por Sistema | fev 5, 2015 | Artigos Técnicos
Às 10h30 desta quarta-feira (4), as ações da Petrobras chegaram a subir mais de 6% – na última terça-feira (2), a alta dos papeis chegou a 15%. Depois do anúncio da renúncia de Graça Foster à presidência da estatal, houve uma rápida desvalorização dos papéis, que logo foi corrigida pelo mercado. Às 12h, as ações registravam alta de 1,40%.
"O mercado precificou a saída da Graça Foster ontem, com a forte alta. Mas com a efetiva saída, começam as dúvidas de quem vai entrar no lugar dela. Isso assusta o investidor inicial", explica Alexandre Wolwacz, sócio-fundador da escola de traders Leandro&Stormer.
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A expectativa é que até a próxima sexta-feira (6), quando o Conselho de Administração da estatal se reunirá para eleger a nova diretoria, os papéis da Petrobras permaneçam voláteis. "Já devemos sentir alguns movimentos mais especulativos. O nome mais cotado para assumir a presidência da empresa é o Henrique Meirelles, mas uma possível recusa dele já pode fazer com que as ações caiam", afirma Adriano Gomes,
Sócio-Diretor da Méthode Consultoria.
Segundo João Pedro Gruger, analista-chefe da Leme Investimentos, o mercado deve encarar um cenário parecido com o do anúncio do ministro da Fazenda em 2014, movimentando-se conforme os possíveis nomes vão surgindo.
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Ele recomenda que quem já detém papéis da estatal, não os venda no momento. "É hora de esperar. Eu não recomendaria sair depois dessas altas, porque as ações podem valorizar mais a longo prazo. É preciso ter paciência, mas o governo quis passar uma mensagem de que a gestão da empresa será mais profissional. Se isso de fato acontecer, daqui a três, quatro anos, poderemos ver ela se recuperando", diz Gruger.
"A alta de ontem foi de 15%. A de hoje, 6%. Quem vendeu os papeis conseguiu um retorno de mais de 20%. Quem quer dinheiro em caixa, se os papéis continuarem em alta, agora é a hora", afirma Gomes.
Para quem quer comprar ações da estatal, Gruger recomenda o investimento antes do anúncio do novo presidente. "O governo não vai anunciar um nome que não seja pró mercado e agrade os investidores, então deve haver valorização. Agora é um bom momento para comprar os papéis."
por Sistema | fev 4, 2015 | Artigos Técnicos
produção industrial brasileira recuou 3,2% em 2014, em comparação ao mesmo período de 2013, quando a atividade da indústria cresceu 2,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em dezembro de 2014, a queda foi de 2,8%, acentuando o ritmo de perda em relação ao mês de novembro (menos 1,1%), na série livre de influências sazonais – alterações que ocorrem sempre em uma determinada época do ano. Os números indicam que, na série livre (sem ajustes), o total da indústria teve queda de 2,7% em relação a dezembro de 2013 – a décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.
Com o resultado de dezembro, o setor industrial fechou o quarto trimestre do ano passado com queda acumulada de 4,1% em comparação a igual período de 2013. No segundo semestre, a queda acumulada foi 3,9%, também em relação a igual período de 2013.
Segundo o IBGE, a queda de dezembro reflete resultados negativos em 17 dos 24 ramos pesquisados e nas quatro grandes categorias econômicas. Entre os setores, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,8%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,5%).
Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de produtos têxteis (-12,0%), de produtos diversos (-16,3%), eliminando o avanço de 17,2% verificado no mês anterior, e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%).
Entre os cinco ramos que ampliaram a produção no mês, destacam-se confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,7%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), bebidas (2,8%) e indústrias extrativas (0,5%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (que recuou 23,0%), assinalou, segundo o IBGE, a queda mais acentuada em dezembro de 2014. Esse recuo foi o mais intenso desde os 23,1% de queda verificados em janeiro de 2012.
Os segmentos de bens de consumo duráveis (-2,2%), de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens intermediários (-0,8%) também registraram taxas negativas em dezembro, com os dois primeiros apontando três meses consecutivos de queda na produção. No período, esses segmentos acumularam quedas de, respectivamente, 6,8%, 4,3% e 3%, entre setembro e dezembro.
por Sistema | fev 3, 2015 | Artigos Técnicos
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercandante, e representantes do setor sucroalcoleiro acertaram hoje (2) uma proposta para aumentar de 25% para 27% a adição de etanol anidro na gasolina comum, conforme informou a presidenta da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina. Pelo cronograma discutido, a mudança passaria a valer a partir do dia 15 de fevereiro. A proposta ainda precisa ser aprovada pela presidenta Dilma Rousseff.
