Em encontro, transportadores paulistas entregam a Fernando Haddad propostas para o Governo de São Paulo

Em encontro, transportadores paulistas entregam a Fernando Haddad propostas para o Governo de São Paulo

Agenda reuniu empresários e lideranças do transporte de cargas para debater com o candidato os principais desafios da logística e da competitividade no estado

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) recebeu, nesta segunda-feira (14), Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo do Estado de São Paulo, para mais uma edição do Projeto Eleições 2026. Realizado no Palácio dos Transportes, na capital paulista, o encontro reuniu empresários, dirigentes sindicais e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) para o terceiro encontro da série, que anteriormente recebeu Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição no estado.

Na abertura do evento, o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, apresentou prioridades que, na avaliação da entidade, devem integrar o planejamento do próximo governo estadual. Entre elas, estão investimentos em infraestrutura, melhoria dos acessos logísticos, segurança pública, renovação da frota, transição energética, geração de empregos e competitividade.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é responsável por movimentar cerca de 65% de toda a carga do país e está diretamente ligado ao abastecimento, à geração de empregos e à competitividade da economia. São Paulo possui uma estrutura diferenciada, mas ainda temos desafios importantes em acessos ao Porto de Santos, terminais de cargas, corredores logísticos e segurança. Esperamos que essas questões sejam tratadas como prioridades, com planejamento e diálogo permanente com o setor produtivo”, afirmou Panzan.

A infraestrutura ocupou parte importante das discussões. Embora São Paulo tenha as rodovias mais bem avaliadas do país, a FETCESP apontou gargalos capazes de elevar custos e comprometer a produtividade. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), as deficiências dos pavimentos aumentam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

Em seu pronunciamento, Haddad abordou a infraestrutura, relacionando suas propostas para São Paulo à experiência recente do governo Lula na ampliação dos investimentos e das parcerias com a iniciativa privada. O candidato citou o avanço das concessões federais e defendeu que esse modelo continue sendo utilizado, mas com atenção ao equilíbrio dos contratos e à modicidade das tarifas cobradas dos usuários. “No governo federal, demos uma ênfase muito grande às parcerias privadas e ampliamos os investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Esse investimento aumenta a produtividade, reduz custos e fortalece as exportações. Ao mesmo tempo, precisamos buscar concessões cada vez mais justas para o usuário e ter zelo com a modicidade tarifária”, afirmou Haddad.

Com relação à reforma tributária, tema de suma importância para o TRC, Haddad reiterou o trabalho desenvolvido à frente do Ministério da Fazenda e avaliou que as mudanças terão impacto direto sobre o transporte, principalmente pela redução da cumulatividade e pela desoneração dos investimentos e das exportações. “A Reforma Tributária tem garantia constitucional de neutralidade fiscal. Ela foi construída para acabar com a cumulatividade, garantir os créditos e retirar imposto do investimento e da exportação. Poucos setores podem ser tão beneficiados quanto o transporte, porque estamos falando de empresas que precisam investir constantemente, renovar e ampliar suas frotas para acompanhar o crescimento da economia”, destacou.

A segurança pública também esteve entre as preocupações apresentadas pela Federação, que defendeu atuação integrada no combate ao roubo de cargas e ao crime organizado. A entidade ainda ressaltou a importância de políticas para renovação de frota e transição energética, citando o Programa Despoluir, que já realizou cerca de 17 mil avaliações ambientais em veículos de empresas associadas em 2026.

A FETCESP pretende receber outros candidatos à Presidência da República e ao governo do estado nas próximas semanas. A iniciativa terá caráter institucional, plural e apartidário, com igualdade de tratamento e foco nas propostas para o transporte, a logística e o desenvolvimento econômico.

Augusto Cury será recebido por empresários do setor de carga no encontro da FETCESP, em São Paulo

Augusto Cury será recebido por empresários do setor de carga no encontro da FETCESP, em São Paulo

Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, visitará a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) para discutir problemas e propostas do setor logístico. O evento ocorrerá em São Paulo e terá foco em infraestrutura, custos e regulação

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) convidou o candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), para um encontro com representantes do setor rodoviário. O evento está agendado para a próxima sexta-feira, dia 11, na sede da Federação, localizada na capital paulista.

Esta é mais uma etapa da agenda institucional da FETCESP, que vem recebendo diversos candidatos ao Executivo para debater os principais desafios do setor.

