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Setor transportador tem saldo positivo de postos de trabalho em 2023, destaca CNT

Setor transportador tem saldo positivo de postos de trabalho em 2023, destaca CNT

Boletim de Conjuntura Econômica informa também que o volume de serviços de transporte acumulou alta de 1,5% no ano passado

O setor transportador criou, em 2023, 86.640 postos de trabalho – 3.639 vagas a mais do que em 2022 e 5.893 a mais do que em 2021. Os detalhes estão na nova edição do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT, divulgada nesta segunda-feira (19).

Além de pontuar o panorama de criação de vagas no transporte do Brasil, a publicação reúne informações de outros indicadores e seus impactos no setor. É o caso da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O volume de serviços de transporte acumulou alta de 1,5% em 2023. Com esse crescimento, o setor apresenta volume de serviços 17,2% acima do período pré-pandemia, resultado melhor que o índice geral da PMS, 11,7% acima do período pré-pandemia, referente a fevereiro de 2020.

Outra boa notícia para o transportador é a expectativa de continuidade da queda na taxa de juros que tende a favorecer a demanda e a atividade econômica. Na primeira reunião de 2024, realizada no final de janeiro, o Copom (Comitê de Monetária) reduziu a meta da taxa Selic de 11,75% ao ano para 11,25%. Com isso, as previsões são de que, até o final do ano, a taxa Selic chegue a 9% ao ano.

O Comitê indica que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação ao redor da meta para 2024 e 2025. O transporte teve deflação em janeiro de 2024. O índice de preços do grupo transporte teve queda de 0,65% no mês. Contribuiu para esse resultado a redução de preços das passagens aéreas (-15,22%), do óleo diesel (-1,00%), do etanol (-1,55%), da gasolina (-0,31%) e das tarifas de ônibus urbano (-0,92%).

Acesse o Boletim de Conjuntura Econômica – fevereiro 2024

Painel de Empregos

A movimentação do emprego referente ao ano de 2023 pode ser conferida no Painel CNT do Emprego no Transporte. A atualização da ferramenta tem como referência os dados sobre vínculos empregatícios disponíveis no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Transpoeste 2024: inscrições abertas para a maior feira de transporte e logística do Paraná

Transpoeste 2024: inscrições abertas para a maior feira de transporte e logística do Paraná

A aguardada terceira edição da maior Feira de Transporte e Logística do Paraná (Transpoeste), está com as inscrições abertas. O evento ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de março no Centro de Convenções e Eventos de Cascavel, um espaço amplo com mais de três mil metros quadrados, capaz de acomodar dezenas de estandes e receber até 20 mil visitantes.

Fundada em 2019 pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Oeste do Paraná (Sintropar), a Transpoeste estabeleceu marcas expressivas em sua segunda edição, registrando mais de R$150 milhões em negócios e a participação de 21 empresas expositoras.

Agora, dois anos depois, a Transpoeste retorna com a expectativa de ser ainda maior, buscando alcançar até  R$200 milhões em negócios e reunir aproximadamente 7000 mil visitantes, além de oferecer amplas oportunidades para o transporte de cargas na região.

Ao longo de três dias, a feira proporcionará acesso a serviços e novidades de destaque nas áreas de caminhões, tecnologia, seguros, pneus, combustíveis e acessórios. O evento reunirá os principais nomes do setor, todos compartilhando o mesmo objetivo de fomentar os melhores negócios e impulsionar o crescimento do segmento na região.

De acordo com o presidente do SINTROPAR, Antônio Ruyz, “Esse é um evento que já marca o calendário do Estado a cada edição. Estamos preparando uma feira ainda maior e com muitas novidades, para que os visitantes, em sua maioria empresários e executivos do transporte do Estado, possam conferir o que há de mais atual em produtos e serviços dos nossos expositores. Com certeza já é um sucesso a terceira edição e contamos com a participação de todos”.

A Transpoeste é promovida pelo Sintropar em parceria com a prefeitura do município de Cascavel e conta com o apoio institucional das principais entidades regionais e nacionais do setor de transporte. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da feira: www.transpoeste.com.br

CI analisa novas formas de pagamento do vale-pedágio obrigatório

CI analisa novas formas de pagamento do vale-pedágio obrigatório

Em reunião nesta terça-feira (20), a Comissão de Infraestrutura (CI) deve analisar uma pauta de oito itens. Entre eles, o Projeto de Lei (PL) 2.736/2021, que permite o pagamento do vale-pedágio obrigatório a motoristas e transportadoras por outras modalidades eletrônicas disponíveis no mercado, como Pix.

De autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o texto é relatado pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE), que apresentou voto favorável à proposição, a ser apreciada em caráter terminativo.

Regulamentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o vale-pedágio deve ser pago antecipadamente pelos embarcadores aos motoristas autônomos e transportadoras que fornecem o serviço de transporte de cargas.

