Governo prepara maior leilão do setor com investimento de R$ 1 bi

Governo prepara maior leilão do setor com investimento de R$ 1 bi

2695.png

(Foto: Ed Ferreira/SEP)

Terminal do Porto de Santos terá papel central na estratégia do Ministério da Infraestrutura

 O governo federal acaba de receber os primeiros resultados dos estudos de viabilidade do que será o maior leilão de arrendamento de terminais portuários dos últimos 15 anos. Trata-se do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (STS08), no Porto de Santos, operado pela Transpetro. A versão final do documento – o EVTE – chegará às mãos do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, nas próximas duas semanas, mas os principais números já são discutidos nas reuniões técnicas sobre o conjunto de ativos que será licitado este ano.

O leilão do terminal da Alemoa, considerado o maior de combustíveis em portos públicos organizados, exigirá contrapartida de investimentos de R$ 1 bilhão do vencedor da disputa. Os recursos garantirão a ampliação da infraestrutura de logística, o que assegura o aumento de 64% da capacidade de operação.

O investimento no terminal da Alemoa equivale ao montante definido para os 14 terminais de granéis líquidos combustíveis leiloados desde 2015. O ativo faz parte da atual carteira de projetos que preveem a realização de 11 novos leilões de terminais portuários em 2020. Ao todo, os empreendimentos devem gerar R$ 2 bilhões em investimentos.

Além do investimento, o novo operador arcará com o custo mensal de R$ 16 milhões pelo arrendamento pelos 25 anos do contrato. Este valor é cinco vezes maior que o verificado nas últimas licitações de terminais. O contrato pode ser prorrogado por sucessivas vezes, a depender do interesse da União, limitado ao período total de 70 anos.

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, destaca que o terminal de granéis líquidos possui quase 500 mil metros quadrados. A área, disse, é maior do que o terminal de contêineres de Suape (PE). Somente em 2019, o STS08 respondeu pela movimentação e 6,5 milhões de toneladas.

Dada a dimensão do terminal, o governo pretende dividir a área para fazer a oferta de dois terminais vizinhos. Ao Valor, o secretário explicou que a decisão deve acirrar a competitividade na oferta da logística de combustíveis no Porto de Santos ao assinar contratos com operadores distintos. “É um terminal com muitas áreas ociosas, ou seja, oferece muitas possibilidades de ganhos de capacidade com a chegada de outro operador”, afirmou Piloni.

Ao receber os estudos, o governo abrirá consulta pública para discutir o projeto com o setor. Logo em seguida, a versão conclusiva dos estudos de viabilidade seguirá para o Tribunal de Contas da União (TCU), o que deve ocorrer no segundo trimestre.

Atualmente, a Transpetro mantém a operação do terminal da Alemoa em caráter precário. O contrato original venceu há cinco anos, mas é mantido com aditivos – chamados de contratos de transição. Divergências sobre o valor mensal de arrendamento levaram a subsidiária da Petrobras a acionar a Justiça. Por meio de liminar, a companhia deve arcar com custo de arrendamento de apenas R$ 2,3 milhões por mês.

Piloni afirmou que a expectativa, com o leilão, é de assegurar o aumento da capacidade de movimentação de cargas no terminal tendo em vista o crescimento de demanda por transporte que será gerada pelos novos investimentos nas ferrovias conectadas ao Porto de Santos.

As iniciativas mais importantes destacadas pelo secretário são a prorrogação de contrato da Rumo Malha Paulista, dentro do Estado, e a concessão da Ferrovia Norte-Sul, que ligará as cidades de Palmas (TO) a Estrela d’Oeste (SP). Para Piloni, o reforço na logística de combustíveis deve, por consequência, ampliar a competição no segmento com a chegada de novos volumes de importação rumo o interior.

O governo espera que, após a licitação, o novo terminal de granéis líquidos de Santos passe a concorrer com as operações de outros terminais do país. Piloni avalia que serão afetadas as estratégias dos operadores nos Portos de Vitória, Santarém, Belém Vila do Conde e Cabedelo.