  • O encontro entre Cury e empresários ocorrerá na sexta-feira, dia 11.
  • O local será o Palácio dos Transportes, em São Paulo.
  • A discussão focará em logística, impostos e segurança no transporte de cargas.
  • As vagas são limitadas e exigem inscrição prévia gratuita.
  • A agenda busca aproximar o setor produtivo dos candidatos à presidência.

O objetivo central da reunião é apresentar os problemas enfrentados pelas transportadoras e ouvir as propostas do candidato. Tópicos como logística, infraestrutura viária, ambiente para negócios e desenvolvimento econômico centralizarão a conversa. A Federação busca ampliar o diálogo entre política pública e realidade do mercado.

Diálogo entre setor produtivo e candidatos

Essa agenda faz parte de uma programação especial da FETCESP durante o período eleitoral. A entidade quer aproximar o setor de carga dos futuros governantes para debater políticas que afetam diretamente o transporte. Os encontros são descritos como institucionais, plurais e sem viés partidário, permitindo que diferentes perfis de empresas conversem com os candidatos.

Espera-se que a discussão resulte em ideias para melhorar a eficiência da logística nacional. Isso é crucial porque o transporte por rodovias move cerca de 65% das cargas no país. Essa atividade conecta cidades ao abastecimento, sustenta a indústria, o agronegócio e o comércio, além de viabilizar as exportações brasileiras.

Impacto das decisões federais em São Paulo

Para a FETCESP, conversar com candidatos à Presidência é essencial para mostrar a realidade das empresas locais. Muitas decisões tomadas no governo federal impactam fortemente os custos, os investimentos e a forma como as transportadoras operam no Estado de São Paulo. A proximidade favorece a compreensão dessas nuances.

Carlos Panzan, presidente da FETCESP, destacou a importância do momento. “Esse encontro é uma oportunidade para apresentar ao candidato a realidade do setor e ouvir quais caminhos ele propõe para ampliar a competitividade e dar mais previsibilidade às transportadoras. O transporte rodoviário de cargas precisa estar no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico, porque qualquer decisão sobre infraestrutura, tributação, combustíveis ou regulação chega rapidamente à operação das empresas e ao custo logístico do país”, afirmou o dirigente.

Perfil do candidato e pautas do encontro

Augusto Cury, escritor e psiquiatra, foi confirmado pelo partido Avante como candidato à Presidência no início de agosto. Desde então, tem intensificado sua presença em compromissos políticos e reuniões com diversos grupos sociais. Sua campanha se posiciona como uma alternativa de centro político. Assim, ele tem ganhado mais destaque no debate eleitoral nacional.

A pauta do encontro com a FETCESP é vasta. Deverá abordar a infraestrutura logística, a necessidade de segurança jurídica e estabilidade nas regras do setor. Também entrarão na conversa a Reforma Tributária, a política de combustíveis, a renovação das frotas, a transição energética e a digitalização das operações. Questões de segurança pública, especialmente o combate ao roubo de cargas, e a sustentabilidade financeira das transportadoras estarão presentes.

O evento será aberto não apenas aos empresários e dirigentes dos sindicatos, mas também a outros participantes que se inscreverem previamente. A FETCESP convida lideranças e empresas do setor para participar e ajudar a definir as prioridades do transporte brasileiro para os próximos anos.

A participação na audiência é gratuita, mas exige inscrição antecipada por meio do formulário oficial da Federação. As vagas são limitadas.

CNT participa de debate no Senado sobre novas regras para concessões e PPPs

CNT participa de debate no Senado sobre novas regras para concessões e PPPs

Encontro da Frenlogi discutiu as mudanças previstas no PL 2.373/2025 e os caminhos para retomar a tramitação da proposta

A modernização das regras para concessões e PPPs (parcerias público-privadas) foi tema de debate nesta quarta-feira (2), no Senado Federal. Promovido pela Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e realizado pelo IBL (Instituto Brasil Logística), o encontro discutiu as mudanças previstas no Projeto de Lei nº 2.373/2025 e a necessidade de retomar a tramitação da matéria.

A CNT foi representada por Valter Souza, diretor de Relações Institucionais, e por Danielle Bernardes, gerente-executiva Governamental da entidade. O café da manhã reuniu parlamentares, representantes do governo, agências reguladoras, concessionárias e entidades ligadas aos diferentes modos de transporte.