A justificativa apresentada pelo autor destaca a necessidade de se corrigir uma distorção na Lei 10.209, de 2001, que instituiu o vale-pedágio obrigatório, determinando que o embarcador que contrata o serviço de transporte é o responsável pelo pagamento dos pedágios no trecho a ser percorrido. Segundo Wellington, a norma atual pode prejudicar transportadores autônomos, que muitas vezes não têm acesso às formas eletrônicas definidas pela ANTT para o pagamento antecipado do vale-pedágio. “Muitas vezes, o transportador não possui tag ou cartão no qual possam ser antecipados os créditos no valor do vale-pedágio obrigatório e não é viável a entrega física de cupons”, esclarece.

O texto recebeu emenda do relator que inclui expressamente na legislação a obrigatoriedade de constar, de maneira discriminada, o valor correspondente do vale-pedágio na nota fiscal de operação de transportes, uma vez que esse pagamento não integra o valor do frete.

Aviação de cabotagem

Ainda em caráter terminativo, a comissão deve apreciar o PL 4.392/2023, que permite a chamada aviação de cabotagem no Brasil, ao autorizar que empresas áreas sul-americanas operem voos domésticos no país.

De acordo com o projeto, empresas de transporte aéreo de países vizinhos que estejam autorizadas a operar no Brasil poderão oferecer trecho doméstico, desde que o voo tenha como origem ou destino aeroportos localizados dentro da região da Amazônia Legal. O PL altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565, de 1986), que atualmente limita a oferta de voos domésticos a empresas brasileiras.

De autoria do senador Alan Rick (União-AC), o projeto foi relatado pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), autor de emenda que retira a exigência de tripulação nacional nos voos de transporte doméstico das empresas estrangeiras a serem beneficiadas pelo projeto.

Ao justificar o projeto, Alan Rick aponta o desinteresse das empresas aéreas brasileiras em oferecer serviços com regularidade na Amazônia Legal. Ele afirma que a proximidade com os países andinos poderia justificar a autorização da prestação de serviços pelas empresas desses países na região.

BBM Logística aposta em IA e outras tecnologias para melhorar experiência do cliente e eficiência operacional

BBM Logística aposta em IA e outras tecnologias para melhorar experiência do cliente e eficiência operacional

Empresa que é um dos maiores operadores logísticos do Brasil e do Mercosul, busca melhorar a eficiência operacional e a experiência do cliente para acelerar crescimento

A BBM Logística (BBML3), uma das maiores operadoras logísticas rodoviárias do Brasil e do Mercosul, se apoia na tecnologia para tornar sua operação cada vez mais eficiente. A empresa está adotando o uso de Inteligência Artificial (IA), Machine Learning (aprendizado de máquina), entre outras ferramentas para ser mais competitiva e acelerar o crescimento nos próximos anos.A IA será utilizada tanto pelos funcionários como pelos clientes. Os colaboradores poderão obter respostas e informações sobre diversos itens, como se há alguma carga cujo acordo de nível de serviço (SLA) tenha risco de não ser cumprido e quais são os melhores horários para mandar o caminhão para cumprir todos SLAs do cliente, levando em conta a melhor rota e os horários em que o cliente mais costuma ter disponibilidade para receber a carga, entre outros dados. “Aqui o foco é melhorar a produtividade. São várias as possibilidades de uso interno para melhorarmos processos. O grande benefício é que a IA vai trazer as informações até as pessoas em vez das equipes analisarem dados do passado de forma manual. A solução já fará isso e trará insights para melhorias”, explica Wrobleski .Já os clientes poderão conversar com a IA, via portal do cliente, para fazer diversos tipos de consultas e simulações, como a previsão de entrega de carga para um determinado dia e local, rastreamento de entregas, entre outros serviços.O presidente da BBM Logística ressalta que tudo isso só será possível porque a empresa tem se movimentado nos últimos anos para adotar uma gestão orientada a dados. A jornada de cultura data driven começou há quatro anos. De lá pra cá, a empresa criou um Data Lake e, a partir desse repositório de informações sobre o negócio, foi possível analisar grandes volumes de dados. “A IA também vai atuar junto ao Big Data para simplificar análises e gerar insights para tomadas de decisão melhores e mais eficientes”, afirma.“A inovação tecnológica aliada à cultura de gestão orientada a dados será ainda mais importante para a BBM se diferenciar no mercado. Dentro dos investimentos planejados para a empresa nos próximos anos, estão considerados IA e Big Data para implantar soluções que conectem e gerenciem processos em tempo real. A partir disso, usaremos os dados coletados para gerar as melhores soluções para o cliente”, diz Antonio Wrobleski, presidente da BBM Logística.

O executivo lembra que a companhia já usa, entre outras tecnologias, sistemas de rastreamento para monitorar veículos, cargas e motoristas, garantindo maior controle e segurança nas operações e Internet das Coisas (IoT), que permite a troca de informações entre diferentes dispositivos e equipamentos.