Como a LGPD vai impactar o setor de logística

Como a LGPD vai impactar o setor de logística

2690.png

A nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) marcará uma profunda transformação no modo como as empresas utilizam as informações de seus clientes. Mas, embora já esteja claro que a regulamentação alterará por completo a rotina de segmentos como o e-commerce, varejo, bancos e telcos, o fato é que outros mercados ainda parecem seguir longe das discussões. Por exemplo: você já imaginou como a LGPD vai impactar o setor de logística no Brasil?

Essencial para o sucesso do comércio eletrônico, o transporte de cargas e encomendas é uma das áreas que mais precisarão se adequar às demandas da nova regra. Afinal de contas, além da loja virtual de sua preferência, quem faz a entrega de seus pedidos também tem acesso a suas informações pessoais — como nome, endereço, telefone, documentos etc. Sendo assim, não é difícil entender por que as companhias do setor logístico precisam se atentar às definições da LGPD, sobretudo no que se refere à privacidade e à gestão de dados.

A nova regulamentação exigirá que todas as organizações que trabalham com dados pessoais e ou dados sensíveis busquem modelos de atuação mais seguros e inteligentes, protegendo seus clientes contra possíveis roubos ou vazamentos de dados. Por isso, mesmo que as empresas logísticas não sejam responsáveis diretas por coletar as informações dos consumidores, elas também devem trabalhar para manter suas operações em conformidade com as regras.

De forma geral, as companhias do setor logístico precisarão alterar por completo as exigências para uso, armazenamento e compartilhamento de informações dos clientes. Além disso, há uma questão a ser pensada: o que fazer com os dados dos consumidores depois de uma entrega? Qual é o destino a ser dado a essas informações? É justamente esse tipo de resposta que a LGPD exigirá e norteará a partir de agosto de 2020.

O primeiro passo na preparação para essa jornada é avançar no conhecimento sobre como a LGPD afetará a rotina das operações, planejando ações que garantirão a visibilidade e o controle de todos os ativos digitais. Para a criação desse ambiente regulamentado, será preciso analisar toda a estrutura para mapear quais dados são armazenados, os locais de armazenamento, as áreas que utilizam essas informações e quais são as verificações e controles que precisam ser criados para as necessidades específicas de cada equipe ou área de atuação.

Mas é preciso deixar claro que a nova lei não pode ser encarada apenas como mais uma exigência regulamentar ou um simples projeto de TI. É importante que os líderes vejam a LGPD como uma oportunidade de reforçar suas habilidades para o futuro digital, transformando as informações e análises de dados em uma rica e verdadeira fonte de evolução dos negócios. A adequação à legislação não é somente um projeto de tecnologia ou jurídico – mais do que isso, é uma chance de construir uma operação segura e eficiente por meio da inovação tecnológica e da visão estratégica dos negócios.

De fato, o grande impacto que a LGPD traz às empresas é a necessidade de cuidar e utilizar seus dados como um tesouro a ser protegido de forma permanente dentro das operações. Com processos cada vez mais conectados, as informações estão no centro das atividades empresariais e diretamente associadas à satisfação dos clientes – ainda mais em um ramo como o mercado logístico, que precisa entregar agilidade, segurança e confiança em seus serviços.

O que os líderes devem avaliar, portanto, é como alinhar suas rotinas às exigências da lei e, a partir dela, construir um ambiente de inteligência de dados mais robusto e preparado para potencializar os resultados de suas corporações. Pesquisas indicam que veremos, em breve, um grande salto no uso de sistemas de automação focados em Data Intelligence, Analytics e Inteligência Artificial. E essas são justamente as ferramentas tecnológicas que ajudarão a integrar novas perspectivas de negócios.

A combinação entre a tecnologia e a estratégia das empresas é o melhor caminho para simplificar a geração de insights que permitam às organizações se ajustarem ao futuro. O momento demanda inteligência e preparo, acima de tudo. O que significa dizer, portanto, que as companhias de todas as áreas devem adequar o quanto antes suas estruturas. A continuidade dos negócios dependerá diretamente dos dados e não há tempo a perder. As empresas que conseguirem transformar os desafios da nova lei em oportunidades de crescimento e de geração de valor avançarão rumo ao sucesso.