Na abertura, o diretor de Relações Institucionais da Frente, Edinho Bez, relacionou a atualização da legislação à necessidade de ampliar os investimentos no país. Segundo ele, o debate com o setor produtivo deve subsidiar propostas que possam ser apresentadas ao próximo governo. “Sem investimento em infraestrutura, o Brasil jamais vai corresponder ao seu potencial. Precisamos usar a força da Frenlogi e apresentar propostas construídas a partir do que escutamos do setor”, afirmou.

Também participaram do encontro o senador Zequinha Marinho (PODEMOS-PA); o ex-senador Valdir Raupp; o diretor substituto da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Marcelo Fonseca; a representante da AGU (Advocacia-Geral da União), Ana Paula Severo; o CEO da MoveInfra, Ronei Glanzmann; o presidente da Fenop (Federação Nacional das Operações Portuárias), Sérgio Aquino; o presidente-executivo da ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Angelino Caputo, e o diretor de Relações Institucionais da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Guilherme Bianco, entre outros convidados.

Investimento privado e segurança jurídica

Durante o debate, Valter Souza apresentou dados sobre a redução dos investimentos em infraestrutura de transporte nas últimas décadas. Segundo ele, o país investia o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto no setor em 1975. Em 2025, o percentual ficou em 0,13%.

Diante das limitações orçamentárias do poder público, o diretor da CNT defendeu a criação de condições capazes de ampliar a participação privada nos projetos de infraestrutura. “A possibilidade de aumentar os recursos públicos é pequena. O setor privado precisa investir mais e, para isso, é necessário oferecer segurança jurídica. Precisamos encontrar caminhos que permitam ampliar as concessões e viabilizar os projetos de que o país necessita”, disse.

O diretor também apresentou publicações da CNT que reúnem diagnósticos e propostas para a infraestrutura brasileira. Entre elas, está o Plano CNT de Transporte e Logística, que identifica mais de 2 mil projetos e estima em R$ 2,1 trilhões o volume necessário para adequar e expandir o sistema de transporte.

Valter Souza destacou ainda a importância de preservar o planejamento de longo prazo, independentemente das mudanças de governo. “Temos que trabalhar no Congresso para que esses planos sejam transformados em projetos de Estado. Quando uma gestão termina, não podemos interromper tudo o que foi construído e começar novamente”, afirmou.

A posição apresentada no encontro está alinhada às prioridades da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026. O documento defende a continuidade do programa de concessões, a ampliação das parcerias público-privadas e a adoção de modelos capazes de atrair investimentos para a manutenção, a modernização e a expansão da infraestrutura.

Atualização das regras

O PL nº 2.373/2025 atualiza as leis que disciplinam as concessões de serviços públicos e as PPPs. O texto trata de pontos como elaboração de contratos, repartição de riscos, garantias, solução de controvérsias, revisão contratual e encerramento das concessões.

As mudanças podem alcançar projetos de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias e mobilidade urbana. A proposta busca oferecer instrumentos mais adequados à complexidade dos contratos e reduzir incertezas que dificultam a preparação e a execução dos investimentos.

O ex-senador Valdir Raupp, relator no Senado da legislação que instituiu as PPPs em 2004, recordou a tramitação da Lei nº 11.079. Ele destacou que o texto foi analisado, aprovado e sancionado em pouco mais de um mês após a apresentação de seu relatório no Senado e defendeu celeridade semelhante na análise da nova proposta.

Tramitação no Senado

A Câmara dos Deputados aprovou o PL nº 2.373/2025 em maio de 2025. No Senado, a proposta aguarda o despacho que definirá as comissões responsáveis por sua análise e a designação de um relator.

Durante o encontro, foi defendida uma articulação com a Presidência do Senado e as lideranças partidárias para que a tramitação seja retomada. Com o despacho, serão definidas as comissões responsáveis pela análise da proposta e os próximos passos da tramitação. Caso os senadores façam mudanças, o texto precisará retornar à Câmara dos Deputados. A tramitação pode ser acompanhada na página oficial do PL 2.373/2025, no Senado.

