O setor de transporte e logística voltou a discutir a necessidade da BR-319 para a integração do Amazonas ao restante do País. Para transportadores, a retomada do tráfego na rodovia representa uma alternativa para facilitar o deslocamento entre a Região Norte e outras regiões brasileiras. O assunto deve ser debatido na 3ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Amazonas (Fetramaz), nos dias 27 a 29 deste mês.
O presidente da Fetramaz, Irani Bertolini, afirmou que a reativação da estrada seria um avanço para o estado e para os moradores da região. Segundo ele, a medida garantiria maior mobilidade para a população e também beneficiaria o Estado de Roraima.
“É um grande ganho para o Amazonas, para nós, transportadores, e para as pessoas daqui, que vão ter o direito de ir e vir de carro, sair daqui e ir até o Sul do Brasil. Se realmente acontecer, vai ser uma vitória espetacular, depois de 30 e poucos anos, a gente voltar a trafegar nessa rodovia. E o pessoal de Roraima também vai ser contemplado”, disse.
Bertolini também destacou as dificuldades enfrentadas atualmente pelo transporte de cargas no Amazonas. De acordo com ele, a logística na região difere do restante do país, por depender do transporte fluvial e de etapas adicionais para liberação das mercadorias.
“Aqui, no Amazonas, o transporte de carga é totalmente diferente do que no resto do país. Por exemplo, o caminhão do Rio Grande Sul vai para São Paulo, chega lá, abre a porta e descarrega. Aqui, a gente carrega um caminhão no Rio Grande do Sul, chega em Belém, espera a balsa, embarca na balsa, vem para Manaus, cinco dias e meio, seis dias para chegar aqui, chega aqui tem que fazer despacho na Suframa, na Sefaz, na Receita Federal, porque aqui é considerado exterior. E só depois é liberado para outro estado”, declarou.
Guerra
As guerras mundiais são outro fator que impacta a economia do estado e do país. A alta do diesel reflete no preço do frete, que, consecutivamente, aumenta o preço final para os consumidores, segundo o dirigente classista.
“A guerra está nos prejudicando bastante com o aumento do óleo diesel, aumentou o frete, e as dificuldades aumentaram. Tem contratos que já estavam estabelecidos, e também é uma guerra para o transportador renegociar esse valor. Mas, infelizmente, nós não temos nada a ver com a guerra, mas somos atingidos aqui em Manaus. Inclusive, algumas importações não estão chegando e algumas exportações do Brasil para fora não estão indo. Então prejudica a logística do Brasil também”, disse.
A TranspoAmazônia 2026 – 3ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística acontece nos dias 27, 28 e 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.
O evento é um espaço estratégico para exposição de produtos e serviços para promover negócios, estabelecer conexões, discutir desafios e apresentar inovações, reunindo a cadeia multimodal do transporte, logística, agenciamento de cargas e construção naval, conectando a Região Amazônica ao Brasil e ao mundo.
Com mais de 350 estandes especializados, praça de alimentação e áreas de convivência, o evento é para o grupo em geral e oferece palestras, workshop, podcasts e painéis temáticos, salas de ideias e salas para reuniões estratégicas.