Por, Paulo Padrão, ele é Vice-Presidente Senior e General Manager da ASG Technologies para a América Latina

Pará e China estudam implantação da 1ª Plataforma de Logística Integrada da América Latina

Pará e China estudam implantação da 1ª Plataforma de Logística Integrada da América Latina

2689.png

(Foto: ASCOM/CODEC)

O objetivo do projeto é a criação de uma estrutura de logística gerenciada pela companhia chinesa.

Na última quinta-feira, 23, uma comitiva da Sino-LAC, companhia estatal chinesa, tendo à frente o executivo Zhu Chuanin, reuniu-se com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Lutfala Bitar e sua equipe, com o intuito de discutir ações para a criação de uma Plataforma de Logística Integrada na área portuária e industrial de Barcarena, a primeira neste modelo na América Latina.

O objetivo do projeto é a criação de uma estrutura de logística (armazenamento, desembaraço aduaneiro, atestação fitossanitária, embalagem e transporte), gerenciada pela companhia chinesa, destinada a promover a exportação de produtos brasileiros do ramo de alimentos (proteínas animais e vegetais), para o mercado interno chinês, com desembarque na plataforma de logística no Porto de Zhuhai, na China.

“A plataforma de logística projetada na região de Barcarena se apresenta como uma excelente oportunidade de negócios ao Pará, frente à volumosa demanda dos mercados chineses e asiáticos, uma vez que o Estado destaca-se como um dos mais importantes produtores de proteínas animais e vegetais do país, além de possuir alguns diferenciais competitivos frente ao projeto, como a sua estratégica localização geográfica, mais próxima do continente asiático via Canal do Panamá, e a sua infraestrutura de transporte rodo-fluvial local, facilitando o escoamento da produção”, disse o diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues.

2689_a.png

A escolha da região portuária de Barcarena como a melhor opção no Brasil, para receber esse investimento, decorreu de estudos que vem sendo realizados pela Sino-LAC desde 2017, onde a forte cadeia produtiva de proteínas do estado teve grande peso, especialmente a animal (carne), que possui 4 plantas habilitadas para a exportação.

Na oportunidade, foram tratadas alternativas para a implantação de plantas de beneficiamento de produtos dentro da futura Zona de Processamento de Exportações de Barcarena (ZPE), por conta das expressivas vantagens tributárias e aduaneiras que trariam ao preço dos produtos. Tais alternativas serão aprofundadas nos próximos meses por uma comissão bilateral envolvendo representantes do Pará e da Sino-LAC.

País pode surgir como opção para receber investimento em infraestrutura, diz secretário

País pode surgir como opção para receber investimento em infraestrutura, diz secretário

2677.png

O secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, afirmou hoje, em entrevista à CBN, que a “conjuntura internacional pode ser favorável ao Brasil”, diante de um contexto em que há liquidez global e “pequena oferta” de oportunidades de investimento que sejam “lucrativas e viáveis”.

“Nesse tipo de paradoxo, os investimentos em infraestrutura surgem como alternativa. Vamos mostrar (em Davos) que o Brasil, com uma economia mais estabilizada, com ambiente de negócios mais amistoso, recepção do investimento direto, no setor de infraestrutura, pode despontar como alternativa nesse cenário de escassez de oportunidades viáveis e lucrativas”, disse.

Ele explicou que o Brasil vai listar, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, cinco pontos em que avançou no último ano, desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo. Os itens citados por Troyjo incluem reforma da Previdência; privatizações, “com mais de R$ 100 bilhões” vendidos; avanço no ambiente de negócios, com a Lei da Liberdade Econômica; maior integração do Brasil com o mundo, incluindo o acordo Mercosul-União Europeia; e avanço em reforma do Estado. “Naquilo que a gente poderia considerar prioridade econômica no Brasil, houve progressos indiscutíveis”, disse.