Tarcísio promete renovar benefício fiscal para transporte de cargas em SP e defende pedágio free flow

Tarcísio promete renovar benefício fiscal para transporte de cargas em SP e defende pedágio free flow

Governador de São Paulo afirmou a empresários do setor que crédito outorgado de 20% será prorrogado após o fim da vigência atual. Candidato à reeleição também rebateu críticas ao modelo de pedágio sem cancelas e disse que sistema traz ‘justiça tarifária’

Ao participar de encontro com empresários do setor de transporte de cargas nesta segunda-feira (31), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) prometeu renovar o crédito outorgado concedido às transportadoras de São Paulo após o fim da vigência atual do benefício fiscal. Ele também defendeu a expansão do sistema de pedágio eletrônico free flow nas rodovias paulistas, rebatendo críticas de Fernando Haddad (PT), seu principal adversário na corrida eleitoral.

As declarações ocorreram durante encontro promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp) na Zona Norte da capital, onde o candidato à reeleição apresentou entregas da gestão e respondeu a demandas do setor.

Ao falar sobre tributação, Tarcísio buscou tranquilizar o setor em relação ao crédito outorgado de 20% do ICMS para o transporte de cargas. O mecanismo permite que as empresas abatam um percentual previamente definido do imposto devido, reduzindo a carga tributária e simplificando a apuração do imposto. O decreto que garante o benefício vence no fim deste ano.

“Vai ser prorrogado”, comprometeu-se Tarcísio, arrancando aplausos da plateia de empresários. “Esse crédito outorgado está tranquilo. Acho que pode sair do rol de preocupações do setor de transporte”, declarou o governador.

Segundo Tarcísio, o benefício foi mantido após uma revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo estado. Ele disse que a gestão eliminou parte dos programas que considerava ineficientes, o que teria reduzido em R$ 12 bilhões por ano o gasto tributário do estado. A gestão concluiu, porém, que o crédito concedido ao transporte tem papel relevante para reduzir burocracia e simplificar a tributação do setor.

“Dentro de uma análise criteriosa que nós fizemos, a gente vê que o crédito outorgado de 20% do transporte de carga faz muito sentido. E não é sentido financeiro. Eu estou falando da simplificação, da eliminação de burocracia”, disse o governador.

O crédito outorgado não foi criado pela gestão Tarcísio. O benefício já existia e havia sido ameaçado por revisões tributárias promovidas no governo João Doria (sem partido, à época no PSDB). Desde que assumiu o Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio tem prorrogado sua vigência a pedido do setor.

Defesa do free flow

Tarcísio também dedicou parte do discurso à defesa do sistema de pedágio eletrônico free flow, que substitui as praças tradicionais por pórticos instalados ao longo das rodovias e permite a cobrança proporcional ao trecho efetivamente percorrido pelo motorista.

“Quem está no transporte rodoviário de carga, no dia a dia, entendeu o que a gente fez. O usuário com o tempo vai entendendo também que é muito melhor”, afirmou o candidato do Republicanos.

Tarcísio também rebateu críticas de adversários políticos ao sistema e afirmou que concessões de rodovias federais também adotam o free flow. “Acho muito engraçado o meu adversário falar que eu estou fazendo free flow. O governo federal fez 16 concessões rodoviárias e todas são com free flow. Então, se é tão ruim, por que eles estão usando?”, afirmou, sem citar diretamente o nome de Haddad.

O governador classificou o modelo como mais moderno e afirmou que ele já é amplamente utilizado em outros países. “Não tem nada mais atrasado do que uma praça de pedágio”, afirmou.

Segundo ele, a principal vantagem do sistema é permitir uma cobrança mais proporcional ao uso da rodovia. “O free flow traz justiça tarifária. Você paga pelo que você usou”, disse.

Como exemplo, Tarcísio argumentou que motoristas que percorrem apenas pequenos trechos das rodovias passam a pagar menos do que aqueles que utilizam trajetos maiores, algo que não ocorre nos modelos tradicionais de cobrança.

FETCESP recebe Tarcísio de Freitas para encontro com empresários do transporte

FETCESP recebe Tarcísio de Freitas para encontro com empresários do transporte

Governador e candidato à reeleição participa de debate sobre infraestrutura, logística e competitividade em São Paulo

Dando sequência à série de encontros com candidatos aos principais cargos do executivo brasileiro, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) receberá, no próximo dia 31 de agosto, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para um encontro com empresários, lideranças e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no Palácio dos Transportes, na capital paulista.

