Fórum Econômico Mundial e gigantes da indústria preparam truck movido a hidrogênio

Diante dos novos desafios trazidos pelo aquecimento global, gigantes que até então concorriam entre si buscam juntos alternativas inteligentes ao diesel

Dados da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e do órgão de monitoramento do clima no Reino Unido (UK Met Office) comprovam que a década passada foi a mais quente já registrada no Planeta. E isso coloca a neutralização das emissões de carbono na ordem do dia em todo o mundo desenvolvido. A sustentabilidade é a tendência mais promissora na global junto com a tecnologia da informação. Diante dos novos desafios trazidos pelo aquecimento global, gigantes que até então concorriam entre si buscam juntos alternativas inteligentes ao diesel.

Esse é o caso da união celebrada em dezembro pela Volvo, pela Daimler Truck e pela Iveco, tradicionais fabricantes de caminhões. A Shell, uma das maiores fornecedoras de energia do mundo, também se aliou aos três gigantes para fundar a H2Accelerate. O objetivo é desenvolver veículos pesados movidos a hidrogênio. Essa “nova” tecnologia é a alternativa mais promissora para o transporte de cargas e passageiros a longas distâncias. A vantagem do hidrogênio é não exigir reabastecimentos frequentes como os carros elétricos que florescem nas cidades do primeiro mundo, como antecipou esta coluna há três semanas.

Segundo a newsletter publicada pelo Fórum Econômico Mundial em abril, a primeira missão dos novos parceiros será fazer lobby junto aos formuladores de políticas públicas para criar “o ambiente político que apoiará a fabricação de caminhões a hidrogênio em toda a Europa”.

Ao contrário das baterias que movem os carros elétricos, as células do “novo” combustível produzem sua própria eletricidade a bordo a partir do hidrogênio armazenado em um processo eletroquímico. Assim, o hidrogênio é visto como complemento perfeito para os veículos elétricos porque daria autonomia necessária aos motoristas tanto para curtas como para longas distâncias. A expectativa das empresas é ter tecnologia de célula de combustível para caminhões e outras aplicações até a segunda metade desta década, ou seja, depois de amanhã.

Segundo especialistas, o mundo embarcou irremediavelmente em uma ‘época de ouro’ de oportunidades para a indústria porque um novo cenário no mundo dos transportes está pronto para emergir. E o prazo de validade para os motores à combustão parece ser 2040, sob pena de não serem cumpridas as metas de carbono zero estabelecidas pelo Acordo de Paris.

Fonte: Diário do Litoral

Hidrogênio

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