Troyjo acrescentou que, em Davos, uma das principais mensagens a ser transmitida é que esse conjunto de reformas “perfaz aquilo que é o mais ambicioso programa de transformações estruturais no mundo emergente”

Ausência de Bolsonaro

Quando questionado sobre a ausência de Bolsonaro em Davos, o secretário de Comércio Exterior argumentou que o presidente tem uma agenda externa muito cheia nesse ano e disse que Bolsonaro é “insubstituível”.

“O presidente da República é o protagonista do Brasil. É insubstituível. Temos equipe enxuta, cuja principal figura é o ministro Paulo Guedes, mas instrumentalizada, bem equipada, para transmitir aos investidores e parceiros a mensagem precisa e correta sobre o que acontece no Brasil e sobre o futuro, que vai ser positivo para o nosso País”.

Segundo Troyjo, se Bolsonaro estivesse em Davos, “sempre aumenta a visibilidade da compreensão que se tem do País”. “(Mas o) presidente tem uma série de outros compromissos que deve ter julgado mais importantes. Na semana que vem se direciona à Índia, que nos próximos 30, 40 anos será uma das principais economias do mundo e que, nos últimos 4 anos, cresce mais que China porcentualmente.”

Argentina

Marcos Troyjo afirmou, ainda, que às relações com a Argentina sob o governo de Alberto Fernández ocorrerá sem viés ideológico. “Vamos fazer negócio com todo mundo, sem viés ideológico”, disse na entrevista. E completou: “temos apego ao que é interesse nacional. Por outro lado, não vamos permitir que o Mercosul trafegue em velocidade de comboio, onde a velocidade de todos é determinada pelo mais lento”.

“Esperamos que a Argentina tenha posição construtiva para que possamos seguir modernizando o Mercosul e deixando claro para parceiros que alguns princípios são inabaláveis, como integrar-se com o resto do mundo”, continuou. “Comércio não tem que ver com ideologia, mas não vamos nos permitir ficar parados no tempo.”

Troyjo acrescentou que o ano de 2019 foi mais o importante da história do Mercosul, devido ao acordo com a UE, além do EFTA (área de livre comércio formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). “Essas vitórias de 2019 fazem com que ganhemos convicção de que o futuro do Mercosul tem que ser de integração com a economia mundial”, relatou, dizendo que quando Bolsonaro assumiu, o “acordo Mercosul-UE estava muito longe” e lembrando que já há “negociações importantes, de tratado, com Canadá, Cingapura e Coreia do Sul”.

OCDE

Por fim, Troyjo também falou sobre a possível adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e citou três “benefícios concretos” para a economia do Brasil. “Fazer parte implica em uma série de modernizações institucionais, ótimas para o Brasil”, disse.

“Em segundo lugar, desde a recessão de 2008, com queda do Lehman Brothers, uma série de investidores passou a exigir não só boa classificação da agência de risco de crédito, mas também princípios da OCDE – ou seja, se aproximando de ser membro pleno, passa a ter acesso a fontes de liquidez para investimento estrutural que Brasil não tinha acesso”, continuou.

“E grandes acordos do futuro não serão sobre tarifas, mas sobre padrões”, completou, antes de acrescentar que, dos vários candidatos, o Brasil é o que está mais “avançado”. “A gente consegue sentar na cadeira ainda na administração Bolsonaro, antes de 31 dezembro de 2022”.

Ativa Logística investe em filiais de SP e MG para ampliar atendimento às Indústrias Farma e de HPC

Ativa Logística investe em filiais de SP e MG para ampliar atendimento às Indústrias Farma e de HPC

2669.png

Antes de inaugurar seu novo CD em Itapevi, na Grande São Paulo, no dia 4 de dezembro, a Ativa Logística um dos maiores operadores logísticos de saúde, beleza e bem-estar no Brasil, promoveu investimentos também em duas importantes unidades com a mudança de endereço para ampliar a capacidade de atendimento às indústrias farmacêuticas e de cosméticos em suas respectivas regiões. A filial de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, ganhou uma área 100% maior em comparação ao armazém anterior. A de Pouso Alegre, em Minas Gerais, ganhou um espaço 45% maior em relação ao empreendimento anterior.