O presidente da BBM Logística ressalta que tudo isso só será possível porque a empresa tem se movimentado nos últimos anos para adotar uma gestão orientada a dados. A jornada de cultura data driven começou há quatro anos. De lá pra cá, a empresa criou um Data Lake e, a partir desse repositório de informações sobre o negócio, foi possível analisar grandes volumes de dados. “A IA também vai atuar junto ao Big Data para simplificar análises e gerar insights para tomadas de decisão melhores e mais eficientes”, afirma.

Com a ajuda da IA, a BBM também prevê otimizar rotas e planejamento ao colocar a máquina para analisar os dados existentes sobre tráfego nas cidades e estradas, demanda de clientes, possíveis restrições de transporte nos locais e condições climáticas e consequentemente maior segurança nas estradas. 

Outro exemplo de benefício esperado é a otimização da manutenção dos veículos. A ideia é que juntando a IA com análise preditiva, a BBM seja avisada sobre possíveis problemas antes mesmo de ocorrerem, como por exemplo, sobre o desgaste dos pneus dos caminhões.

“Com a IA, vamos entregar inovação aos clientes, além de maior visibilidade e transparência sobre suas cargas”, conclui Wrobleski.

Monitor do PIB aponta crescimento de 3% da economia em 2023

Monitor do PIB aponta crescimento de 3% da economia em 2023

Agropecuária e consumo das famílias puxaram o resultado

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a economia brasileira teve um crescimento de 3% em 2023. O dado faz parte do Monitor do PIB, estudo que funciona como uma prévia do comportamento do PIB (conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país). A agropecuária foi o destaque positivo do ano passado.

De acordo com o Ibre, a economia teve desempenho positivo de 0,6% em dezembro ante o mês anterior e de 2,1% em relação a dezembro de 2022. Em janela de tempo trimestral, a atividade econômica no quarto trimestre apresentou alta de 0,1% na comparação com o terceiro trimestre e de 2,3% diante do quarto trimestre de 2022.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o último trimestre do ano passado ficou marcado por uma “clara tendência de desaceleração”, porém, segundo ela, o resultado mostra resiliência da economia apesar das fragilidades de um crescimento anual concentrado e bastante influenciado por commodities (matérias primas com preços ditados pelo mercado internacional).

Força do agro

O principal motor de crescimento de 2023 foi a agropecuária, com alta de 15,8%, com destaque para o desempenho da soja na região Centro-Sul do país. Segundo Juliana Trece, a força do setor agro se nota ao perceber que, sendo apenas 6% do PIB, respondeu por 30% do crescimento da economia.

“Esse contexto mostra forte concentração setorial e regional e evidencia que o crescimento econômico não foi sentido de modo uniforme no país”, pondera.

Ainda segundo a pesquisadora, “o efeito do excelente desempenho agropecuário no ano se estendeu para outras atividades econômicas, o que potencializou sua influência na economia”.

Setores

O setor de serviços apresentou alta de 2,5% em 2023, em um desempenho considerado “crescimento generalizado”. Já a indústria brasileira terminou o ano com alta de 1,4%.

O Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 3,2% no ano passado. Dentro desse segmento, se destacam positivamente os setores de serviços e de produtos não duráveis (itens de consumo imediato ou com pouco tempo de duração). Em valores monetários, o consumo das famílias ficou em R$ 6,9 trilhões, o maior já registrado.

Queda no investimento

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento, como compras de máquinas e equipamentos, caiu 3,4% em 2023. Segundo a FGV, o desempenho de máquinas e equipamentos “preocupa”, pois vem acumulando quedas ao longo dos meses e fechou com retração de 8,5% no ano. A construção também contribuiu negativamente para esse resultado, com queda de 0,5%.

A taxa de investimento da economia foi de 18,1% em 2023. Além de representar o segundo ano seguido de queda, a taxa segue abaixo da média histórica desde 2000 (19,2%).

Comércio exterior

Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foram as exportações, com alta de 9,5% no ano passado. O principal destaque foram as vendas para outros países de produtos agropecuários, que cresceram 25,3% no ano. Produtos da indústria extrativa mineral, como minério de ferro e petróleo, também tiveram desempenho expressivo no ano, com alta de 16,7%.

A importação de bens e serviços caiu 1,1% em 2023. Importante notar que, diferentemente das exportações, as importações não são contabilizadas no PIB, porque o indicador só inclui os bens e serviços finais produzidos dentro da economia do país.

PIB per capita

De acordo com a FGV, o PIB brasileira alcançou R$ 10,740 trilhões, marcando uma trajetória de três anos seguidos de alta e atingindo o recorde da série histórica.

O PIB per capita, que equivale ao total da economia dividido pelo número de habitantes do país fechou 2023 em R$ 52.611. Apesar de estar em ritmo crescente desde 2021, o valor está ainda abaixo dos anos 2023 (R$ 52.682) e 2014 (R$ 52.672). 

Prévia do BC

Também foi divulgado nesta segunda-feira (19) o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), outro dado considerado prévia do PIB. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC), a economia brasileira teve crescimento de 2,45% em 2023.

O resultado oficial do PIB do ano passado será divulgado no dia 1º de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).