A Infra S.A. realiza um estudo para avaliar a utilização de um sistema internacional capaz de facilitar o transporte de mercadorias entre países, com redução de inspeções nas fronteiras. A iniciativa analisa a aplicação da Convenção TIR (Transporte Internacional Rodoviário) no Corredor Bioceânico de Capricórnio, rota rodoviária que conectará o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Atlântico aos terminais portuários do Norte do Chile.
O trabalho conduzido pela estatal avalia os potenciais impactos da adoção do sistema na implantação do Corredor e foi solicitado pela União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU). De acordo com a Coordenadora de Projetos Especiais da Infra S.A., Elaine Radel, o objetivo é analisar como o Sistema TIR pode ser aplicado ao contexto do Corredor Bioceânico de Capricórnio, considerando as especificidades operacionais, regulatórias e institucionais dos países envolvidos.
“A expectativa é que as conclusões subsidiem decisões futuras e contribuam para o aprimoramento da integração logística regional, especialmente no eixo que conecta o Brasil aos portos do Oceano Pacífico”, destaca.
Carga selada
Na prática, o TIR funciona como um sistema de trânsito aduaneiro internacional que permite que a carga seja selada no país de origem e siga viagem por diferentes territórios com um único documento reconhecido internacionalmente. Assim, reduzem-se as inspeções físicas nas fronteiras, diminuem-se atrasos e custos logísticos, e aumenta-se a segurança e a previsibilidade das operações.
Seminário
A adoção da Convenção TIR será tema do seminário “O sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, que será realizado no dia 5 de março, em Campo Grande (MS).
O evento reunirá autoridades, especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir os benefícios da implementação do sistema global de trânsito aduaneiro no contexto do Corredor. Entre os principais impactos esperados, estão a conexão da Rota Bioceânica de Capricórnio a mercados consolidados da Ásia e da Europa, a facilitação do comércio entre os países envolvidos e os mercados globais, além do aumento dos fluxos de comércio internacional com mais segurança, eficiência e previsibilidade.
A programação abordará também a ampliação da conectividade com rotas internacionais, a facilitação do comércio entre os países participantes e o fortalecimento do transporte rodoviário internacional.
Confira a programação completa aqui:


