3% da frota têm até cinco anos de fabricação. Já 36,1% têm mais de 20 anos, sinal de um parque automotivo ainda envelhecido no Rio de Janeiro.