A iniciativa é parte da programação iniciada pela Federação para aproximar o setor produtivo dos candidatos e ampliar o debate sobre temas estratégicos para a economia paulista. O objetivo é criar um ambiente de diálogo em que os participantes possam conhecer as propostas dos candidatos e discutir os principais desafios relacionados ao transporte, à infraestrutura e à competitividade.

Os encontros promovidos pela FETCESP têm caráter institucional, plural e apartidário. A proposta é receber diferentes nomes do cenário político, assegurando igualdade de tratamento e priorizando o debate de propostas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento econômico.

Entre os temas que deverão integrar o debate estão infraestrutura logística, segurança jurídica, ambiente regulatório, política tributária, renovação da frota, transição energética, formação de motoristas profissionais, segurança pública e combate ao roubo de cargas.

A expectativa da entidade é que o encontro permita uma discussão aprofundada sobre medidas capazes de aumentar a eficiência da logística, reduzir custos e ampliar a competitividade das empresas responsáveis pelo abastecimento das cidades, pela movimentação da indústria e pelo escoamento da produção.

“O transporte rodoviário de cargas tem um papel estratégico no desenvolvimento econômico de São Paulo. Criar espaços de diálogo com os candidatos que pretendem conduzir o estado nos próximos anos é uma forma de aproximar o setor produtivo do debate público e contribuir para a construção de políticas que fortaleçam a logística, a infraestrutura e a competitividade das empresas. Nosso objetivo é ouvir propostas, apresentar as demandas do setor e ampliar a participação dos transportadores nas discussões que definirão o futuro do estado”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

Além de empresários, dirigentes dos sindicatos filiados e representantes do setor, o encontro será aberto à cobertura da imprensa. Os veículos interessados poderão acompanhar a apresentação do candidato e participar da rodada de perguntas prevista na programação do evento. A FETCESP convida os profissionais de imprensa a realizarem previamente o credenciamento por meio do formulário disponibilizado pela entidade.

Representantes da NTC&Logística e da IRU reúnem-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar do TIR, fortalecimento logístico e pautas estratégicas do transporte de cargas

Representantes da NTC&Logística e da IRU reúnem-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar do TIR, fortalecimento logístico e pautas estratégicas do transporte de cargas

O encontro teve foco em temas essenciais para o setor de transporte, logística e comércio exterior

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, recebeu, em seu gabinete, representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e da União Internacional do Transporte Rodoviário (IRU) para uma reunião voltada ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Participaram da reunião, pela NTC&Logística, o presidente Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente, Antonio Luiz Leite; o vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes; o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino. Pela IRU, estiveram presentes Vincent Erard, diretor sênior de Estratégia e Desenvolvimento, e Ana Taliberti, assessora jurídica sênior de TIR. Também fizeram parte do encontro o assessor parlamentar da vice-presidência da República e do MDIC, Gustavo Guimarães, e a secretária de Comércio Exterior do Ministério, Tatiana Prazeres.

Entre os temas discutidos, destacou-se a implementação do Sistema de Trânsito Internacional de Mercadorias (TIR) no Brasil. Justificando a importância do TIR, foi acentuado que a adoção desse sistema pode gerar benefícios significativos para o país, como a redução de custos logísticos, maior eficiência nas operações de comércio exterior, integração entre diferentes modais de transporte e aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Outro ponto abordado foi o papel do transporte de cargas brasileiro na agenda da descarbonização, momento em que foi solicitado o apoio do governo federal no sentido de ampliar a participação do setor nas discussões internacionais, inclusive na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). Também foram apresentadas sugestões para fortalecer a presença do Brasil em fóruns técnicos regionais, especialmente nas áreas de segurança e profissionalização do transporte de cargas.

“Foi uma reunião muito positiva, que nos permitiu ratificar, junto ao vice-presidente Alckmin, a relevância de avançarmos em medidas que impactam o transporte e a logística nacional, a sustentabilidade e a integração internacional do transporte de cargas. Seguiremos acompanhando de perto os desdobramentos dessas pautas”, salientou Rebuzzi.

Durante o encontro, o presidente Eduardo Rebuzzi e o vice-presidente Antonio Luiz Leite fizeram a entrega de um troféu institucional da NTC&Logística ao vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, em reconhecimento ao apoio às pautas estratégicas do setor de Transporte Rodoviário de Cargas.

Fotos: Júlio César Silva / MDIC