Elizabeth Farina revelou que o acordo era muito aguardado pelo setor sucroalcoleiro. “Foi um acordo que o ministro Mercadante disse que levará à presidenta Dilma amanhã (3). O cronograma proposto é que se inicie o aumento da mistura a partir de 15 de fevereiro. Os testes realizados sobre emissão, consumo e dirigibilidade não trouxeram mudanças significativas”, salientou a presidenta da Unica.
A princípio, será mantido o percentual de 25% para a gasolina aditivada. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotoresnfavea, Luiz Moan, a intenção é que, em breve, o percentual aumente para 27,5% para as gasolinas comum e a premium. Segundo ele, ainda é preciso concluir testes para adotar os 27,5% nos dois tipos de combustível.
Conforme a presidenta da Unica, a expectativa é que o percentual de 27% de etanol na gasolina comum gere uma demanda de mais 1 bilhão de litros por ano. Ela afirmou que o setor tem capacidade para atender ao aumento na demanda.
Também participaram da reunião representantes do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
por Sistema | fev 3, 2015 | Artigos Técnicos, Jurídico, Legislação
CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO
Resolução nº 520, de 29 de janeiro de 2015
Dispõe sobre os requisitos mínimos para a circulação de veículos com dimensões excedentes aos limites estabelecidos pelo CONTRAN.
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), no uso da competência que lhe confere o artigo 12, inciso requisitos mínimos para a circulação de veículos I, da lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro e nos termos do disposto no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito (SNT); e Considerando o disposto nos artigos 99, 101, 231 incisos IV, V, VI, VII e X, 237 e 327 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e no artigo 30 da Convenção sobre Trânsito Viário, promulgada pelo Decreto nº 86.714, de 10 de dezembro de 1981, da qual o Brasil é signatário; Considerando que os veículos com dimensões excedentes aos limites fixados pelo CONTRAN para circularem em via pública devem possuir sinalização especial de advertência; Considerando o que consta nos Processos nº 80000.040940/2013-01 e nº 80000.007235/2014-75; resolve:
Art. 1º Esta Resolução estabelece os requisitos mínimos para a circulação de veículo com suas dimensões ou de sua carga superiores aos limites estabelecidos pelo CONTRAN.
(…)
DOU Nº 23, terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
por Sistema | fev 3, 2015 | Artigos Técnicos, Jurídico, Legislação
CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO
Resolução nº 519, de 29 de janeiro de 2015
Dispõe sobre os procedimentos para avaliação dos sistemas de freios de veículos. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando da competência que lhe confere o inciso I do artigo 12, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e conforme o Decreto nº 4711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito.
Considerando o que estabelece o Artigo 97 do Código de Trânsito Brasileiro; Considerando a necessidade de atualização do regulamento referente ao sistema de freios de veículos frente à publicação de novas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); Considerando o que consta no processo administrativo nº 80000.020655/2014-47, resolve:
Art. 1º Todo veículo automotor, elétrico, reboque, semi-reboque com peso bruto total superior a 750 kg, novo, nacional ou importado, deverá atender aos requisitos mínimos de desempenho do sistema de freios estabelecidos para cada tipo de veículo pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 10966-1, NBR 10966-2, NBR 10966-3, NBR 10966-4, NBR 10966-5, NBR 10966-6, NBR 10966-7 e NBR 16068, ou pelas suas alterações posteriores.
(…)
DOU nº 23, terça-feira, 3 de fevereiro de 2015| Pg.29.
por Sistema | fev 2, 2015 | Artigos Técnicos
O setor público consolidado – governos federal, estaduais, municipais e empresas estatais – apresentou déficit primário de R$ 32,536 bilhões em 2014. Em 2013, houve um superávit de R$ 91,306 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30), pelo Banco Central (BC). É a primeira vez desde o início da série histórica do BC, em dezembro de 2001, que o setor público encerra o ano com déficit.
Em dezembro do ano passado o resultado do setor público consolidado também foi deficitário, em R$ 12,984 bilhões. O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e reduzir o endividamento do governo no médio e longo prazos.
A maior parte do déficit no ano foi do Governo Central – Tesouro, Banco Central e Previdência –, que registrou saldo negativo de R$ 20,472 bilhões. Os governos estaduais tiveram déficit de R$ 13,246 bilhões e os municipais, superávit de R$5,455 bilhões. Já as empresas estatais, excluídas Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 4,274 bilhões.
Os gastos com os juros que incidem sobre a dívida chegaram a R$ 311,4 bilhões em 2014, 6,07% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos em um país –, contra R$ 248,9 bilhões ou 5,14% do PIB em 2013. Com isso, o déficit nominal, formado pelo resultado primário mais as despesas com juros, ficou em R$ 343,9 bilhões no ano passado.