A mudança de endereço em ambas as filiais, segundo Marcelo Azevedo, gerente Nacional de Operações da Ativa Logística, é decorrente do crescimento das operações regionais verificado especialmente nos dois últimos anos. “A filial de São José do Rio Preto tem registrado um crescimento contínuo de 20% nos últimos dois anos e estamos nos adequando para aumentar ainda mais a capacidade de atendimento e a qualidade de nossos serviços na região”, afirma.

Além de São José do Rio Preto, novas indústrias de cosméticos surgiram em cidades vizinhas, como Bady Bassit, José Bonifácio e Mirassol. Em 2018, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o setor no Brasil movimentou US$ 30,3 bilhões (quase R$ 120 bilhões), colocando-se como o quarto maior mercado do mundo, com participação de 6,2% nas vendas globais.

Segundo Azevedo, entre janeiro e setembro de 2018 foram movimentadas na filial de São José do Rio Preto cerca de 8 mil toneladas. No mesmo período de 2019, esse volume subiu para 11 mil toneladas e a estimativa é de que ele chegue a 18 mil em 2020, especialmente com medicamentos e cosméticos. As estruturas seguem o padrão de qualidade da Ativa Logística com layouts mais eficientes e produtivos, aumentando assim a qualidade e pontualidade no atendimento aos clientes.

Polo farma em Minas Gerais – Em Pouso Alegre, a movimentação de produtos entre janeiro e setembro de 2018 foi de 2,5 mil toneladas de produtos. Esse volume saltou, nos primeiros nove meses de 2019, para 7 mil toneladas e espera-se atingir 15 mil toneladas em 2020. “Esses números nos dão uma média de 25% de crescimento em toneladas. E queremos crescer ainda mais para atender a estratégia de expansão da Ativa Logística e de seus negócios, além de manter a liderança no atendimento aos mercados de cosméticos e medicamentos na região Sudeste”, afirma Azevedo.

A Prefeitura de Pouso Alegre busca atrair a atenção do governo mineiro para transformar a cidade em um grande polo farmacêutico do país. Esse foi, inclusive, o tema de uma reunião entre o prefeito Rafael Simões com o governador Romeu Zema em agosto de 2019. Minas Gerais é o Estado onde a indústria farmacêutica mais cresce no Brasil, como aponta a Pesquisa Industrial Anual, divulgada em 2018 pelo IBGE. O setor obteve, em Minas, uma receita líquida de R$ 3,18 bilhões, crescimento de 15,44% em relação ao ano anterior.

Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019

Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019

2668.jpgPrivatizações fizeram país subir duas posições em ranking

 Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil subiu da sexta para a quarta posição entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019. Segundo relatório divulgado hoje (20) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, contra US$ 60 bilhões em 2018.

Os três primeiros lugares do ranking de destino de investimentos ficaram com os Estados Unidos, com US$ 251 bilhões no ano passado; a China, com US$ 140 bilhões, e Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

Segundo o relatório, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

“O Brasil registrou aumento de 26%, para US$ 75 bilhões, parcialmente impulsionado pelo programa de privatizações lançado em julho como parte dos esforços da administração para acelerar a economia. A primeira dessas privatizações envolveu uma companhia de distribuição de gás – Transportadora Associada de Gás – comprada por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie por quase US$ 8,7 bilhões”, destacou o levantamento.

Para este ano, o relatório diz que o país deverá continuar a receber investimentos externos por causa da continuidade do programa de privatizações. “Em 2020, os desinvestimentos em subsidiárias de companhias estatais deverão ganhar força; a privatização de grandes companhias como a Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Além das privatizações, o relatório cita os projetos relacionados ao meio ambiente como fatores que ajudarão a elevar os investimentos estrangeiros no Brasil neste ano. “Dados preliminares sobre os investimentos na área verde anunciados no país corroboram essa perspectiva, com o valor dos projetos mais que dobrando, na comparação com 2018, especialmente na energia renovável e na indústria automotiva”, ressalta a Unctad.

O presidente Jair Bolsonaro comentou o resultado do estudo. Na rede social Twitter, ele postou que o quarto lugar obtido pelo Brasil representa a volta da confiança no país.

2668_a.png