por Sistema | jun 15, 2018 | Logística
Governo do Paraná apresentou nesta quarta-feira (13), em Arapongas, soluções em logística, transporte e armazenagem para produtores rurais de todo o Estado. As melhorias nos Portos de Paranaguá e Antonina serão destaque na Feira Nacional de Agronegócio, Bioenergia e Cooperativas (Feinacoop), que reúne agricultores, distribuidores, prestadores de serviço e empresários do setor.
“A infraestrutura dos portos públicos garante melhores serviços e retorno financeiro ao produtor rural. Investimos em equipamentos, sistemas informatizados, segurança e qualificação para atender, de forma mais ágil, o agronegócio brasileiro”, explica o diretor-presidente da Appa, Lourenço Fregonese.
Em 2017, o Porto de Paranaguá registrou recorde histórico em movimentação de cargas. Foram 50 milhões de toneladas no ano, sendo que 70% desta marca eram produtos agrícolas.
Além dos produtores paranaenses, a Appa atende 20% de toda produção do agronegócio brasileiro, vinda de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Santa Catarina.
VANTAGENS – Um dos maiores diferenciais do Porto de Paranaguá é Corredor de Exportação. O complexo é composto por um conjunto de silos, seis carregadores de navios e esteiras de transporte que levam os grãos diretamente aos navios.
Ao todo, são cinco silos públicos: um vertical, com capacidade para armazenar 100 mil toneladas, e quatro verticais, com capacidade total de 60 mil toneladas.
“A grande vantagem, para o produtor, é que ele pode enviar a quantidade que precisar. O produto será armazenado e exportado junto com o de outros produtores, beneficiando a todos”, explica Fregonese.
O Corredor de Exportação tem capacidade de embarcar mais de 100 mil toneladas por dia e as instalações foram modernizadas para que todo o processo de recepção, pesagem, ensilagem, expedição e embarque fosse otimizado.
“Investimos em quatro novos carregadores de navio, 12 novos portões de acesso para caminhões na faixa portuária, novos tombadores, além de toda a reestruturação do cais. O pátio de triagem também ganhou novos portões e, graças ao sistema carga online, estamos há sete anos sem filas de caminhões”, completa.
por Sistema | jun 11, 2018 | Logística
Lata do lixo. Esse é o destino de quase mil toneladas de gêneros alimentícios que, todos os meses, chegam às Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A (Ceasa), mas não abastecem sacolões, supermercados e hipermercados de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) porque perderam a característica comercial. Por ano, são comercializadas cerca de 2 milhões de toneladas.
O desperdício no agronegócio é um retrato do custo com logística no Brasil e afeta diversos setores. O transporte rodoviário de longa distância de matérias primas e colheitas, distribuição urbana nos pontos de venda e de mercadorias prontas para a comercialização, armazenagem, seguro e rastreamento de cargas são atividades do sistema logístico, que é parte do ciclo de todos os tipos de produtos. Sem o devido planejamento e adequação, provocam desperdício e aumento de custos.
Apenas essa despesa responde por 20% do faturamento do agronegócio, de acordo com o estudo Custos Logísticos no Brasil 2018, do Núcleo de Logística, Suppy Chain e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral (FDC), publicado em abril. Para administrar o gasto, o preço final da mercadoria fica mais alto para o consumidor final.
O estudo “Custos da Logística no Brasil 2018” é fruto de entrevistas com 130 empresas nacionais de diversos setores econômicos que faturaram, em 2017, 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional (excluindo-se o setor de Serviços). A pesquisa detectou que, entre 2014 e 2017, o peso médio da logística no faturamento das empresas entrevistadas passou de 11,52% para 12,37%. Esse incremento de 7,4% corresponde a um custo extra de R$ 20,7 bilhões, no período.
Além do agronegócio que gasta 1/5 do que fatura com a logística e da indústria de construção, com 18% de custos dos quais não pode se livrar, mineração (26,1%) e a indústria de papel e celulose (23,7%) também têm gastos muito superiores à média nacional.
