Rodar MS prevê redução de até 38% nos custos e recuperação da malha rodoviária

Rodar MS prevê redução de até 38% nos custos e recuperação da malha rodoviária

Com investimento de cerca de R$ 1,25 bi, governo aposta em novo modelo para baratear transporte e manutenção

O Governo de Mato Grosso do Sul projeta reduzir custos no transporte e na manutenção da malha rodoviária estadual com a implantação do programa Rodar MS, que começa a sair do papel com a contratação de empréstimo junto ao Banco Mundial BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). A proposta prevê a recuperação de praticamente 1 mil quilômetros de rodovias, com pavimento em melhores condições de trafegabilidade e custo até 38% menor em comparação ao modelo tradicional de gestão.

A iniciativa também deve gerar impacto direto no setor produtivo. A expectativa é de redução significativa nos custos operacionais do transporte de cargas, que podem cair em até quatro vezes, conforme estudos do próprio Banco Mundial, responsável por balizar o projeto. Além da economia, o programa incorpora critérios de segurança viária e conforto aos usuários.

O modelo adotado é o Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias), considerado inovador por integrar diferentes etapas em um único contrato. “A maior vantagem que Mato Grosso do Sul terá ao adotar o Crema é que a empresa contratada é quem irá executar o projeto executivo. Ela fecha o contrato através de um projeto básico e propõe o projeto executivo, que segue para aprovação da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Daí é que ela [a empresa] executa os primeiros dois anos de restauração da rodovia”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Segundo o secretário, o modelo cria um incentivo direto à qualidade das obras. “Quanto melhor for a restauração, menos custo terá para a manutenção. Daí a vantagem de a empresa fazer um ótimo projeto e uma excelente execução”, completa.

O Rodar MS prevê investimento total de US$ 250 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões como contrapartida do Estado. Ao todo, 22 municípios serão impactados direta ou indiretamente, com destaque para 18 cidades da região leste, no Vale do Ivinhema, e outras quatro no Bolsão, região do Vale da Celulose.

No eixo principal do programa, que segue o modelo DBM (Design, Build, Maintain), serão contemplados 730,3 quilômetros de rodovias, sendo 686,4 km de trechos principais e 43,8 km de travessias urbanas, conforme detalhado nas tabelas do projeto. Entre os municípios atendidos estão Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Brasilândia, Deodápolis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Ivinhema, Jateí, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Santa Rita do Pardo, Taquarussu e Vicentina, com intervenções em diferentes rodovias estaduais.

Nesse modelo, os contratos terão duração de 10 anos e incluem desde a elaboração do projeto até a execução das obras e manutenção. O pagamento às empresas será condicionado ao cumprimento de indicadores de desempenho, o que significa que não depende apenas da execução, mas também da qualidade dos serviços prestados.

Já na região do Bolsão, o programa será executado por meio de Parceria Público-Privada (PPP), com contratos de 30 anos. Nesse caso, serão atendidos 208,7 quilômetros das rodovias MS-377 e MS-240, nos trechos entre Água Clara, Inocência e Paranaíba. A empresa responsável deverá garantir condições adequadas de tráfego e segurança ao longo de todo o período contratual.

O Rodar MS também inclui ações voltadas à segurança viária no entorno de escolas públicas. Ao todo, 24 unidades de ensino estaduais e municipais receberão intervenções para melhorar a acessibilidade e reduzir riscos de acidentes. As medidas incluem melhorias para travessia de pedestres, organização do tráfego e adequações que beneficiam estudantes, profissionais da educação e a comunidade.

De acordo com o projeto, as intervenções permitirão deslocamentos mais seguros para pedestres e ciclistas, além de promover inclusão. Um diagnóstico técnico também será realizado para orientar a aplicação dos recursos com base em evidências, priorizando áreas mais críticas. Com isso, o governo espera não apenas melhorar a infraestrutura rodoviária, mas também reduzir custos logísticos, aumentar a segurança e otimizar o uso de recursos públicos ao longo dos próximos anos.

INCT-FR | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operação Rodoviária | Março/26

INCT-FR | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operação Rodoviária | Março/26

INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostospedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:

INCT-FR | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operação Rodoviária | Março/26

INCTF-OU | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operações Urbanas – Março/26

INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostospedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:

INCT-FR | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operação Rodoviária | Março/26

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Março/26

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORMECom a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a segunda etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.

O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.

INCT-F DECOPE/NTC DE MARÇO/25 A MARÇO/26

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 1,77% no mês de março e acumula nos últimos doze meses 6,62% (seis virgula sessenta dois por cento), entre abril de 2025 e março de 2026 (março de 2026*/- sobre março de 2025 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE MARÇO/25 A MARÇO/26

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 6,87% (seis vírgula oitenta e sete por cento) de abril de 2025 a março de 2026 (março de 2026 sobre março de 2025, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 4,58%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma variação expressivo de 24,30% no mês de março/26, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 7,45 p/litro. No período de 12 meses (mar-26 contra fev-25), a variação acumulada é de 18,28%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (22,37%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 17,51% nos 12 meses. No mês de março, o óleo foi comercializado a R$ 7,57 p/litro, contra R$ 6,40 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou abrupta variação de 23,55%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência não registrou variação e o veículo de distribuição urbana uma variação de (4,84%), já os implementos tanto de transferência e de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 5,58%, recapagem 1,43%, salário do motorista 0,00%, seguro 0,0%.

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo 2,49%, carroceria baú 3,99%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 0,0%, recapagem (2,76%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco 2,59%.

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de (2,96%), carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 4,51%, recapagem com 18,23%, lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com (2,54%), salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em março variação 0,23% de 2026, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,71%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,73%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2026. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,57%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,24%, despesas administrativas (exceto salários) 0,36%, cavalo mecânico (0,89%), pneus (0,20%), Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem (5,78%), lavagem 6,11%, seguros (0,77%).

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (mar/26 contra mar/25), o cavalo mecânico teve variação de (5,30%), semirreboque 4,22%, óleo cárter 0,0%, óleo câmbio 0,00%, seguros (4,15%), DAT – 4,15%, recapagem com (8,10%), lavagem 9,72%, rodoar 5,45% e (9,60%) pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 31 de março de 2026.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA


[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.874,73 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 238,13 p/hora útil parada, ou R$ 9,90 por tonelada por hora útil.