Composição
Parte do custo logístico nacional é composta pelo transporte de longa distância (40,1%), distribuição urbana (23,4%) e armazenagem (17%). Como 75,9% das cargas nacionais circulam por rodovias, esse modal está no centro das discussões sobre as perdas, desperdícios e custos extras das empresas que embarcam suas produções pelo país afora. A avaliação dos modais rodoviário e ferroviário foram as piores por parte dos embarcadores de carga que participaram do estudo. Entre 1 a 5, as estradas ficaram com pontuação de 2,1 e os trens com 1,8.
Segundo o professor e pesquisador da FDC, Paulo Renato de Sousa, o estudo apontou que o resultado de tudo isso recai sobre os clientes. “Os entrevistados também têm enfrentado essa despesa com terceirização de frota e aumento dos prazos para entregas”, reafirmou.
O ministro Dyogo de Oliveira já admitiu falta de recursos para a infraestrutura no país, mas disse que, por isso, o governo incentiva parcerias com a iniciativa privada.
No prato
Enquanto a logística não melhora, a própria Ceasa encontrou um jeito de minimizar as perdas.
Das mil toneladas mensais de gêneros alimentícios inadequadas para venda, uma média de 110 é reaproveitada pelo Projeto de Distribuição de Alimentos (Prodal), do Instituto Ceasa Minas, que destina itens para 154 instituições assistenciais. Há, também, um processo de desidratação de legumes para a fórmula da Vita Sopa e produção de polpas de frutas que, como os outros itens, tem destino certo e gratuito.
Segundo o diretor de Relações Sociais da entidade, Flávio Câmpara, o galpão do projeto, no entreposto de Contagem, na RMBH, recolhe, todos os dias, cargas diversas de itens que, embora “feios”, amassados ou muito maduros, mantêm as propriedades nutricionais.
“Aqui na Ceasa, as perdas são de 50, 100 caixas. Quando vai chegar carga nova, os lojistas pedem para a gente ir buscar porque têm que desocupar o espaço”, exemplificou.
Frete tem reflexos até no valor final do imóvel
Entre 2014 e 2017, o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/ m²) acumulou alta de 25,09%. Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), ele é usado como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra e venda de apartamentos em construção e até como índice setorial.
Esse percentual significa que ficaram mais caros para o consumidor os imóveis vendidos no Estado. E isso ocorre levando em conta diversos fatores. Um deles, é o frete despendido no transporte dos insumos.
“Quando compramos os materiais, por exemplo, recebemos duas notas em uma. A primeira é do produto em si e a outra do frete correspondente, embora o preço do contrato seja fechado. Em alguns casos, o frete chega a ser maior que o preço do insumo”, explicou o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Linhares.
A regra, que vale para insumos primários como concreto, tijolo e aço, também pode ser aplicada para os acabamentos.
Como as compras são feitas direto na fábrica, o valor do serviço de transporte da mercadoria depende de fatores como distância a ser percorrida e prazo para entrega, dentre outros.
O economista e gerente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais, Renato Marques, ressaltou que o transporte das cargas é parte do custo logístico.
O valor do serviço não pode ser padronizado porque depende do tipo de produto, da rota/condição da estrada, do modal escolhido, do tamanho do caminhão e, também, do prazo para entrega.
“Temos que lembrar que, mesmo se o transporte for aéreo, tanto no embarque e no desembarque será preciso usar a rodovia para que o produto chegue ao seu destino”, destacou.
No país, o tabelamento, feito pelo governo federal em 30 de maio, provocou reação da indústria, que julgou-se penalizada, e dos caminhoneiros. O assunto é polêmico e deve ter um desfecho ainda nesta semana.
Preços mais altos por deficiência na infraestrutura
A coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg), Aline Veloso, reconhece que, no caso do agronegócio, as diversas cadeias produtivas sofrem com perdas e desperdícios. “O prejuízo do produtor rural é grande, ao longo de toda a cadeia produtiva e, com a redução da oferta, os preços aumentam para o consumidor final”, afirmou.
Segundo a técnica, mais de 70% das cargas de produção do agronegócio passam pelas rodovias que, nem sempre, estão em boas condições para circulação de veículos pesados. Com isso, o escoamento fica mais lento e ainda há perdas nas quantidades dos grãos, devido à trepidação dos caminhões, principalmente nas longas distâncias.
A demanda do agronegó-cio pela melhoria da infraestrutura é uma reivindicação antiga do setor, segundo a coordenadora. Somando-se a isso, há falhas específicas do sistema logístico adotado pelos produtores, como acontece com as cargas de hortifrúti, que demandam condições especiais de temperatura no transporte e armazenamento, para se manterem em condição de venda no distribuidor. “Na greve dos caminhoneiros, a falta de caminhões refrigerados gerou muitos prejuízos e os preços dispararam”, lembrou.
O transporte de animais também requer certos cuidados, segundo Aline Veloso. Quando mal acondicionada, ou quando o trecho é longo, essa carga também pode ser machucada, o que deprecia o valor do produto vivo e, também, na hora do abate.
por Sistema | abr 19, 2018 | Logística
“Nosso sistema atual de transporte de carga, baseado em rodovias, acarreta um custo elevado para o país” diz presidente da ABDI.
O custo de logística é um desafio para o país, o gasto anual é de R$ 811 bilhões. O Brasil tem dimensões continentais e é a quinta nação com maior extensão territorial do mundo. Mais de 12% de toda a riqueza brasileira é consumida em logística, segundo a Ilos (Consultoria Especializada em Logística) divide-se entre: 60% de transporte; 31% de estoque; 5% de armazenagem e 4% de administrativo.
O presidente de ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Guto Ferreira, aponta que esta é uma das principais aberturas para o crescimento da economia. “Os gastos com transporte, armazenamento e estocagem ultrapassam o espaço ocupado pela Indústria no PIB – 11,8%, segundo dados do IBGE. Nosso sistema atual de transporte de carga, baseado em rodovias, acarretam um custo elevado para o país” diz Guto. Dados da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) apontam que de cada 10 produtos transportados, 6 são enviados por rodovias.
Um relatório da CNT indica que nas estradas pavimentadas 61% delas apresentam dificuldades. “Nós transportamos a maioria das nossas cargas por estradas. Nas rodovias temos uma série de problemas com pavimentação e manutenção” aponta Harley Andrade, Diretor de Relações Internacionais da CNT. De acordo com Banco Mundial de Desempenho Logístico, de 2014, o Brasil aparece na posição 65º. Comparados as economias emergentes dos BRICS, o país fica apenas na frente da Rússia.
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) surgiu no momento de retomada das políticas públicas de incentivo à indústria, em 2004, e se legitimou com órgão articulador dos diversos atores envolvidos na execução da política industrial brasileira. Em mais de uma década de atuação, sob a supervisão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a ABDI é a agência de inteligência do governo federal para o setor produtivo e oferece à indústria completa estrutura para a construção de agendas de ações setoriais e para os avanços no ambiente institucional, regulatório e de inovação no Brasil, por meio da produção de estudos conjunturais, estratégicos e tecnológicos.
por Sistema | mar 15, 2018 | Logística
O governo gaúcho apresenta, nesta quinta-feira (15), o Pelt-RS (Plano Estadual de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, em Porto Alegre. O plano foi elaborado com base em estudo que investigou as deficiências no sistema de transporte de cargas do Estado, apontando soluções para o desenvolvimento logístico nos próximos 25 anos.
O Pelt-RS também permitirá que o planejamento de logística e transportes estadual esteja integrado ao plano nacional do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. O diagnóstico será apresentado pelo coordenador da equipe responsável pelo estudo, engenheiro Luiz Afonso Senna, às 14h30min, no Galpão Crioulo (Praça Marechal Deodoro, s/n, Porto Alegre).
Segundo o site do projeto, o Pelt-RS “define a visão de futuro e as estratégias de intervenção pública e privada no setor dos transportes e da logística, para fomentar, nos próximos 25 anos, o crescimento da economia estadual. O Pelt-RS fornecerá ao Estado as ferramentas de planejamento neste setor, visando à torná-lo autossuficiente no diagnóstico de suas demandas e no planejamento de seu próprio sistema logístico”.
por Sistema | mar 7, 2018 | Logística
O mercado de galpões logísticos deve crescer na Região Sul em 2018, com potencial de absorção bruta em torno de 145 mil metros quadrados, um crescimento previsto de 30% em relação a 2017. A previsão é da NAI Brazil. Segundo estudo da consultoria, com a inflação sob controle e a economia ensaiando uma sensível recuperação, o varejo já dá sinais de melhora e é possível prever redução da vacância. O setor deve recuperar parte das perdas, mesmo com forte pressão dos clientes para que as empresas de condomínios logísticos baixem o preço.
“Se tudo ocorrer como estamos prevendo, o mercado de galpões do Sul deve voltar a crescer, sem receber volume elevado de novo estoque, fazendo com que a disponibilidade se mantenha estável com viés de queda”, diz Rogério Luz, gerente nacional da NAI Brazil. Concessões como prazo de carência para pagamentos e descontos regressivos devem ditar os negócios. “Conforme o ciclo, o inquilino ainda terá mais poder de barganha mesmo com uma perspectiva de retomada da economia”, explica.
Novos investimentos
Referência no Sul, a Capital Realty, desenvolvedora e administradora de ativos imobiliários no setor de infraestrutura logística, concentra seus investimentos em Canoas e Esteio (RS), Itajaí (SC) e Campina Grande do Sul (Paraná), região metropolitana de Curitiba.
Em Canoas, a Capital Realty finaliza a terraplanagem para a construção de um novo condomínio logístico, o MEGA Centro Logístico Canoas. Com investimento total de aproximadamente R$ 300 milhões, o projeto é considerado o maior dos últimos 40 anos na cidade. Ao todo serão 160 mil metros quadrados de área construída, sendo o maior condomínio logístico da Região Sul, com quase três vezes o tamanho do MEGA Centro Logístico Esteio, também da Capital Realty.
Após a terraplanagem, a previsão é de que a construção do condomínio comece em 2019. O empreendimento gerará aproximadamente 3,5 mil vagas diretas de trabalho e outros 7 mil postos indiretos.
“É o nosso maior empreendimento e o de maior porte e relevância em toda a Região Sul”, diz Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty. A localização, a apenas 10 km da capital, foi fundamental para a escolha de Canoas.
“Todos os setores enfrentaram um período complicado com a crise econômica do país, o que fez com que as empresas pisassem um pouco no freio. A previsão é de que 2018 seja relativamente melhor, então naturalmente o mercado começa a reagir. Nós estamos retomando os investimentos e ampliando nossos serviços para melhoria constante do atendimento”, diz.
Em Itajaí, a Capital Realty planeja iniciar ainda este ano a ampliação do complexo MEGA Centro Logístico Itajaí. Serão mais 30 mil metros quadrados novos de área construída, totalizando mais de 82 mil metros quadrados no condomínio já existente. O investimento para a ampliação será de aproximadamente R$ 60 milhões.
Na região Sul, a administradora já sente um aumento na procura por armazéns, cerca de 20% a mais do que no mesmo período do ano passado.
No início de 2017, a Capital Realty inaugurou a expansão de seu Condomínio Logístico em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba para atender a Bosch, que transferiu toda a divisão de ferramentas elétricas de São Paulo para a região metropolitana de Curitiba. O investimento da Capital Realty foi de R$ 20 milhões em infraestrutura. Com isso, o Paraná ficou em segundo lugar em locação de condomínio logístico modular, atrás apenas do mercado paulista, segundo dados da NAI Brazil.
Desempenho
A Região Sul terminou 2017 com um valor médio pedido por metro quadrado de R$ 17,08 ante R$ 16,55 no mesmo período em 2016. A absorção bruta foi de 120 mil metros quadrados em 2017 ante 224 mil metros quadrados em 2016. Já a absorção líquida foi de 88 mil metros quadrados, conta 109 mil metros quadrados em 2016.
Cenário nacional
Ainda que o primeiro semestre de 2017 tenha registrado pouca movimentação, a segunda metade do ano mostrou números animadores, que projetam cenário melhor para 2018, de acordo com a NAI Brazil. A expectativa é de que em dois anos a relação entre demanda e oferta esteja mais equilibrada.
A absorção bruta em 2017 ficou 24% abaixo do que foi registrado em 2016. A disponibilidade já esteve maior e foi sendo reduzida ao longo do ano, mas encerrou 2017 nos mesmos patamares de 2016, próximo a 26%. “Mesmo que a entrega de novos empreendimentos tenha sido menor se comparada aos anos anteriores, a absorção líquida não evoluiu no mesmo ritmo e foi determinante para manutenção da disponibilidade ainda em patamares elevados”, informou o gerente nacional da NAI Brazil, Rogério Luz.
Ainda de acordo com Luz, o valor médio pedido por metro quadrado, no país, foi de R$ 19,03, ante R$ 19,29 no trimestre anterior. No estado de São Paulo, o preço pedido passou de R$ 18,65 para R$ 19,18. A absorção bruta no mercado paulista foi de 900 mil metros quadrados, e a líquida, de 368 mil metros quadrados. Foram entregues 58 mil metros quadrados no estado de outubro a dezembro. A vacância ficou em 27%, abaixo dos 28,8% do fim de outubro.
Sobre a Capital Realty
A Capital Realty é referência na construção e administração de condomínios logísticos industriais e empreendimentos sob medida. Com forte atuação nos três estados da Região Sul e em São Paulo, a Capital Realty oferece uma equipe formada por gestores e engenheiros com larga experiência no mercado imobiliário e se destaca pela capacidade técnica de desenvolver, executar e gerir ativos imobiliários de forma inovadora. Os empreendimentos levam a bandeira Mega, classificados como padrão A de infraestrutura logística/industrial e disponibilizam todo o suporte para os clientes que se instalam nos centros logísticos.
por Sistema | fev 8, 2018 | Logística
Conforme os produtores de soja brasileiros começam a colheita, os problemas em uma estrada que liga a principal região agrícola do país aos portos do norte fornecem novas evidências de que o maior exportador mundial da oleaginosa está longe de resolver seus gargalos logísticos.
Nos últimos dias, caminhoneiros transportando soja publicaram inúmeros vídeos, incluindo filmagens de drones, nas redes sociais mostrando que não conseguiram avançar em um trecho não pavimentado da rodovia federal BR-163, no Pará.
A área mais afetada foi em torno do distrito de Moraes Almeida, da cidade de Novo Progresso, onde o tráfego foi interrompido por cerca de 60 quilômetros, disse à Reuters o vice-prefeito Gelson Dill. A fila de caminhões começou a se formar oito dias atrás, mas desde então foi reduzida para 25 km, disse ele.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), disse que o tráfego estava gradualmente voltando ao normal na manhã desta terça-feira entre Moraes Almeida e nas proximidades de Riozinho, e não havia filas de espera. No entanto, em Novo Progresso, o tráfego sentido norte permaneceu parcialmente bloqueado, disse o departamento.
“Se o tempo permanecer seco, os caminhões que aguardam em Novo Progresso poderão continuar a viagem em dois dias”, disse Dill.
O Dnit estimou 36 horas.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, (Aprisoja), disse que “milhares” de caminhões ficaram presos em torno de Moraes Almeida depois que bloqueios do Exército interromperam o tráfego para manutenção e construção.
Um porta-voz do Exército não comentou de imediato.
Sergio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), disse que problemas na BR-163 impactam a imagem do Brasil como um exportador de soja confiável.
Os dados da Anec mostram que um volume de 6,3 milhões de toneladas, ou 9 por cento da soja exportada no Brasil, foi enviado pelos portos de Santarém e Barcarena, na região norte, em 2017.
A BR-163 é a principal ligação entre as áreas de soja do Mato Grosso e os portos fluviais do norte. No ano passado, o governo destacou o Exército para pavimentar um trecho de 65 km, mas o trabalho provavelmente não será concluído em breve, disse Dill.
Uma emissora local de TV citou o coronel Alessandro da Silva dizendo que um comboio de Teresina, no Piauí, foi para Moraes Almeida para realizar trabalhos de pavimentação. Silva disse que as chuvas em janeiro impediram que quase 4 mil caminhões transitassem ao longo dos trechos não pavimentados da BR-163.
Cerca de 220 funcionários, incluindo a Polícia Rodoviária Federal e oficiais do Exército, foram alocados ao logo da rodovia BR-163 em dezembro para organizar o trânsito em determinados trechos não pavimentados, disse o Dnit.